Peanuts


jmmcc,

«Vamos ficar a conhecer os rostos das três múmias que pertencem à colecção do Museu Nacional de Arqueologia (MNA). E, mais do que isso, vamos ficar a saber tudo – ou pelo menos muito – sobre a sua condição física na altura da morte, as técnicas usadas para o embalsamamento, o estado de conservação dos corpos e outros segredos que possam ter guardado durante mais de dois mil anos.»

Com a nova tecnologia ao serviço do MNA, há-de ser peanuts a partir de agora saber tudo — das impressões digitais dos pés às matrículas dos automóveis — sobre corruptos, pedófilos, homicidas, contribuintes fraudulentos e outras figuras dos nossos dias, cuja segunda actividade, por ordem de importância, tem sido conseguir arrastar processos-crimes até lado nenhum.

Portugal respira de alívio, mesmo que demore mais um tempinho a descobrir se as múmias eram boas ou más a Português e Matemática.

5 comentários em “Peanuts”

  1. enfim, um pouco de show off para a IMI e a Siemens aproveitando. Sabe hoje a ciência que as novas tecnologias não contribuem em muito ou nada para o avanço de maior conhecimento do nosso passado, falo destas em particular. Só o transporte daquelas múmias deve ter um custo cuja justificação será difícil de engolir. Gostei de saber que deveria ser alguém importante porque de outra maneira, não estaria naquelas condições, conclusão que me pareceu brilhante de tão eloquente. Enfim, hoje acordei menos bem disposta, deve ser por isso que esta notícia não me entrou.
    Bons cortes e boas pesquisas é o que desejo a esta equipa e se assim for cá estarei para clap clap clap .
    Enfim CT a carbono é uma coisa que me interessa.

    1. Não entendo tanto, mas concordo: parece-me óbvio que a notícia é menos noticiosa e mais ‘show off’.
      Ponha-se bem disposta, que a gente aqui tentará dar uma ajudinha.
      :o)

        1. alguma conclusão se tirará, nem que seja aquela a que noutros Países já se chegou.
          A CT já foi utilizada várias vezes em Múmias, essencialmente a pedido de antropólogos ou médicos com formação em antropologia. A antropologia forense vive de exames destes. E é sempre aliciante e alguma aprendizagem se tirará deste trabalho. Eu mesma adoraria estar lá pelo meio a vasculhar as imagens, e fazer uns VR espectaculares e depois pô-los a passar num museu e ouvir os ÁÁ dos visitantes. Tadinhos . O que chateia é apresentar as coisas como se se tivesse descoberto a pólvora. Ninguém se questiona porque não usaram os outros Países, mais ricos, a CT mais amiúde?

          De resto, o que desejo são bons resultados, se bem que acredito que mesmo maus alguma coisa se fará com eles.

          🙂

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