Retratos da pobreza e exclusão (2)


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A Comissão Europeia  utiliza expressões como “infopobres” ou “exclusão social” para  enquadrar o novo conceito de pobreza

A expressão “exclusão social” radica na tradição francesa e é definida por Robert Castel como “a fase extrema do processo de marginalização, entendido este como um percurso descendente, ao longo do qual se verificam sucessivas rupturas na relação do indivíduo com a sociedade”.

No livro “Exclusões Sociais” (ed Gradiva), Alfredo  Bruto da Costa  refere como uma das  causas dessa exclusão “a ruptura em relação ao mercado de trabalho, que se traduz em desemprego ou mesmo num desligamento irreversível face a esse mercado”.

O caso de Ângela enquadra-se perfeitamente nesta terminologia de pobreza.

6 comentários em “Retratos da pobreza e exclusão (2)”

  1. Muito bem, Carlos. E o teu sentido de oportunidade é notável: não há melhor época do que o Natal para tocar sensibilidades e agitar consciências.

  2. Tem de haver combate à pobreza. E se há algo que tem safo muitos portugueses é esta característica própria de um país semi-periférico que é termos uma economia paralela, que sempre foi cultivada, nunca abandonada e está a ter um novo impulso. Mas não chega.

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