
(Postal para o És a Nossa Fé)
São 40 anos disto. O historial das influências manipuladoras dos resultados desportivos nunca será completado, muitas esquecidas na voragem dos tempos, outras silenciadas, por falta de provas e de coragens. Modo de estar amparado por acólitos que tendiam a sovar jornalistas – ainda me recordo da impunidade com que, no Aveiro de 1988, foi agredido o grande jornalista Carlos Pinhão, aos seus 64 anos. E modo de estar catapultado pela inércia judicial e pela cumplicidade política, em particular autárquica – poucos ainda se lembrarão quando o presidente da câmara Fernando Gomes, encavalitado no clube, desceu a Lisboa arvorado em ministro e com sonhos de conquistar não o Jamor mas sim São Bento. Foi-lhe breve o enleio, logo tendo regressado, capachinho entre as pernas, para a administração do F.C. Porto entre outras sinecuras.
Neste longo consulado de “Jorge Nuno”, como o saúdam os apaniguados, o hábito de atiçar jagunços para espancar jornalistas seguiu algo viçoso nas suas duas primeiras décadas. Depois feneceu, pois a sucessão de triunfos internos desestruturou clubes rivais, amainou a competição. Nesse rumo mais favorável impôs-se a procura de respeitabilidade pública. E nisso o culto da “mística” do clube foi apelando cada vez mais a uma qualquer “alma” feita de arreganho desportivo, depurando-se da imagem de corsários em abordagem: a fleuma de Robson e a sua versão lusa, por isso algo mais arisca, em Santos, Jesualdo Ferreira, e mesmo no júnior Villas-Boas, foi-se sedimentando, apesar da alguma irascibilidade bem-sucedida de Pereira ou Mourinho.
É certo que a vigência de uma placidez – democrática – nunca foi absoluta, e que a vertigem provocatória e agressiva nunca desapareceu, com a própria conivência da imprensa. Lembro-me que há alguns anos um conhecido comentador televisivo atreito ao SLB foi “abanado” num restaurante portuense por um famigerado líder de claque portista. Como tantos deixei eco disso no meu mural de FB, lamentando o facto. De imediato recebi um bem-disposto comentário desvalorizando o abanão no sexagenário mediático, algo tipo “foi coisa pouca“. Respondi-lhe, indignado, “como é possível que sendo V. o nº 1 da Lusa desvalorize uma situação destas em nome do seu clubismo?“. Logo o arauto me insultou e cortou a ligação-FB. Lembro este “fait divers” para sublinhar isso da vontade agressora não residir apenas nos aprendizes de proxeneta medrados na Invicta, pois sempre seguiu robusta naquele mundo de “senhores doutores”.
As décadas passaram. O natural ocaso do octogenário “Jorge Nuno” é este, o que agora acontece. O controlo do jogo algo se reduziu, devido à dança de poderes nos meandros nacionais mas também à introdução de tecnologias electrónicas na arbitragem. E nisso, no envelhecimento do prócere e no crescimento do imprevisto futebolístico, voltou-se ao culto do “pancadarismo”. O rufia treinador, desde [ante]ontem cognominado “Sérgio Confusão”, cujo histrionismo passa incólume, afirma-se como “imagem de marca” do clube ressuscitando a velha ideia da tal “mística” corsária. O que inclui, claro, o espancamento avulso de jornalistas – agora já não por obscuros seguranças de bordéis portuenses mas por “empresários” montados em carros de estatuto, uma óbvia gentrificação da escroqueria portista.
No meio de tudo isto, antigo exaltado porta-voz televisivo das manobras clubísticas e agora eleito figura-maior dos órgãos do clube – apesar da propalada actual renitência do poder político em associar-se aos mariolas do futebol -, qual putativo Delfim, flana Rui Moreira, o presidente da Câmara do Porto. De (quase) tudo soube, de tudo sabe, a tudo anui. E assim … a tudo conspurca.

Ao futebol o que é do futebol, à política o que é da política, diriam.
As velhas práticas, a que acrescem “Os Patos”, são sempre as mais fiáveis.
Quanto ao Moreira, lavar as mãos está em voga.
Moreira não lava as mãos. Ele é o regresso da coligação do poder político local com as consabidas práticas deste clube.
São fezes, Senhor !
O comentador, não aprecia futebol, nem tem ou teve, clube, partido, associação, confraria, etc etc.
Um quase agnóstico, porém adepto da orbe, tal qual é.
