Reflexão do dia


Pedro Correia,

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«Em 2004 foi notícia a criação da Casa-Museu [do ex-Presidente Sidónio Pais, em Caminha] que recuperaria o imóvel a partir do ano seguinte, para consagração do grande estadista. Em 2017, na última Feira Medieval que a autarquia organiza, o seu espaço serviu, entre escombros, para a instalação das casas de banho. De casa-mãe do Presidente-rei a mictório público, é obra. Diz muito da absoluta derrocada daquilo que há de mais importante num povo. Não são algumas paredes apenas. São os valores e é sobretudo a memória.»

 

Nuno Melo, no Jornal de Notícias

10 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Principalmente a falta dela. Da memória dos portugueses como povo, quero eu dizer.

    “…Entre as brumas da memória,
    Ó Pátria sente-se a voz
    Dos teus egrégios avós,
    Que há-de guiar-te à vitória! …”

    É não, não é piada a um excelente blogue.

    1. Estive em Junho em Caminha e senti a mesma repulsa e a mesma vergonha que o Nuno Melo perante esta promessa incumprida ao ver aquela chaga aberta em pleno centro histórico da terra natal de Sidónio Pais.

      P. S. – Subscrevo o seu apontamento sobre o blogue, Dulce.

  2. Concordo com tudo. Mas Sidónio chegou lá através de um putsch….mas é normal tratando-se do sexy Melo….

      1. Sim. E acabaram em Maio de 1926….em termos de propriedades e prioridades ainda temos a do Aristides de Sousa Mendes (levaram décadas e só lá para 2020 abrirá ao público ), e Fernandes Tomás…Sidónio ficou na história apenas por ter sido o primeiro, de entre os ditadores europeus populistas, da década de 20 que tomaram o poder- personalização do homem espartano para lá dos partidos –
        muito semelhante a Mussolini. Fomos aí pioneiros….e depois o desastre do Salazar. Antes a ditadura de caserna à de sacristia

  3. de nada lhe serviu ter sido Pedreiro-livre

    este Irmão vale mais que toda a merda actualmente no poder
    … até ver

  4. Um episódio inenarrável – desde crer que esta republica homenagearia um vulto como Sidónio até meterem-se a isto e acabar assim. Não há palavras

    1. A Câmara local prometeu reabilitar a casa onde nasceu este ilustre filho da terra. Incumpriu a promessa e em pleno centro histórico aquilo transformou-se num mictório público, como bem escreve o Nuno Melo.
      Eu quase nem acreditaria se não tivesse visto.

  5. Diz muito da absoluta derrocada daquilo que há de mais importante num povo quando Nuno Melo aproveita um jantar de Natal do seu partido para fazer um discurso com um ataque descabelado ao presidente do partido.

  6. Eu por mim acho muitíssimo bem que não reabilitem a casa ou, alternativamente, que a transformem numa casa de banho pública. Casas de banho públicas é coisa que falta em quase todo o lado, enquanto que casas-museu sem visitantes há a dar com um pau.
    Só escusavam era de ter dito que iriam recuperar a casa.

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