
Compreendo a reacção de António Costa às palavras do ministro das Finanças dos Países Baixos no final do Conselho Europeu extraordinário de 26 de Março p.p..
Um português com o seu temperamento, perante o que foi dito, e tem sido dito nos últimos anos pelos ministros das Finanças holandeses em relação aos portugueses e aos povos do Sul, teria dificuldade em reagir de outra forma.
Também percebo a resposta holandesa. O amor aos euros, como antes em relação ao florim, está-lhes na massa do sangue. E tudo justifica. Daí a sua indiferença perante a morte, e lhes faça muita confusão a preocupação com os outros que sofrem.
Mas eu não teria dado importância ao fulano.
Continuo a ter muita dificuldade em levar a sério gente, como dizia um tio que os conhecia bem, que não toma banho todos os dias; que passando férias em Portugal, em Espanha ou em Itália anda sempre com os pés imundos, e quando vai a um jogo de futebol, entra num bar para tomar uma cerveja, ou num avião no final das férias, normalmente cheira mal.
Tivessem eles bons hábitos de higiene, lavassem as mãos, e não fossem tão porcos e arrogantes, e certamente que não haveria hoje nos Países Baixos mais de oito mil infectados e quinhentos e quarenta e seis mortos devido ao Covid-19. De ontem para hoje foram mais cento e doze.
Isto é que para mim é repugnante. Mais a mais quando acontece num país rico e desenvolvido pelos indicadores que se usam em qualquer universidade.
Quanto ao resto, o tal de Hoekstra deve orgulhar-se dos números. Um palerma. Como o Dijsselbloem também era.

O que me parece repugnante é que ninguém diga o que é uma eurobond: quem recebe e quem paga?
Quanto ao banho diário, não sendo uma necessidade nem uma disponibilidade global, é uma nota equivalente em mau gosto a alguns dos ditos holandeses.
Recebem todos e pagamos todos. A obrigação de uma Comunidade deve prever estas Obrigações. Diz que há uns que pagam mais que outros? Sim, como há uns que recebem mais do que o devido :
https://www.google.com/amp/s/theconvers ation.com/amp/these-five-countries-are-c onduits-for-the-worlds-biggest-tax-haven s-79555
Tivesse isto a Europa em conta, como os americanos (a VW comprou todos os carros com defeito caso fosse essa a vontade dos proprietários americanos) , e a Alemanha estaria “falida” (os fundos de pensões dos funcionários públicos da Baviera estão “todos” investidos na marca alemã) :
https://www.theguardian.com/busines s/ng-interactive/2015/sep/23/volkswagen-e missions-scandal-explained-diesel-cars
Uma parte significativa da riqueza holandesa prende – se com a lavagem de dinheiro
Tudo conversa para sacar mais ajudas.
Agora chamam-lhe bonds ou por timidez ou por falta vergonha.
Quem não mede produtividade, ou a ignora, ou diz angelicamente que ‘o importante são as pessoas’…é gente sem um pingo de vergonha nas trombas e que está sempre de mão estendida.
“Quem não mede produtividade, ou a ignora, ou diz angelicamente que ‘o importante são as pessoas’…é gente sem um pingo de vergonha nas trombas e que está sempre de mão estendida.”
Pois é, JgMenos. Vamos lá ver como ficam as trombas de quem não quer estar de mão estendida:
Bolsonaro também embarcou na onda da produtividade e contrariou normas emanadas da classe médica e dos governadores estaduais. Mas o caso não ficou por aqui.
O crime organizado no Rio de Janeiro, contrariando as normas de Bolsonaro e para protecção dos habitantes, decretou que os moradores não fossem trabalhar. E acrescentaram: garantem o auxílio à população e todo aquele que contrariar estas determinações “levará um puxão de orelhas”. Posso garantir-lhe que o “puxão de orelhas” que estes afirmam não pode e não deve ser lido literalmente. Para quem conheça um pouco dos códigos de linguagem utilizados por um capo do crime organizado o significado do “puxão de orelhas” no mínimo significará ficar sem orelhas.
