O ministro Miguel Relvas demitiu-se. Acho bem. Devia, aliás, tê-lo feito bastante mais cedo. Contudo, mais do limitar-me à constatação da sua saída do governo, quero realçar outra: Miguel Relvas demitiu-se após um processo de auditoria desencadeado pelo próprio governo, na sequência de notícias acerca do modo como se licenciou, o qual produziu resultados tão contrários ao interesse do governo que outro ministro vai ter que anular a licenciatura e/ou (existem versões contraditórias quanto aos poderes de Nuno Crato) enviar o caso para o Ministério Público. Era bom que este nível de isenção servisse de precedente porque, apesar da minha memória já não ser o que era, quer-me parecer que as coisas nem sempre funcionaram assim.
Relvas, demissões e licenciaturas anuladas
escafandro,

Mas, jaa, menos do que se fez aqui, só no Burundi… – isto com o devido respeito pelo Brurundi que tomo um pouco arbitrariamente.
E achar-se que o que se aconteceu é mais do que a estrita normalidade para situações deste género é, outra vez, o Burundi…
Só acho que é mais porque a «normalidade» por estas bandas não costumava ser esta. Esperemos que passe a ser.
É impressão minha,ou VEJO aqui uma résteazinha de moral,coisa que há muito parece agulha em palheiro???
Esperemos que não seja ilusão de óptica e que se mantenha.
(E desculpe a demora na aprovação do comentário mas ficou perdido entre os comentários a posts de colegas meus.)
Concordo com o postal, acho de sublinhar este funcionamento.
Em relação ao comentário anterior… também me sinto muitas vezes um “burundês” ao olhar para as trapalhadas e escapadelas na administração portuguesa (confessando que quase nada sei sobre o Burundi)