Viva a ortografia internacional (i.e. inglesa), abaixo a ortografia brasileira! Nós queremos ser tipos finos como os ingleses, não pés-descalços como os brasileiros! Por isso escrevemos as palavras como elas se escrevem (e lêem) em inglês, mesmo que as pronunciemos de forma diferente!
Portugal, como os outros países europeus e parte dos Estado Unidos, privilegia a diversidade e o intercâmbio cultural. A correspondência familiar do genial cosmopolita Eça está cheia de frases inglesas e francesas, muitas delas de uso comum ainda hoje. Os universal Camões escrevia em castelhano, o universal génio Fernando Pessoa escreveu a sua última frase em inglês. E assim por toda a Europa… a mesma diversidade.
Nem na crise e na pobreza cai o penacho de suposta superioridade, não é, meu caro?… Pena não ter sido compreendida a crítica à imensa contradição de permanentes ironias tecidas ao Acordo Ortográfico vigente (que ocupa quase um terço dos posts deste portalzinho) e o elogio a uma publicação com título inglês. Ao menos quando o elogio era a uma revista chamada “Activa” o samba de uma nota só do Pedro Correia fazia algum sentido… Bem, tanto faz, em algumas décadas todos os portugueses escreverão de acordo com o acordo, queiram ou não os teimosos.
vai te catar, ó anormal. Volta para a tua cubata, onde habituam, só para assinalar, 70% de analfabetos. Qualquer semelhança essa cubata e a Brasil é apenas mera coincidência.
Esta revista sempre teve uma boa noção de quem é o seu público-alvo. Parabéns. Prova a minha tese de que o AO também é um problema de classes sociais: o acordo ortográfico é para os tipos da Casa dos Segredos. Para o resto das pessoas, a língua normal.
Confere. Casa dos segredos, presidência da república, governo e restantes organismos do estado (administração central e autárquica), empresas do regime.
Ou seja: vacuidade, coisas mal explicadas, incompetência, impunidade. O tal “acordo” tinha necessariamente que ser bem acolhido nesses ambientes.
Homem, a nova ortografia, como lhe chama, é um repugnante retrocesso civilizacional (expressão recentemente consagrada) que só pode ser tão pacificamente aceite, como desgraçadamente o vai sendo entre nós, porque estamos num país cujo povo – as coisas são como são – está embrutecido, estupidificado, não prima pela cultura nem sequer pela instrução (acontece-lhe mesmo militantemente rejeitá-las), vegeta mais e mais numa sobrevivência meramente funcional e abraça acriticamente tudo o que se lhe apresente como simplificador.
É uma alteração desgraçadamente estúpida, feita à medida de um povo desgraçadamente estúpido. Um povo que vai desgraçadamente regredir ainda mais. O “AO” é disso simultaneamente dolosa causa e cruel efeito.
Vejo que para si está muito bem assim – há que continuar na senda do embrutecimento colectivo, pela via do menor esforço a todo o custo -, e que quem contra isso se rebele é pedante.
O «acordo» poderia levantar esse problema da criação de um português mutilado para os mais desfavorecidos. É que todos os meus amigos com filhos em idade escolar estão a ensinar as crianças a escrever o português de Portugal, Angola e Moçambique, já que não haver qualquer outro motivo para que adoptem os usos brasileiros, país com índices de analfabetismo escandalosos (75% de analfabetos funcionais e “clássicos”, dos quais 38% nas faculdades!!!!!) muito superiores ao de países com muito menos recursos. Pode-se dizer que esse português de 2ª ja existe: é o brasileiro, o eterno país de futuro onde, por agora, há 32 000 000 de pessoas a passar fome e milhões e milhões de analfabetos. O Brasil é um bom exemplo do que dão “reformas ortográficas” em detrimento do esforço para aprender.
Gosto de saber que a frente de resistência ao acordês já se transmite às gerações mais novas. Por aqui também se vai resistindo a essa imbecilidade analfabetizante.
Tinha ideia que a Time Out era publicada em “acordo” ortográfico… por isso não a compro. Mas, afinal, não é?… Ou deixou de ser?…. Não percebo este “post”.
Mas ainda pior que o (des)acordo ortográfico, é escrever-se e falar-se em lingua estrangeira para classificar determinadas situações, tipo tias de Cascais. Nunca vi preocupação dos ingleses ou franceses com tal.
Evidentemente. Porque “time out” é expressão do português mais castiço…
É um título internacional, em boa hora importado. Porque é uma revista com muita qualidade, bem concebida, bem desenhada, bem escrita.
Viva a ortografia internacional (i.e. inglesa), abaixo a ortografia brasileira! Nós queremos ser tipos finos como os ingleses, não pés-descalços como os brasileiros! Por isso escrevemos as palavras como elas se escrevem (e lêem) em inglês, mesmo que as pronunciemos de forma diferente!
