rosas, senhores, rosas


Patrícia Reis,

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Não vão durar mais do que dois ou três dias, mas são bonitas, não acha? Não as corto. Nunca corto. Limito-me a vê-las. Gosto desse nascer na primavera, a rosa dentro do botão, o atrevimento de querer ver o mundo e, depois, o seu esplendor, como numa manifestação de existência divina, a rosa diz:

” Estou aqui.”

E eu sento-me e vejo-a até as pétalas começarem a cair.

0 comentários em “rosas, senhores, rosas”

  1. Parabéns e muito obrigado, Patrícia, por nos ajudar a ver as coisas dessa maneira. A grandeza da simplicidade sempre presente no que escreve.

  2. Vinicius cantado por Ney Matogrosso

    Pensem nas crianças
    Mudas telepáticas
    Pensem nas meninas
    Cegas inexatas
    Pensem nas mulheres
    Rotas alteradas
    Pensem nas feridas
    Como rosas cálidas
    Mas, oh, não se esqueçam
    da rosa, da rosa
    Da rosa de Hiroshima
    A rosa hereditária
    A rosa radioativa
    Estúpida e inválida
    A rosa com cirrose
    A anti-rosa atómica
    Sem cor nem perfume
    Sem rosa, sem nada

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