«O modelo centralista de pôr todas as fichas em Lisboa, partilhado por todos os partidos do arco da governação, é o responsável por 2000-2010 ter sido a pior década de Portugal desde 1910-20 — anos terríveis em que vivemos uma guerra mundial, golpes de Estado e a epidemia da gripe espanhola. Na primeira década deste século, o crescimento médio anual da nossa economia foi de 0,47%, apesar do afluxo diário médio de seis milhões de euros de Bruxelas, que valiam todos os anos 2% do PIB.»
Jorge Fiel, no Jornal de Notícias

Li e partilhei com os meus alunos.
Boa escolha, Joaquim. Abraço.
Nem mais… É ver a distribuição das comparticipações europeias em Portugal pelos NUTS, há anos e anos… uma vergonha. Depois, queixem-se que o poder local exagera e que se tentem corrigir as desigualdades da pior maneira.
Pois…
A que se deve juntar o dinheiro da Dívida.
De face a este diluvio de Dinheiro ainda dizem que o Mais Dinheiro – Inflação ou Eurobonds resolve o problema?
O que eu acho extraordinário nas últimas décadas é que dificilmente se repetirão- excepto por qualquer avanço tecnológico ou descoberta de petróleo – nunca o vento foi tão favorável e mesmo assim se destruiu.
Políticas Grátis com que os próximos políticos usaram para comprar votos nos últimos 40 anos e não se vão repetir :
1-Subir a Dívida.
De 1974 a 1984 subiu de 15% para 60% do PIB
de 2005 a 2011 passou para 110% do PIB.
2-Aumentar Impostos /Inflação
De 1985 a 2005 a Dívida só se manteve nesse valor de 60% devido a constantes aumentos de impostos e inflação.
3-Demografia a sustentar o crescimento
4-Ajudas Europeias.
Acabou a compra de votos?
Não vão repetir-se, não.
Também penso, desde há muitos anos, que é a malta do norte, bem instalada em Lisboa, quem mais empenhadamente ajuda à centralização na Capital de tudo o que cheira a dinheiros e poder, tanto no sector público, como no privado. É caso para dizer que os nortenhos acomodados em Lisboa são mais papistas do que o Papa…
Admito que haja alguma verdade nisso.