Aqui chegados, parece-me que o caro JgMenos com isso da produtividade poderá querer dizer que um traficante do crime organizado é mais responsável que um repugnante holandês que quando vê pessoas a cair prefere fazer uma sindicância às contas que já conhece, certamente falando em nome de um sindicato que pouco se importa com aqueles que ficam rijos e estendidos nas mais diversas partes da Europa. Talvez lhes toque a rigidez.
«parece-me que o caro JgMenos com isso da produtividade poderá querer dizer» … o que disse, em português, para portugueses e a respeito de Portugal.!
Levanto-me e aplaudo!
Direi mesmo que a filha da putice vem ao cimo nestes momentos. Mas cada um atrai a maldição sobre si mesmo: isso mesmo se constatará não só pelas declarações do repugnante holandês como também naqueles por quem o repugnante serviu de porta-voz.
Vorph, Portugal já começou a fazer stock daqueles medicamentos que em outro comentário partilhámos. Espero que agora, preventivamente, possam testar as doses controladas de quinino em quem o contrair mas sem sintomatologia preocupante.
Uma pessoa conhecida tratou-se há uns anos em Portugal, pois tinha contraído hepatite C, e ficou curada com interferon.
E você, cuide-se. Pois a sua profissão fá-lo estar próximo do “ninho de vespas”.
Nada como um confronto para fazer vir ao de cima todos os sentimentos louváveis que caracterizam a esquerda, e que este post tão bem ilustram
Ora bem
Os sentimentos da esquerda são sempre os mais elevados a serem satisfeitos com o dinheiro dos outros.
Excelsas almas!
Post com cheirinho a xenofobia.
Mas da boa, não daquela direccionada a pretos e ciganos.
O Holandês? Uma besta, ignorante e egoísta.
Levanto-me e aplaudo
Costa tem toda a razão quando se refere a “… essa mesquinhez recorrente.”, e fez muito bem em dizê-lo em público. E que os holandeses não se venham queixar pela dureza das palavras pois quem não quer ser tomado por “lobo” não lhe veste a pele.
A generalizar na crítica e a abranger “os holandeses” estaremos a ter o mesmo comportamento que o seu Ministro.
Conheço só alguns holandeses, e não são assim!
Espírito de união é vermos as pessoas e há holandeses a morrer e a sofrer, como espanhóis e portugueses.
Dito isto, gostei da reacção e senti orgulho no nosso Primeiro Ministro
Bem dito, um grandessíssimo(?) palerma.
Pois, os holandeses são a nível europeu os que menos lavam as mãos e, também, os que gostam mais de dinheirinho.
E por dinheiro são capazes de tudo. Durante a ocupação na 2ª. Guerra Mundial, os nazis sabiam que na Holanda havia muitos judeus, mas muita relutância em serem denunciados. Os judeus arranjaram forma de se esconder e assim fugiram à deportação. Então os nazis sabendo do gosto dos holandeses pelo dinheirinho optaram por pagar por cada denúncia ou localização de judeus. E foi feito o negócio e desta forma foi apanhada muita gente e de entre elas a família Frank.
O filme ” Livro Negro” retrata bem também essa situação.
WW
Rica comparação! Na Holanda morreram 46 em 16 milhões em Portugal morreram 30 em 10 milhões. Nos infectados passa-se o mesmo.
Costa é arrogante e tem o País falido.
Passos Coelho teve de pôr a casa em ordem e Costa teve um comportamento REPUGNANTE até hoje. É fácil pedir dinheiro dos outros.
Se me permitem, fará algum sentido chamar nomes a quem estamos essencialmente a pedir (mais) dinheiro…?
Imagino um germano que desde 2010 reduziu a sua dívida de 80% para 59% do PIB (poupou mais de 5 PIBs portugueses), a braços com cada vez mais votantes contra “uniões” em que o conceito de solidariedade é um boné permanentemente estendido, a ouvir um “passa pra cá a massa, seu repugnante”.
Os holandeses tratam da Holanda, com UE ou sem ela. E os portugueses?
Sobre as considerações xenofobo-culturais de eles até tremem se batemos com a porta, eles não tomam banho ou eles cheiram mal dos pés, enquanto continuarmos a atribuir a incompetência, compadrio e atrasos vários ao sol forte ou qualquer coisa que metem na água por aqui não saímos da cepa torta.
