Trinta e seis anos depois, temos um sistema nacional de educação que tem por objectivo a desigualdade de facto. Quem é rico, foge e compra um futuro com mensalidades de ouro; quem é pobre, sujeita-se à falta de respeito pelo trabalho, mérito e esforço. Pobres professores, pobres alunos, pobre país.
Revisões do estatuto do aluno
cadernoelastico,

Ainda vou escrever hoje sobre as maravilhosas provas de recuperação, Ana. Tens razão, pobres de nós todos.
Força. Este comentário é apenas para que saibam que são lidas, que concordo com o que dizem e só não escrevo também sobre a tristeza da educação no meu blogue porque a vivo diariamente. Estratégia de fuga. Ou de sobrevivência. Cada dia mais difícil que o anterior.
“(…) temos um sistema nacional de educação que tem por objectivo a desigualdade de facto.”
Epá, esta frase é tão gira. Eu até pensava que as políticas públicas (enquanto instituições programáticas) tinham, como objectivo, o reforço das desigualdades retóricas. Afinal, estava enganado. Bem haja!
Não que eu ache o “sistema nacional” de educação bom! Ui! Longe de mim! Um cheque-escola (como Monsenhor Friedman pregava, bendito seja o seu nome) chega muito bem a esses larápios pobretanas. Se não fosse necessário depor o Estado, claro. Esse grande produtor de desigualdade. É bom de ver que as mãos visíveis e invisíveis têm lidado maravilhosamente com as desigualdades de facto. Basta ver os EUA e o RU, essas sociedades tão igualitárias e meritocráticas.