Por remédio não ter.
são mesmo fezes
O futebol é assim, cega as pessoas até os cronistas que aprecio. O tal dirigente, afecto ao Benfica supostamente abanado por um lider da claque do FCP, declarou que foi ameaçado por mascarados. Mesmo assim identificou o suposto lider! A claque do FCP nunca matou ninguém. Nunca pegou fogo ao autocarro da equipa de hóquei, nem deixou um jogador em coma! Quando o director jurídico do Benfica foi pronunciado pelo crime de denegação de justiça e violação do segredo de justiça, corrupção de funcionário judicial, o Benfica não foi pronunciado porque “não tinha nada a ver com o que os eun funcionário (por acaso director jurídico) andava a fazer. Anteontem, um empresário que NÃO pertence à estrutura do FCP, não esteve com a direcção a ver o jogo, decidiu agredir um jornalista da TVI, num acto condenado pelo FCP que, aliás, ofereceu de imediato ajuda. Mas, os mesmos que acharam bem o Benfica não ser pronunciado pelos actos do seu funcionário em funções, acham que o FCP deve ser responsabilizado por um acto de um palerma qualquer que não é funcionário, não integra a comitiva e foi, de imediato repudiado pela direcção. Infelizmente o comentário reflecte parcialidade e cegueira que pensei estar afastada neste cronista e nesta página. Muito me custa dizer isto, mas fiquei profundamente desiludido e até ponho em causa, afinal, a bondade do muito que tenho aqui lido….
ahh curioso — olha, então deve ter sido assim: o tal empresário colou-se ao Pinto da Costa que foi com o Vítor Baía e foram os 3 escada acima ameaçar e pedir explicações aos jornalistas sobre os motivos de estarem a filmar num estádio que não é de nenhum deles.
É isso V., a “lata” com que as pessoas aparecem a achar natural (e os agentes policiais também) que alguém se vire para um jornalista, lhe diga “fodo-te todo, caralho” enquanto o agarra e lhe tentar tirar a camera ou atirá-la ao chão. E ainda falam de alto sobre “parcialidade”, “inocêncio calabote” (ou os “cinco violinos”, que é também argumento de alguns mais antigos)
alguém se vire para um jornalista, lhe diga “fodo-te todo, caralho”
Isso configura, talvez, um crime de ameaças. Mas não é uma agressão.
enquanto o agarra e lhe tentar tirar a camera ou atirá-la ao chão
Agarrar uma pessoa, dependendo da forma como é feito, pode ser considerado uma agressão – mas é muito duvidoso. Tentar tirar uma câmara a alguém não é agredir essa pessoa.
(Faz-me lembrar um caso antigo, que foi muito falado, de uma professora que tirou o telemóvel a uma aluna. Será que isso pode ser considerado agressão? Não pode, evidentemente. Tirar um telemóvel ou uma câmara de filmar a alguém não é uma agressão.)
Eu não vi o incidente em causa. Ouvi descrevê-lo como tratando-se de uma “agressão”. Afinal, chego à conclusão de que dificilmente o terá sido.
José Pires Borges eu poderia apenas dizer “paciência…”. Mas não deixo de sorrir, entristecido, quando num comentário destes, a cair no habitual bate-boca, ainda passo por benfiquista… De facto é outra coisa: o poder político pactua, ao longo de décadas, com tudo isto. E acabo de desligar a tv, após ver o presidente do Porto dizer que “não vi agressão” e um contratado paineleiro, o excelente futebolista Futre, dizer diante das imagens que não há agressão. Enfim, para os clubistas (e para os enfeudados) vale tudo e há sempre a desculpa que os outros fazem ou fizeram. É pois preciso uma grande “lata” para quem segue neste caminho aparecer, atrevido, a imputar “parcialidade e cegueira” a outrem
Continuo sem perceber qual é a responsabilidade do FCP no assunto. Não vi incitamento nenhum, em imagem nenhuma. E, a questão que levantei, sequer é essa. A questão é que, quando o assunto tem alguma coisa a ver com o FCP, logo se levanta um coro de indignados. Quando a questão é SLB o silêncio é notável. Que eu tenha reparado, o FCP repudiou o acto. Que eu saiba, o anormal não pertence à estrutura do clube. O que eu estranho, é que uma acção destas, sem duvida execrável e condenável, mereça mais atenção que mereceu por exemplo o ataque sofrido pela equipa de hóquei do FCP, na Luz, que deixou um jogador em coma e incendiaram o autocarro. A larga maioria das pessoas deste país, não sabe ou já nem tem memória disso, porque não lhe foi dado relevo. Porém, daqui a 20 anos ainda vão andar a falar neste “ataque” do FCP, que não tem responsabilidade nenhuma no assunto, a um jornalista. É assim que a comunicação Social vai desvirtuando a realidade e escondendo os crimes de uns e desvirtuando as ações de outros, consoante o clubismo. É contra isso que me manifesto. Contra esta cegueira que, pelos vistos, até nas páginas que muito aprecio, acontece…
Não ouvi o Futre, mas ouvi nas notícias da manhã o Pinto da Costa. E Pinto da Costa afirma que o indivíduo tentou roubar (ou apreender, ou retirar, como se queira) a câmara ao jornalista para o impedir de filmar; porém, não agrediu o jornalista.
