República das Bananas


cadernoelastico,

O Ministro da Defesa português está apostado em rebentar com toda e qualquer missão que o Estado português tenha no estrangeiro. Parece-me mesmo que esta entrevista devia ser completada com a lista completa dos espiões referidos, junto com os respectivos currículos e fotografias. É que avisar meses antes de uma operação secreta não é suficiente. É melhor dar mais uma ajudinha, a ver se o Estado perde mais uns assalariados. E é sempre bom quando é o próprio ministro quem põe em risco as vidas de portugueses em missão.

17 comentários em “República das Bananas”

  1. Lembrei-me daquele ex-ministro há uns anos que divulgou o que sabia sobre os agentes do SIS!
    Mas sejamos justos: não pode haver mais transparência do que divulgar de antemão e em tempo útil que vai haver missões de espionagem.
    Agora, cada qual que trate de se proteger de represálias, que sobra muito tempo para isso, se não andarem a perder tempo a criticar o ministro.

  2. Nada de novo. Recordo a história que um antigo soldado português em Angola contava acerca de uma operação desenvolvida para atacar a base dos guerrilheiros do MPLA. Não me lembro do nome da operação, mas chamemos-lhe “Operação Trovão”.

    Ora a Operação Trovão andava há meses a ser delineada em segredo e, depois, começou a sua organização. Iam os soldados todos, com as linhas de logística, a força aérea e se calhar até os submarinos de Portas todos direitinhos àquele quartel-general dos angolanos, um espaço poeirento com umas cabanitas a fazer de casernas.

    As forças foram todas reunidas e treinadas até à exaustão de forma a garantir que o plano avançava sem falhas. Os líderes da operação reuniram-se vezes sem conta em Luanda para garantir que nada ficaria ao acaso. O dia foi escolhido para que o tempo (sol, chuva, trovoada ou outra coisa qualquer) fosse perfeito para o ataque. As tropas foram colocadas em posição e a ordem foi dada para o ataque.

    No campo estavam apenas os restos das cabanitas, uns papéis pelo chão e só faltava um papel a dizer “Para a próxima façam menos barulho””.

    Aparentemente a coisa tinha sido tão mal compartimentalizada [palavra a odiar, Pedro?] que o MPLA foi tendo uma ideia do que se passava através da movimentação das companhias e pelotões pelos bordeis de Luanda. O plano terá ficado completamente claro, juntamente com as datas, quando os líderes da operação, durante a suas visitas a Luanda para coordenação de objectivos, contavam os pormenores todos, tintim por tintim, às senhoras que lhes iam levando as frustrações a golpes de ancas.

    Como se vê, a coisa tem tradição nas forças armadas…

    1. Solnado provavelmente diria que o nonsense tem limites. Soldados à porta das guerras ainda vá, mas ministros como este, disso nem Solnado, irmãos Marx e Dali numa sessão de brainstorming se lembrariam…

    1. Cá p’ra mim, Nuno, o ministro só se esqueceu de levantar o braço para agitar uma bandeira. É que alguns terroristas do médio-oriente ainda não sabem bem onde fica Lisboa…

  3. … A tradição da “espiolhagem” portuguesa já vem de longe… e permanece… Só que a espiolhagem dá sempre em aguas de bacalhau…

    Veremos o desfecho da “candidamente” espia infiltrada …nos submarinos Portas…
    Mais um tiro à agua

    1. Os cabeças de cartaz:
      Libano:

      Ana Gomes 344 656 98800
      Miguel Portas 564 3421 000

      Afeganistão

      Em preparação

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