Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Bastava passar os olhos pelas redes sociais portuguesas para assistir a um mar de gente a defender o “estalo na cara” de Smith pela “ofensa” alegadamente feita à mulher. Algumas dessas pessoas eu conheço – e até ir jurar que são “boas pessoas” – o que torna a coisa ainda mais perturbadora. Portanto, para uma parte do nosso mundo, é aceitável responder com um murro a uma piada. Sinceramente, acho a piada boa e inofensiva, mas se fosse péssima era a mesma coisa. Em que dia é que uma agressão física e uma frase passaram a ser equivalentes? Um destes dias haverá pessoas a fazer um “index” sobre os assuntos de que se pode fazer piadas sem ofender. Conhecemos isso durante 48 anos: chamava-se censura e destinava-se a proteger os valores que a ditadura considerava essenciais.»

 

Ana Sá Lopes, no Público

21 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Sinceramente, acho a piada boa e inofensiva, mas se fosse péssima era a mesma coisa.

    Exacto.

    Mas também não tenho a certeza de que esta senhora e o próprio Público estejam totalmente do lado da liberdade de opinião e do dizer-se o que se pensa livremente. É o que está cifrado na ideia secundária do texto, neste excerpto: “Algumas dessas pessoas eu conheço – e até ir jurar que são “boas pessoas” – o que torna a coisa ainda mais perturbadora”. Quer dizer, ser uma boa ou má pessoa está caucionado pela opinião.

    1. Vale a pena ler o texto todo, por motivos óbvios, aliás expressos no próprio título.
      Deixei a ligação para os leitores que possam ter acesso ao conteúdo digital do ‘Público’. Eu li-o à moda antiga, em papel. Como mais gosto.

  2. Se a careca da mulher do agressor for causada por doença, e se o humorista o sabe, saberá o marido da citada o quanto isso possa ser ofensivo.

  3. “Em que dia é que uma frase e uma agressão física passaram a ser equivalentes?”
    Ana Sá Lopes, tem uma carteira profissional de jornalista, como jornalista devia dar respostas e não fazer perguntas.
    O código penal português prevê pena de prisão até três meses “a quem injuriar outra pessoa (…) dirigindo-lhe palavras ofensivas da sua honra ou consideração”.
    Recordo que até no desportol frases ou expressões são ou pode m ser interpretadas como crime, cf. com o “Somos todos Marega”.
    Uma frase e uma agressão física são equivalentes para o código penal português, desde que dia?
    Uma boa investigação para Ana Sá Lopes efectuar.

  4. Homem é que é Homem defende a sua mulher da cobiça alheia e do piropo imbecíl e da piada fútil. Se os monos calam e consentem barbaridades é lá com eles.
    Nada de flores!!!

    Maria Antónia

    1. Bem, vamos por partes. Homem que é homem não é actor, o que já de si é uma autêntica paneleirice. Além disso, um homem que é homem não fica ali à espera sentado a assistir a mais paneleirices, rodeado de lantejoulas, para receber um prémio todo homo-erótico e douradinho completamente abichanado.

      1. se o putin me estalasse por a careca ser um problema para ele ,segundo o meu pai , que me ensinou a não melindrar pessoas e jamais provocar sofrimento em vão, faria ele muito bem.

  5. Para mim isto só prova que Will Smith é estúpido — e que provavelmente o tal Chris não-sei-quantos, que levou a lamparina, também é estúpido.

    Aliás, a stand-up comedy é estúpida. Sempre foi. E quem vive pela espada morre pela espada. Bai bai e fâquiu.

    1. Todos sabemos que o Will Smith é negro ainda por cima rico. O que dá em celeuma e um mero sopapo educativo de cinco vinténs ganha uma especulação pior do que o imobiliário chinês.

      1. Eu não aprecio stand-up comedy por aí além, mas a verdade é que o tal Chris não-sei-quantos (não estou a fazer fita, não me lembro mesmo do apelido dele) tem bastante piada. A outra verdade é que Will Smith não tinha de se sentir ofendido com uma graçola que, mais a mais, ninguém teria distinguido de outras do mesmo género. But what happens, happens.

  6. A Ana Sá Lopes e ao Público, poder-se-ia aplicar o aforismo que até um relógio parado está certo duas vezes por dia. Neste caso tenho dúvidas porque o “link” apenas é útil a assinantes.
    De qualquer forma, fiquei adequadamente surpreendido com a foto da autora. Não dava para uma “Belles toujours” mas, para quem afirma ter conhecido – conhecemos (sic) [*] – 48 anos de censura, está muito bem conservada.
    [*] Também me diverte o uso do plural majestático por cidadãos ou cidadãs ou outros, outras e outres, com preocupações igualitárias.

  7. Detesto hipocrisia.
    A chapada do Will Smith foi filmada, está “youtubada” e como em todas as contendas há pessoas a favor e pessoas contra. Não tem nada a ver com liberdade de expressão ou com censura ou com qualquer outra parvoíce que lhe queiram atribuir.
    Um disse uma piada, o outro não gostou e deu-lhe uma chapada, ponto final. Quantos episódios destes existem no dia a dia e longe do olhar das câmaras?
    Onde é que estiveram os defensores da liberdade de expressão quando censuraram durante dois anos qualquer artigo que fosse contra a narrativa oficial da Covid ou das vacinas?
    Continuamos a estar açaimados, sem qualquer hipótese de contraditório e estamos indignados por causa duma contenda entre dois adultos. Ridículo.
    Se a jornalista estivesse realmente preocupada com a liberdade de expressão não precisava de ir buscar um caso à América, de certeza que em Portugal encontraria, não um mas vários casos muito mais graves do que o americano.

  8. As vedetas de Hollywood o que não lhes faltam são
    perucas bem penteadas pelos seus cabeleireiros.
    Sempre prontas para os imprevistos.
    Ela decidiu andar careca . Onde está o problema?
    Ela é lindíssima com ou sem cabelo.
    O marido exagerou e fez uma triste figura.
    Em Hollywood vale tudo. Tenho a impressão que o marido
    tem percentagem ao box office desse filme.
    Faz-me pensar na Madona que antes da saída de um disco
    provoca sempre um bom escândalo.

    1. É isso senhora Kika. Há mulheres que gostam de homens amorfos, tipo abelhinha sem ferrão e outras que sofrem as mãos de Maneis Carrilhos e depois há as desgraçadas que gostam de homens tipo Will Smith e de passar vergonhas.

  9. Uma pessoa que vem falar da censura da ‘ditadura’ e escreve em um jornal que há meses atrás censurou o artigo de um colaborador, para não ser muito assertivo, digo que tem muita lata!

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