“(…) [C]onfrontados com as crescentes ausências de comprometimento político e indiferença populares, confrontados com o declínio da sua capacidade representativa, confrontados com o declínio da sua presença organizacional e, finalmente, confrontados também com a persuasiva linguagem de uma nova geração de teóricos democráticos que procuram soluções na sociedade civil, mais do que no mundo da política, poderão os partidos ter um futuro?” – Peter Mair, Os partidos políticos e a democracia, Análise Social, 167, 2003, pp. 289-290

poderão os partidos ter “um” futuro? isto tem alguma coisa a ver com o mercado de “futuros”?
Bem, se isso foi publicado em 2001 (e numa revista portuga em 2003) e estamos em 2014, pelo menos 13 anos de futuro tiveram. Mas uma democrácia sem partidos há-de ser uma descoberta da família Kim.
Não se trata de uma democracia sem partidos.
Trata-se sim de democracia com partidos e com independentes.
Mas sobretudo é com candidatos que dão a sua cara, e o seu nome, numa lista de candidatos. Quer o sejam por via de um partido, quer sejam independentes. Candidatos, pessoas, responsáveis. Independentes.
Não é uma descoberta. É democracia elementar.
Prefere mesmo votar em setinhas, em mãozinhas, ou foicezinhas e martelos?
Ps. E está nos livros. Há muitos séculos.
Pior ainda se está há muitos séculos nos livros (quais livros?) que os partidos não têm futuro.
E, se soubesse ler, teria visto que na citação se fala de PARTIDOS e NÃO DE SISTEMAS ELEITORAIS.
“… poderão os partidos ter um futuro?”. Em Portugal?.
Com um sistema eleitoral “blindado” -partidocracia em exclusividade- PS e PSD nunca mais largam a bola. Apesar das consistentemente desastrosas administrações … para quem não é da cor.
Boa reflexão a que acrescentava outra tambem muito importante e para muitos: será que o sistema de sindicatos e reinvindicações baseadas nas greves ajudam ou prejudicam a criação de empregos. Com tanto desemprego não é a fantuchada do empreendadorismo tão politicamente na moda que vai fazer a diferença alem de enganar os tolos que gostam de acreditar no painatal ou sra fatima.Terá que haver outras soluções autosustentaveis e solidas que não passe por aumentar a Brigada das Colheres à volta do tacho publico.
Que soluções melhoram o sistema de escolha dos eleitos = Finlandes(sem salarios dos politicos) Indiano (Partido dos Cidadãos Comuns) ou o EUA (primarias abertas para tudo). O que dá o actual já temos experiencia que chegue = tres bancas rotas, corrupção que até assusta, e partidos que se agarram ao parlamento e as benesses com cola 123.Só municipios são 61 falidos,O jardinismo está a gastar que nem doidos e o zé já está a ser sugado que nem agua de mel.