10 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (1)”

  1. Carissimo,

    Aproveite o máximo. A minha mãe, o cunhado e a respetiva Mãe estão no outro extremo da baía, junto a Espanha.

    Forte abraço, desta vez já Alfacinha.

  2. Hoje fui à Praia do Salgado, onde ontem morreram tragicamente duas pessoas, e vi lá afixado, na parede dum balneário, um cartaz com informações úteis, que dizia em letras garrafais: CONTATOS. Seguia-se uma lista de números telefónicos da polícia, bombeiros, etc.
    Ainda não entendi se as pessoas (algumas…) são estúpidas ou se simplesmente gostam de se armar em engraçadas. Se o que está em causa no (des)acordo é a eliminação de consoantes mudas, qualquer será a parte da palavra MUDAS que essas pessoas ainda não entenderam? Se calhar, há pessoas que não pronunciam o c de contactos, mas o (des)acordo, que eu saiba, não diz que cada qual pode pronunciar ou não essas consoantes, conforme lhe aprouver (pelo menos dentro de cada país). Já noutro dia, assisti a uma disputa acerca da palavra “quiser”, em que um dizia que se escrevia com “s”, outro que era com “z” e um terceiro “resolveu” a contenda sentenciando que “é como se quis[z]er”. Noutra ocasião, vi escrito “de fato”, em fez de “de facto”. Já para não falar na velha história do cágado versus cagado.
    O (des)acordo já tem pontos fracos que cheguem, não lhes inventem mais alguns!
    Ou inventem, para a gente se rir um bocado…

    1. Um “acordo” que tenta pôr os portugueses a escrever EGITO enquanto se continua a escrever EGÍPCIOS e EGIPTÓLOGOS faz aumentar o analfabetismo estrutural entre os portugueses. Nada que espante: parecer ter sido um “acordo” parido por analfabetos.

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