Meu caro, até agora temos pago o que está acordado. E creio que ainda não entendeu o ponto: a pandemia e o que deve ser feito para contrariar e combater os efeitos nefastos que desta advém, a começar por tentar salvar as vidas.
Porém o repugnante holandês, que certamente fala em nome de um sindicato, entende que salvar vidas é fazer uma sindicância às contas italianas e espanholas que até já conhece.
Agora gasto tudo em álcool, quando isto passar, sim que isto vai passar, vou gastar tudo em mulheres, só para os lixar.
Lá estão os boers a olhar para o sul da Europa como se fosse o Soweto.
Resido na Tailândia já há alguns anos. Aqui há uns 3 ou 4 dias, o meu vizinho, a propósito de uma visita do seu cunhado, resolveu fazer uma churrascada, convidando também alguns dos seus amigos. Lá para o meio da noite, enquanto eu fumava um cigarro no alpendre da minha casa, ouvi um deles, um dos seus amigos, dizer algo que, ao longo dos anos que tenho vivido por aqui, nunca antes ouvi ser dito: “falang men, falang socapouc» que, traduzindo para português, mais ou menos, quer dizer “os estrangeiros cheiram mal, os estrangeiros são porcos”. Falang, na sua origem, era um vocábulo que apenas significava europeu, branco, embora deva esclarecer que, hoje em dia, muitos tailandeses até o utilizam no sentido de estrangeiro. Evidentemente e, independentemente do preciso significado com que foi ali utilizado, não deixou de ser apenas uma manifestação de racismo… apenas MAIS uma manifestação de racismo que, nos dias que correm, até não só é cada vez mais aceite mas, essencialmente, também promovida a normal, por um número crescente de cidadãos deste nosso único mundo e, o mais preocupante, é que é feita sem qualquer mínimo sinal de consciência… se eu confrontasse quem disse tamanha aberração, acabaria por descobrir que o seu melhor amigo é falang, que os falang não são todos iguais (como prova, eu até serviria de exemplo!), etc, etc
Na minha maneira de ver a coisa, o nosso PM até esteve bem ao chamar o boi (a tal posição do ministro das Finanças holandês Wopke Hoekstra) pelo seu nome: repugnante! Mas sobre isso, muito haveria para dizer… e não só sobre outras declarações de outros ministros das Finanças holandeses mas também, sobre a de outros políticos da UE, para não falar da UE em geral, enquanto instituição e, até mesmo, sobre quem recorra a opiniões de um «tio que os conhecia bem»… Graças a deus, nesse campo, sempre tive tios ignorantes!
É certo que as generalizações não são boas conselheiras, mas isto só me leva para os confrontos de séculos entre portugueses e holandeses, nomeadamente no séc. XVII, e para a opinião que deles tinha António Vieira (“um frio e alagado inferno”) e Voltaire (“canards, canaux et canailles”). O Hugo Grócio deles também não gostava muito de nós. Deve ser por isso que o Portugal-Holanda de 2006 ficou conhecido como “a batalha de Nuremberga”, o jogo com mais cartões de sempre de um mundial.
O nosso problema endémico é estarmos sempre a precisar. Quando ainda nem se falava do Covid-19 muita gente, incluindo neste blogue, reconhecia que bastaria um sopro para o castelo no ar da dupla Costa/Centeno desmoronar, e que se estava a desperdiçar uma conjuntura excepcionalmente favorável. Azar, que isto parece ser mais vendaval que sopro, mas se não fosse o vírus era outra coisa qualquer, as conjunturas excepcionalmente favoráveis acabam. E é muito bonito (e pelos vistos popularucho) encher o peito a um ministro holandês, ou aos banqueiros alemães com as perninhas a tremer, mas a verdade é que a cabeça dos nossos políticos tem mais ar que o peito. Isso repugna-me mais que dislates dum ministro ou cavador de batata holandês.
O resto, já vi o filme em 2008. O euro termina, norte contra sul, etc. Mais realisticamente teremos cá outra troika, mais uma. E termina assim a história do primeiro excedente orçamental em democracia – o que também diz muito sobre nós.
Um chama-lhes repugnantes, o outro porcos. Estão bem um para o outro.
O homem foi mesquinho? Foi. Os holandeses são mesquinhos? Não serão todos, seguramente, mas se continuam a eleger mesquinhos, talvez sejam.
