Agradeço-lhe ter trazido aqui a frase original. Traduzindo à letra: “O que há de mais profundo no homem é a pele [dele]”. Prefiro, de qualquer modo, a versão condensada em cinco palavras que transcrevo acima. Ideia-base: toda a profundidade está na superfície. Quem diria que o Valéry poderia ser um pensador pós-moderno?
Ao ler-se a a entrevista verifica-se que a ideia não será tanto a de que a profundidade está na (à superfície) superfície, mas que é (foi) produzida a partir dela (de uma dobra, etc) não num um reino sombrio e quase inatingível. Apenas lateralmente é topologica. Nada de post-moderno, portante, apenas a clareza francesa no seu melhor, a claridade difícil e luminosa 🙂
Mas não produz literatura há muito tempo e a poesia já Eça afirmava que verdadeiramente não produzia. A França produz ensaio, de Montaigne a Pascal, a Valéry, a Barthes O que explica o facto de trazer muitos franceses será a idade… para quem não ande longe dos 50 os livros da nrf eram equivalentes a “coisas sérias” e “profundas”. Pele, portanto, como as edições da pleyade. Desculpe os lapsos de escrita do comentário anterior, os teclados são minúsculos e a pressa alguma.
Esta série pretende abarcar todos os géneros literários, incluindo a filosofia, e remonta aos primeiros anos do século XX. Natural, portanto, que os escritores franceses estejam bem representados. Durante 300 anos, o pensamento francês influenciou muito (excessivamente, na opinião de alguns) as letras europeias – e Portugal não foi excepção. Regista-se agora uma tendência inversa, também excessiva. Nisto, como em quase tudo, a virtude está no meio termo.
Boa frase
E tão verdadeira…
“Ce quil y a de plus profond en l’homme c’est la peau.”
http://www.philolog.fr/ce-quil-y-a-de-pl us-profond-en-lhomme-cest-la-peau-valery/
A ideia não é a de que a profundidade está na pele, mas que é criada pela pele.
Edições la pleyade na net… quem diria, há uns anos 🙂
Agradeço-lhe ter trazido aqui a frase original. Traduzindo à letra: “O que há de mais profundo no homem é a pele [dele]”. Prefiro, de qualquer modo, a versão condensada em cinco palavras que transcrevo acima. Ideia-base: toda a profundidade está na superfície. Quem diria que o Valéry poderia ser um pensador pós-moderno?
Ao ler-se a a entrevista verifica-se que a ideia não será tanto a de que a profundidade está na (à superfície) superfície, mas que é (foi) produzida a partir dela (de uma dobra, etc) não num um reino sombrio e quase inatingível. Apenas lateralmente é topologica.
Nada de post-moderno, portante, apenas a clareza francesa no seu melhor, a claridade difícil e luminosa 🙂
É como diz, C: a clareza francesa é “difícil e luminosa”. Talvez isso explique o facto de eu trazer tantos escritores franceses a esta série.
Mas não produz literatura há muito tempo e a poesia já Eça afirmava que verdadeiramente não produzia. A França produz ensaio, de Montaigne a Pascal, a Valéry, a Barthes
O que explica o facto de trazer muitos franceses será a idade… para quem não ande longe dos 50 os livros da nrf eram equivalentes a “coisas sérias” e “profundas”. Pele, portanto, como as edições da pleyade.
Desculpe os lapsos de escrita do comentário anterior, os teclados são minúsculos e a pressa alguma.
Esta série pretende abarcar todos os géneros literários, incluindo a filosofia, e remonta aos primeiros anos do século XX. Natural, portanto, que os escritores franceses estejam bem representados. Durante 300 anos, o pensamento francês influenciou muito (excessivamente, na opinião de alguns) as letras europeias – e Portugal não foi excepção. Regista-se agora uma tendência inversa, também excessiva. Nisto, como em quase tudo, a virtude está no meio termo.