Romance de parede


Pedro Correia,

Lisboa, Rua Almirante Barroso

12 comentários em “Romance de parede”

  1. Não percebi se o nome da mocinha é Ondete…
    Mas pelos vistos, se o rapaz ou adormece, ou chora… mais valia que ela não se tivesse despido… correu o risco de apanhar uma pneumonia, para nada.

  2. Isto é um verso de um poema de Joaquim Cardoso Dias. Belíssimo, por sinal. Esses versos são depois citados (sem referência à autoria) numa prosa poética de Al Berto incluída no livro “Anjo Mudo”. Julgo que a assinatura se refere ao nome dele, JCD. Terá sido o próprio a escreve na parede?

    Fica aqui o poema completo:

    Onde te vi despir regresso agora
    para adormecer ou chorar os
    pequenos dias desse verão.
    Seria tanto
    contemplar a tua boca assim
    limpa de eu te cantar mordendo-a
    nupcial de não querer mais olhar essa nossa
    idade

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