Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (17)


Pedro Correia,

 

«A profundidade está na pele.»

Paul Valéry (1871-1945)

8 comentários em “Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (17)”

    1. Agradeço-lhe ter trazido aqui a frase original. Traduzindo à letra: “O que há de mais profundo no homem é a pele [dele]”. Prefiro, de qualquer modo, a versão condensada em cinco palavras que transcrevo acima. Ideia-base: toda a profundidade está na superfície. Quem diria que o Valéry poderia ser um pensador pós-moderno?

      1. Ao ler-se a a entrevista verifica-se que a ideia não será tanto a de que a profundidade está na (à superfície) superfície, mas que é (foi) produzida a partir dela (de uma dobra, etc) não num um reino sombrio e quase inatingível. Apenas lateralmente é topologica.
        Nada de post-moderno, portante, apenas a clareza francesa no seu melhor, a claridade difícil e luminosa 🙂

          1. Mas não produz literatura há muito tempo e a poesia já Eça afirmava que verdadeiramente não produzia. A França produz ensaio, de Montaigne a Pascal, a Valéry, a Barthes
            O que explica o facto de trazer muitos franceses será a idade… para quem não ande longe dos 50 os livros da nrf eram equivalentes a “coisas sérias” e “profundas”. Pele, portanto, como as edições da pleyade.
            Desculpe os lapsos de escrita do comentário anterior, os teclados são minúsculos e a pressa alguma.

          2. Esta série pretende abarcar todos os géneros literários, incluindo a filosofia, e remonta aos primeiros anos do século XX. Natural, portanto, que os escritores franceses estejam bem representados. Durante 300 anos, o pensamento francês influenciou muito (excessivamente, na opinião de alguns) as letras europeias – e Portugal não foi excepção. Regista-se agora uma tendência inversa, também excessiva. Nisto, como em quase tudo, a virtude está no meio termo.

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