Nós elegemos o quê? Chicos espertos? Orgulhamo-nos disso? Pois.
Mas posições mesquinhas numa reunião, não são a mesma coisa que as declarações vergonhosas do antecessor, e não devem ser equiparadas, sob pena de desvalorizar precisamente o repugnantes que essas foram (ao contrário destas).
E se acham que eles são insensíveis aos nossos valores, da vida e da família, depois não venham dizer que são exemplo de civilidade e possuidores duma grande compaixão quando se trata de eutanásia.
Enchemos a boca com as avançadas sociais-democracias nórdicas, mas depois ficamos chocados com a xenofobia e a avareza dos ditos. Porque os nojentos “verdadeiros finandeses” não mandam guita mas as muy social-democratas jovens feministas filandesas parece que também não. Curioso.
Existe um mapa, publicado na net, de países europeus e percentagem da população que lava as mãos. Os holandeses estão em último lugar e os portugueses nos primeiros.
Pessoalmente verifiquei o hábito deles de não lavarem as mãos, com a frequência e a ocasião necessária, p.ex. depois de ir à casa de banho.
Muito bom.
“Gente […] que não toma banho […] e normalmente cheira mal”, “tão porcos e arrogantes”.
Só faltou uma referência a algum ‘escurinho’ para vermos o grande combate à intolerância e à xenofobia.
Mas “não há racismo contra brancos”, ainda mais altos e louros.
Nesciencia ou ignorância?! Talvez concupiscencia!
Quer caridade ou solidariedade?
Uma das vozes mais aclamadas na luta contra a banalidade do mal ( Hannah Arendt ) ensina-nos que a raiz terrena do perdão é a conversão: reconhecimento do mau comportamento e alteração do mesmo no sentido de uma boa atitude perante a vida. O perdão divino nada pede, mas não é deste mundo. ( Eu só empresto ou fio a quem reconheço esta capacidade de mudança.)
A prodigalidade tem limites. E se eu não confio no carácter de alguém: foi atingido o limite.
Uma coisa é a caridade ( não tem limites), outra é a prodigalidade, que termina quando põe em causa ou contagia a minha vida.
A questão não é a solidariedade numa situação de catástrofe humanitária como a que vivemos ( se assim fosse estaria de acordo consigo sem hesitações), mas sim o permanente estado de necessidade em que vivemos: ora é a crise A, ora é a crise B, ora é a crise C – enfim, não sabemos governar-nos com o que temos e com o que somos: somos naturalmente ( ou não) mais pobres do que os holandeses, mas somos mais ricos do que os paraguaios ou os moçambicanos. Simplesmente devíamos governar-nos com o que temos. Ponto. Se achamos que é pouquechinho, então só há um caminho: produzir mais: mais capital humano, mais capital científico e tecnológico, mais capital financeiro. E, já agora, mais liberdade económica e menos ideologia davam um grande impulso.
Quanto ao carácter pouco solidário dos holandeses que tanto critica, aconselho-o a ser mais moderado. O dos portugueses nunca foi posto à prova a este nível, por falta de oportunidade, leia-se capacidade. A nível interno tem-no sido ao longo da sua (já longa) História. E o que temos visto desde Camões e Gil Vicente passando por Eça, Camilo, Júlio Dinis, até Aquilino, não me parece que seja muito diferente: pouca solidariedade, muita caridade e muita usura.
Quanto às graçolas xenófobas, espero que não venha a lamentar-se como já o fez noutros contextos: seria insuportavelmente hipócrita.
Bem argumentado, será que o Observador o publica, é que eles andam a pedir…
WW
Inclusivé até fizeram uma petição em conjunto com o ECO e com a empresa “trust in news” para o Estado dar uma esmolinha …
Já a Cofina deu o dito por não dito e quem se ri é a impresa (mas também está muito mal) não esquecendo os que perderem o emprego com a troika que glorificavam e agora estão sentados na mesa do orçamento, fora os que se transferiram do privado directamente para publico sabe-se lá como e porquê.
WW
P.S. – Qualquer dia até as redes sociais vão começar a ser pagas directamente (acho que tive uma boa ideia)
Excelente! Sem tirar nem pôr!
Subscrevo.