Reflexão do dia


Pedro Correia,

«O triste caso dos cadernos de exercícios da Porto Editora é o reflexo das leviandades, superficialidades e de um frenesim histérico em que estamos integrados, sendo de gargalhada que tenha sido um humorista a reconduzir os factos à sua significância. Grave é que não se atalhem outras realidades lesivas da dignidade humana, da igualdade de género e das injustiças que persistem. Grave é que, 43 anos depois de 25 de Abril, com a Esquerda no poder, em registo bafiento, o governo intervenha em tons de azul para recomendar a retirada de publicações. Grave é que, nesta como noutras matérias, as designadas referências morais da Liberdade, dos Serviços Públicos e de outras expressões comunitárias se remetam a um ensurdecedor silêncio.»

António Galamba, no i

3 comentários em “Reflexão do dia”

  1. É um absurdo e uma arbitrariedade admitir que Passos Coelho deve dar cobertura ao jogo sujo de Costa, quando é bom recordar, que este na oposição proclamava do alto da sua bazófia não querer nada com o governo de Passos.
    Tão biologicamente impuro como trapaceiro, continua na venda de sacada contrafeita sem que lhe selem a carga.
    Mais grave é que continue a dispor de promotores de feira, munidos de folhetins e altifalantes que lhe amparam e promovem actividades tão aberrantes como fraudulentas.
    Sobre se Cavaco foi ou não longe de mais, tanto nas palavras como nos actos, quem assim debita tem que se voltar para António Costa, expoente máximo da pantomina mais sonante.
    Recordando que Cavaco Silva é um ex-presidente que não perdeu direitos de opinião e cidadania, enquanto o auto arvorado 1º ministro não só ocupa um cargo que não é seu como dele faz uso com alto teor de manipulação e prepotência.
    Deixe-se um homem livre como um passarinho proclamar alto e bom som o seu direito à indignação.
    Até parece que houve um ex-presidente mais igual que os outros.

  2. O que me incomoda, Pedro, é saber que se esse senhor estivesse no governo ou no parlamento, não escrevia nada do que escreveu…

    Mesmo sendo verdade, também se remetia ao tal ensurdecedor silêncio.

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