22 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (8)”

      1. Viva a ortografia internacional (i.e. inglesa), abaixo a ortografia brasileira! Nós queremos ser tipos finos como os ingleses, não pés-descalços como os brasileiros! Por isso escrevemos as palavras como elas se escrevem (e lêem) em inglês, mesmo que as pronunciemos de forma diferente!

    1. Portugal, como os outros países europeus e parte dos Estado Unidos, privilegia a diversidade e o intercâmbio cultural. A correspondência familiar do genial cosmopolita Eça está cheia de frases inglesas e francesas, muitas delas de uso comum ainda hoje. Os universal Camões escrevia em castelhano, o universal génio Fernando Pessoa escreveu a sua última frase em inglês.
      E assim por toda a Europa… a mesma diversidade.

      1. Nem na crise e na pobreza cai o penacho de suposta superioridade, não é, meu caro?… Pena não ter sido compreendida a crítica à imensa contradição de permanentes ironias tecidas ao Acordo Ortográfico vigente (que ocupa quase um terço dos posts deste portalzinho) e o elogio a uma publicação com título inglês. Ao menos quando o elogio era a uma revista chamada “Activa” o samba de uma nota só do Pedro Correia fazia algum sentido… Bem, tanto faz, em algumas décadas todos os portugueses escreverão de acordo com o acordo, queiram ou não os teimosos.

        1. vai te catar, ó anormal. Volta para a tua cubata, onde habituam, só para assinalar, 70% de analfabetos. Qualquer semelhança essa cubata e a Brasil é apenas mera coincidência.

  1. Esta revista sempre teve uma boa noção de quem é o seu público-alvo. Parabéns. Prova a minha tese de que o AO também é um problema de classes sociais: o acordo ortográfico é para os tipos da Casa dos Segredos. Para o resto das pessoas, a língua normal.

    1. Confere. Casa dos segredos, presidência da república, governo e restantes organismos do estado (administração central e autárquica), empresas do regime.

      Ou seja: vacuidade, coisas mal explicadas, incompetência, impunidade. O tal “acordo” tinha necessariamente que ser bem acolhido nesses ambientes.

      Costa

      1. Homem, a nova ortografia, como lhe chama, é um repugnante retrocesso civilizacional (expressão recentemente consagrada) que só pode ser tão pacificamente aceite, como desgraçadamente o vai sendo entre nós, porque estamos num país cujo povo – as coisas são como são – está embrutecido, estupidificado, não prima pela cultura nem sequer pela instrução (acontece-lhe mesmo militantemente rejeitá-las), vegeta mais e mais numa sobrevivência meramente funcional e abraça acriticamente tudo o que se lhe apresente como simplificador.

        É uma alteração desgraçadamente estúpida, feita à medida de um povo desgraçadamente estúpido. Um povo que vai desgraçadamente regredir ainda mais. O “AO” é disso simultaneamente dolosa causa e cruel efeito.

        Vejo que para si está muito bem assim – há que continuar na senda do embrutecimento colectivo, pela via do menor esforço a todo o custo -, e que quem contra isso se rebele é pedante.

        Costa

    2. O «acordo» poderia levantar esse problema da criação de um português mutilado para os mais desfavorecidos. É que todos os meus amigos com filhos em idade escolar estão a ensinar as crianças a escrever o português de Portugal, Angola e Moçambique, já que não haver qualquer outro motivo para que adoptem os usos brasileiros, país com índices de analfabetismo escandalosos (75% de analfabetos funcionais e “clássicos”, dos quais 38% nas faculdades!!!!!) muito superiores ao de países com muito menos recursos.
      Pode-se dizer que esse português de 2ª ja existe: é o brasileiro, o eterno país de futuro onde, por agora, há 32 000 000 de pessoas a passar fome e milhões e milhões de analfabetos.
      O Brasil é um bom exemplo do que dão “reformas ortográficas” em detrimento do esforço para aprender.

      1. Gosto de saber que a frente de resistência ao acordês já se transmite às gerações mais novas. Por aqui também se vai resistindo a essa imbecilidade analfabetizante.

  2. Tinha ideia que a Time Out era publicada em “acordo” ortográfico… por isso não a compro. Mas, afinal, não é?… Ou deixou de ser?…. Não percebo este “post”.

  3. Mas ainda pior que o (des)acordo ortográfico, é escrever-se e falar-se em lingua estrangeira para classificar determinadas situações, tipo tias de Cascais.
    Nunca vi preocupação dos ingleses ou franceses com tal.

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