Reflexões pré-eleitorais (5)


Rui Rocha,

O Governo de Sócrates não se ficou por conduzir o país à bancarrota. No momento em que ministros de um Governo eleito democraticamente, em conluio ou por decisão unilateral de um deles, violam as leis em vigor, adoptando uma conduta que pode consubstanciar a prática de um crime de abuso fiscal, a insolvência não diz respeito apenas à inexistência de disponibilidades financeiras. Na verdade, estamos a falar de uma falência do próprio Estado de Direito. Não foram só as importâncias retidas na fonte aos polícias que não foram entregues ao Ministério das Finanças. Foi a própria fonte da ética e do fundamento democrático que secou.

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