Portugal, como os outros países europeus e parte dos Estado Unidos, privilegia a diversidade e o intercâmbio cultural. A correspondência familiar do genial cosmopolita Eça está cheia de frases inglesas e francesas, muitas delas de uso comum ainda hoje. Os universal Camões escrevia em castelhano, o universal génio Fernando Pessoa escreveu a sua última frase em inglês.
E assim por toda a Europa… a mesma diversidade.
Nem na crise e na pobreza cai o penacho de suposta superioridade, não é, meu caro?… Pena não ter sido compreendida a crítica à imensa contradição de permanentes ironias tecidas ao Acordo Ortográfico vigente (que ocupa quase um terço dos posts deste portalzinho) e o elogio a uma publicação com título inglês. Ao menos quando o elogio era a uma revista chamada “Activa” o samba de uma nota só do Pedro Correia fazia algum sentido… Bem, tanto faz, em algumas décadas todos os portugueses escreverão de acordo com o acordo, queiram ou não os teimosos.
vai te catar, ó anormal. Volta para a tua cubata, onde habituam, só para assinalar, 70% de analfabetos. Qualquer semelhança essa cubata e a Brasil é apenas mera coincidência.
http://www1.folha.uol.com.br/saber/10071 73-analfabetismo-cai-no-brasil-mas-ainda-e-m aior-que-no-zimbabue.shtml
E como é que o N.A.O. manda escrever TimeOut?
É omisso neste caso por não haver consoantes mudas. Quando muito haverá alguma surda.
Esta revista sempre teve uma boa noção de quem é o seu público-alvo. Parabéns. Prova a minha tese de que o AO também é um problema de classes sociais: o acordo ortográfico é para os tipos da Casa dos Segredos. Para o resto das pessoas, a língua normal.
eheheh…
Confere. Casa dos segredos, presidência da república, governo e restantes organismos do estado (administração central e autárquica), empresas do regime.
Ou seja: vacuidade, coisas mal explicadas, incompetência, impunidade. O tal “acordo” tinha necessariamente que ser bem acolhido nesses ambientes.
Costa
Por acaso concordo com a sua tese: a resistência à nova ortografia é coisa de pedantes. Para a população normal, a nova ortografia é a mais adequada.
Homem, a nova ortografia, como lhe chama, é um repugnante retrocesso civilizacional (expressão recentemente consagrada) que só pode ser tão pacificamente aceite, como desgraçadamente o vai sendo entre nós, porque estamos num país cujo povo – as coisas são como são – está embrutecido, estupidificado, não prima pela cultura nem sequer pela instrução (acontece-lhe mesmo militantemente rejeitá-las), vegeta mais e mais numa sobrevivência meramente funcional e abraça acriticamente tudo o que se lhe apresente como simplificador.
É uma alteração desgraçadamente estúpida, feita à medida de um povo desgraçadamente estúpido. Um povo que vai desgraçadamente regredir ainda mais. O “AO” é disso simultaneamente dolosa causa e cruel efeito.
Vejo que para si está muito bem assim – há que continuar na senda do embrutecimento colectivo, pela via do menor esforço a todo o custo -, e que quem contra isso se rebele é pedante.
Costa
O «acordo» poderia levantar esse problema da criação de um português mutilado para os mais desfavorecidos. É que todos os meus amigos com filhos em idade escolar estão a ensinar as crianças a escrever o português de Portugal, Angola e Moçambique, já que não haver qualquer outro motivo para que adoptem os usos brasileiros, país com índices de analfabetismo escandalosos (75% de analfabetos funcionais e “clássicos”, dos quais 38% nas faculdades!!!!!) muito superiores ao de países com muito menos recursos.
Pode-se dizer que esse português de 2ª ja existe: é o brasileiro, o eterno país de futuro onde, por agora, há 32 000 000 de pessoas a passar fome e milhões e milhões de analfabetos.
O Brasil é um bom exemplo do que dão “reformas ortográficas” em detrimento do esforço para aprender.
Gosto de saber que a frente de resistência ao acordês já se transmite às gerações mais novas. Por aqui também se vai resistindo a essa imbecilidade analfabetizante.
Tinha ideia que a Time Out era publicada em “acordo” ortográfico… por isso não a compro. Mas, afinal, não é?… Ou deixou de ser?…. Não percebo este “post”.
Se comprar a revista, percebe.
Mas ainda pior que o (des)acordo ortográfico, é escrever-se e falar-se em lingua estrangeira para classificar determinadas situações, tipo tias de Cascais.
Nunca vi preocupação dos ingleses ou franceses com tal.
Também eu não vi.