Eu repito que não vi as imagens, mas tendo a acreditar naquilo que Pinto da Costa diz e que Futre corrobora. É que, tentar retirar uma câmara a alguém, eventualmente agarrando esse alguém (pelo braço, pelos ombros, etc), não é agredir.
Há que ter em conta, nesta história toda, que os jornalistas portugueses são como os jogadores de futebol: basta uma pessoa tocar-lhes num ombro para eles caírem logo ao chão agarrados à cara, ai mãe, ai mãe, aquele senhor ali deu-me uma bofetada, agrediu-me… Os jornalistas portugueses acham-se seres superiores, virgens ofendidas, a quem ninguém pode fazer nada porque eles têm o supremo direito e dever de informar, são pessoas muito importantes em quem ninguém pode tocar.
Eu portanto, lamento dizer, mas não acredito nessa tese de que houve agressão. Terá havido um agarrão, um tentar tirar a câmara, uma tentativa de intimidação, o que seja; agressão, não acredito que tenha havido.
Nunca matou ninguém … que se saiba, porque o que se sabe das inúmeras atividades criminais ligadas ao fcp é muito pouco. A cidade do Porto e arredores, bem como as instituições policiais e judiciais, estão capturadas pela máfia azul e branca.
E quanto à não pronunciação do Benfica, deve ser o mesmo motivo que levou a que a SAD do FCP fosse pronunciada pela divulgação dos emails, assim como os diretores envolvidos na comunicação, mas ficaram de fora os administradores como PdC. Portanto a SAD do FCP é um organismo autónomo em auto gestão não tendo ninguém por ele responsável.
E se é difícil, embora remotamente possível, que a SAD do Benfica estivesse alheada das ações de Paulo Gonçalves, é impossível que PdC não estivesse a par e até empenhado na divulgação dos emails por parte do Porto Canal.
Como tal, desligue a lavandaria. O facto de não haver uma ligação formal do agressor ao FCP, as evidências e a história revelam a promiscuidade do individuo com a cúpula do FCP numa atividade de consultor privilegiado.
O problema do FCP é ter queixinhas e mariquinhas pé-de-salsa. Os mariquinhas e queixinhas arranjam sempre maneira de transferir a incompetência para cima de outros, transformando as derrotas merecidas em vitórias. Tirem de lá os bimbinhos e teremos um club decente.
“mariquinhas pé-de-salsa” é uma expressão já digna de ser considerada “património intangível”
Mais fácil que apontar os erros dos outros é ignorar os erros dos nossos.
“Há muitos que, por terem apenas um martelo como ferramenta, pretendem ver em tudo um prego a precisar de ser martelado.”
É.
jpt transforma, com muito jeito de linguagem, o FCP numa máfia. Como se todos os seus adeptos, claques, jogadores e treinadores andassem, bem orquestrados, às ordens de um padrinho. Como se todos, com as suas diversas personalidades e profissões, mais não fossem que executores de um plano maldoso ordenado por esse padrinho.
É uma tese bonita e bem escrita. Mas pouco convincente, tal como aliás a generalidade das teorias da conspiração.
deixe-se de coisas, balio
É sempre mais fácil falar dos erros dos outros que apontar os dos nossos.
“Há muitos que, por terem apenas um martelo como ferramenta, pretendem ver em tudo um prego a precisar de ser martelado.
É
O Porto está uma vergonha.
Primeiro o treinador, com aquela cultura de buldogue, a quem os próprios colegas chamam “o anão do c*****o”) é um arruaceiro que quando é necessário joga a cartada miserabilista dos paizinhos pobres quando é necessário para parecer “humano”. O verdadeiro problema dele é que não pesca nada daquilo.
Depois é esta nova atitude dos jogadores do Porto de passarem 90 minutos a atirarem-se para o chão na grande-área (sobretudo quando entra o filho do anão) e sentem-se muito ofendidos no fim porque o árbitro só foi enganado uma vez.
