Vencidos:
1. José Sócrates: Será o futuro primeiro-ministro e é o líder que conduziu o PS à vitória, o que pode parecer contraditório com esta inclusão no grupo dos vencidos estando o PS no dos vencedores. É fácil perceber porquê: a perda de 500 mil votos deve-se inteiramente à sua liderança e aos erros que cometeu ao longo de 4 anos e meio. Escolheu quem quis e como quis, desvalorizou o apoio interno, ignorou as críticas que vinham de dentro do partido, cortou a direito mesmo quando não tinha razão, permitiu que fossem dados numerosos tiros nos pés e só a união do PS, o esforço e a raça dos seus militantes permitiu a recuperação em relação às europeias. Isso não permite esconder que desbaratou a maior maioria de sempre do PS no confronto com a pior liderança que o PSD encontrou. Proferiu declarações assustadoras numa reportagem televisiva que passou na antevéspera das eleições, deixando fugir um doloroso autoconvencimento. Na noite eleitoral escolheu ficar nesta lista quando perdeu completamente a compostura para dizer, depois de perder 500 mil votos, que tinha obtido uma vitória "extraordinária". Extraordinário era ter reeditado a maioria absoluta. De qualquer modo, não será por não o ter conseguido que perderá o meu apoio nos combates que se avizinham.
2. PSD e a direcção de Manuela Ferreira Leite: Há pouco a dizer. O seu peso eleitoral ficou na mesma. Limitou-se a reeditar o resultado de Santana Lopes. Mais 7 mil votos não representam nada no final de 4 anos e meio de oposição ao Governo do PS. Uma direcção sem estratégia, sem ideias, sem carisma, vivendo de soundbytes e de "inventonas" não poderia ir mais longe. No naufrágio dão boleia a Alberto João Jardim e aos caciques que os apoiaram.
3. Presidente da República: Esteve mal no tempo e no modo. Tudo o que hoje vier dizer não apaga o mal que esteve nem as confusões que a sua Casa Civil criou.
4. Manuela Moura Guedes, Pacheco Pereira, Fernando Lima e seus acólitos: Para estes, a grande lição destas eleições é a de que em democracia mandam os eleitores.

“Manuela Moura Guedes, Pacheco Pereira, Fernando Lima e seus acólitos: Para estes, a grande lição destas eleições é a de que em democracia mandam os eleitores.”
Não entendo porque meteu Manuela Moura Guedes neste lote, que fez ela? Noticiou factos inconvenientes para o governo e para José Sócrates? Se o fez num estilo discutível é uma coisa, mas nesta questão quem não respeitou a democracia foi quem a calou, só porque tem opiniões divergentes do poder…
O texto estava tão bom, e estragou-se nesse pequeno promenor.
Cumprimentos