São 9.30h agora, o que quer dizer que ainda tenho uma manhã inteira pela frente, totalmente disponível para mim. Coisa rara. Em regra eu e as manhãs e as tardes andamos de costas voltadas, eu a querer desfrutá-las e elas sempre com negas: Tira-te daqui, já estás atrasada! A ideia de deitar mão a uma série de tarefas que andava a adiar há muito tempo está a entusiasmar-me. Pôr finalmente aqueles cd’s por ordem alfabética? Eliminar pastas antigas do desktop do meu PC?
Será que isto não é um bocadinho neurótico? Cheira-me que sim. A vozinha da “psi” que partilha comigo o piso térreo do meu edifício mental sopra-me, sibilina: Estás mas é com um ataque de ansiedade por não teres dormido o suficiente, filha! Decido não lhe dar a mínima confiança. A meio da manhã tomarei um duche e recuperarei, então, o ritmo mais adequado a um dia de folga. Depois, quem sabe, um cineminha. Talvez o filme do chinês continue em exibição.
Ainda é tão cedo e já fiz tanta coisa! Bah! Afinal o que são três horas de sono a menos?! Continua a chover. A velhota do 3º andar já está na rua a passear o caniche. Ela de rosto franzido a trocar as pernas, ele feliz da vida a gozar a frescura do ar, os dois de caracóis cinzentos a pender para a testa, como duas gotas de água. O trânsito flui com a cadência dos fins-de-semana. Está a apetecer-me um croissant da pastelaria. A esta hora ainda estão quentes.

Estupendo. Hoje é sábado e acordei às 7h e 30 sem saber porquê. Andei às voltas entre o convite do sofá e o café na cozinha. Felizmente, encontrei este texto e o dia começou a sorrir.
E eu a sorrir para ti.
Olha, a minha manhã de sábado está parecida com a vossa. Gosto de saber que tenho companhia. Já que o travesseiro (da cama) não quer nada comigo, acho que vou comer um travesseiro (da Piriquita).
🙂
Hoje também acordei assim… Valha-nos a sestas pós-almoço!
Já sem qualquer estranheza voltei a este blogue pela última vez para verificar que continua a campanha infame contra a Drª Manuela Ferreira Leite o que é visível a qualquer leitor dotado de uma visão transcendental como eu próprio na referência explícita à «velhota do 3º andar» que anda na rua «a passear o caniche». É para mim óbvio que se trata de uma nova referência subliminar e extremamente deselegante à presidente do PSD e ao novo presidente do grupo parlamentar do partido, pretendendo a autora dar a entender, além da infeliz referência à idade da drª Manuela Ferreira Leite continuamente explicitada pelos passos-coelhistas no seu objectivo de denegrir a líder do parido, transmitir aos leitores a ideia de que o presidente do grupo parlamentar mais não é do que uma espécie de «animal amestrado» em vez do animal político que manifestamente é. O clima de neurose que perpassa por todo o texto revela bem, de todo o modo, o impasse a que chegou o passos-coelhismo militante, incapaz de soluções alternativas à actual liderança do partido por se encontrar prisioneiro da estratégia socialista aliás como os autores deste blogue, que estão «objectivamente» ao serviço do PS, como diria Marx. Com estas referências mal-educadas à «velhota» estão a ir longe demais, espero ao menos que sejam devidamente recompensados pelos favores políticos que têm prestado aos socialistas.
Despeço-me sem cumprimentos.
Ó Pancada, a derrota de Manuela Ferreira Leite é coisa que também lastimo, mas é de ontem! Passou à história. Não pegou, paciência, deixe lá de olhar pelo retrovisor.
– What’s your problem ? Tinham-lhe prometido um lugarzito, foi? Esqueça, ela também não era nada boa a distribuir benesses.
Porque é que não se dedica a sindicar o Sócrates y sus muchachos ? Todos somos poucos para essa tarefa patriótica. Senão, volte lá para a unidade hospitalar de onde o deixaram sair para ir votar…
Ó Pancada, vá dormir que isso passa-lhe!
Nem imagina como me identifico com este seu texto. Até na hesitação quanto ao que fazer com um tempo que aparece sem estar programado. Bom mesmo é chegar aqui e ver como tudo isso pode ser transformado num texto cheio de poesia.
;))
Obrigada, Mdsol 🙂
Ontem , quando regressava a Lisboa, depois de uma Noite de Bruxas, tive oportunidade de reler todos os textos deste diário, durante uma “escala” no Porto.
Este diário tornou-se viciante, Teresa, e espero que não acabe aqui.
Obrigada, Carlos. Outras séries virão.