«No princípio de Abril de 2008, o antigo presidente Jorge Sampaio deslocou-se à Universidade de Aveiro para um doutoramento honoris causa. Pregando um sermão fértil em agitação interior, Sampaio avisou que não alinhava no “campeonato das lamúrias”. E acrescentou que Portugal precisava de “uma iniciativa privada que não esteja sempre com lamúrias”. Durante os dez anos em que ocupou o Palácio de Belém, Sampaio bateu-se ardorosamente contra a lamúria e os lamurientos. (…) Triste destino de Passos Coelho. Caso se chamasse Jorge Sampaio, teria a vida mais facilitada. Os seres humanos de todos os credos iriam compreender. (…) Só que Passos Coelho não é Sampaio. Também não é José Sócrates, que no seu tempo fez uma expedição ao Oeste, elogiando os agricultores da zona por “não ficarem na lamúria”. Vergonha, José. Aí, na mansidão do seu lar parisiense, não se arrepende de ter infantilizado cruamente os nossos agricultores vítimas de tantas inclemências? Onde pernoitavam os santos de agora quando fomos expostos a tamanha insensibilidade?»
Pedro Lomba, no Público


Carissimo,
Na mouche. O que preocupa é que a descontextualização se está a vulgarizar. (Piegas, Desvio colossal e outros…)
Forte abraço,
E há também aqueles “psicólogos sociais” a garantir que as características psicológicas só se aplicam às pessoas individualmente, não aos habitantes dos países em geral. Têm de explicar isso ao filósofo José Gil, autor da tese de que os portugueses “não se inscrevem”.