Os homens não se medem aos palmos. Mas, e falando apenas de futebol (o que não é exactamente o assunto do meu postal, muito mais a propósito do futebol), note-se que já hoje o treinador do Braga veio falar muito bem sobre o estado estapafúrdio do espectáculo futebolístico, algo a notar dado o impacto que tem na sociedade.
Muito ao lado V. , a pessoa a quem chamam depreciativamente de anão não é ao treinador do FCP, é ao Eng. Luís Gonçalves.
Aos outros já estalou o verniz depois de um empate conseguido nos ultimos minutos já para não falar do espectaculo dado no ultimo jogo em que com 10 lá ganharam.
O empolamento desta situação e outras pela comunicação social quando em causa está o FCP é por demais evidente e isso só contribui para o descrédito da mesma.
Mas o que é grave é que muita gente caia no erro de empolar ainda mais e que outras questões fiquem escondidas e essas sim bem mais graves relacionadas com futebol e com os clubes e empresários directamente, mas é que temos e por essa ser a norma é estado em que nos encontra-mos como Nação.
WW
Recordo aos mais incautos ou esquecidos, que o longevo Jorge Nuno, iniciou a sua fulgurante carreira -juntamente com Reinaldo Teles-, na então secção de boxe do FC Porto. Uma vez pugilista, pra sempre pugilista. Com os próprios punhos, ou alheios. Matrial
pois
Os mais incautos e esquecidos podem pensar assim. Os que sabem do que falam, lembram-se que o Pinto da Costa iniciou-se no FCP como director da secção de hoquei em patins e hoquei em campo em 1962. Só em 1967, passados 5 anos acumulou com a secção de boxe, pois estava encarregue das modalidades amadoras. Nunca fez carreira a roubar camiões nem a aldrabar os bancos, senão talvez pudesse também dizer, “uma vez ladrão e aldrabão, toda a vida ladrão e aldrabão”.
Mas fez uma carreira mundialmente invejável ao nível de ser constituído arguido: 18 vezes.
E como a justiça não errou 18 vezes ao constituí-lo arguido, e foi sempre absolvido, fica claro como a água a ação da máfia azul e branca na influência das absolvições lá para as comarcas do Norte.
E como disse o Dr. Varandas, “Um bandido, é sempre um bandido”. Aliás deve ser-lhe erguida uma estátua em Vigo junto a uma casa de alterne, assim ficará bem salvaguardada e representada a sua memória.
Fez uma carreira invejável ao ser o presidente mais titulado no Mundo. Ser arguido não é ser condenado. Aliás não me lembro de ver nenhuma condenação judicial transitada, pelo contrário lembro-me mais de ele ser absolvido ou sequer pronunciado. O que também diz muito do que passa no CS. Notícia a constituição de arguido silencia as absolvições quando se trata do FCP ou Pinto da Costa. Eu por acaso sou jurista e posso desde já afirmar que dizer que o FCP ou PC tem influência na Justiça é não só uma afirmação rasteira, própria de quem sequer se identifica, como uma ignorância profunda sobre o que se passa nos tribunais. Com certeza que os juizes e procuradores se vendem por bada. Que estupidez! Vergonha é chamar bandido a quem não foi condenado, a quem é campeão da Europa e do Mundo duas vezes e tem angariado pontos para os outros irem à Champions. Se não fossem os pontos do Porto não ia lá nenhum. E também para fazerem as figuras que têm feito se calhar mais valia…Alem do mais quem nunca ganhou nada, nem paga a quem deve, fazia melhor figura se estivesse calado. E eu até simpatizo com o SCP…
Ora aí está, primeiro modalidades que se praticam com paus, depois outra que se pratica com os punhos e finalmente outra que consiste basicamente em dar pontapés e cabeçadas, só podia dar no que deu… Porque é que o senhor nunca foi para o xadrez?
No xadrez deveriam estar outros….
Corrijo e termino o anterior comentário: Material ou simbolicamente.
Já lhe deram a resposta acima, nem mentir sabem.
WW
Parabéns. Disse tudo o que importa.
Obrigado
And the oscar goes to Jorge Nuno, for his role in Nolawland.
Ainda vai a tempo de escrever um post sobre a conduta do director do dep. de futebol do SCP (Hugo Viana), em Braga, que invadiu o camarote de imprensa do clube para bater e insultar o jornalista que fazia a narração para a televisão do clube. Ou será que este incidente é menos grave? Sendo um director do SCP, não lhe parece muito mais grave?
A indignação só é legitima se não padecer de clubite aguda!