Do jornalismo ao jornalixo


Pedro Correia,

As chamadas “redes sociais” são hoje a maior rede de amplificação de mentiras no quotidiano português. Qualquer aldrabice ali posta a circular ganha eco imediato, com opiniões definitivas cavadas em trincheiras, sem ninguém cuidar da verdade dos factos.

Nos últimos dias isto ficou bem evidente na absurda polémica dos caderninhos de apontamentos pré-escolares com capas a azul e cor-de-rosa, com centenas de pessoas a pronunciar-se sobre algo que nunca tinham visto nem faziam a menor ideia do que era. Bastaram uns bitaites no Twitter para logo a bola de neve engrossar. Da “rede social” a estória saltou para todos os media e destes para um obscuro organismo oficial pomposamente designado Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, e daqui para o gabinete do ministro adjunto do primeiro-ministro, que fez um inédito apelo público à retirada desses cadernos do mercado – onde se encontravam, sem qualquer polémica, desde Julho de 2016!

 

Tudo isto em apenas 24 horas e sem que se estabelecesse uma versão contraditória: estava em curso um linchamento colectivo e ululante, passatempo favorito das “redes”. Ninguém fez caso do que disse  Susana Baptista, responsável pelas publicações infanto-juvenis da Porto Editora, ninguém ouviu a autora, Catarina Águas – licenciada em Educação de Infância na Escola Superior de Educação de Lisboa -, ou as ilustradoras dos tais cadernos, Ana Valente e Rita Duque. Todas do “genero” feminino, todas profissionais respeitáveis, todas ignoradas. Como se estivesse em causa uma empresa de vão de escada e não a maior editora portuguesa, com uma reputação alicerçada em sete décadas nos domínios da pedagogia e da didáctica.

Foi preciso um humorista – neste caso Ricardo Araújo Pereira – repor a verdade dos factos para a polémica se esvaziar quase tão depressa como tinha começado. Sem carteira profissional de jornalista, ele fez o que qualquer bom jornalista deveria ter feito: apurar o que realmente se passava, sem emprenhar de ouvido.

Este episódio envergonha os jornalistas portugueses. E ajuda a explicar por que motivo todos os títulos da imprensa continuam a cair a pique, como demonstram os calamitosos números referentes ao primeiro semestre de 2017 agora divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação.

 

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Anteontem, embora com menos destaque, aconteceu uma história semelhante, também iniciada nas redes sociais. Sobre os supostos maus-tratos dados a um galo numa remota aldeia do concelho de Seia: o bicho, garantiam os arautos da pós-verdade refastelados nos seus sofás lisboetas sem nunca terem posto os pés na referida povoação, seria morto à paulada, com requintes de sadismo. Com a ave “agonizando lentamente fruto da malvadez”.

Foi quanto bastou para que o PAN salivasse de indignação. A coisa meteu comunicado oficial do partido animalista, denúncias ao Ministério Público e à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária. De imediato os órgãos de informação reproduziram tudo isto – uma vez mais, sem apurarem os factos, como mandaria a deontologia profissional.

Parecia um filme de terror. Com o ligeiro problema de ser mentira. Como a Câmara Municipal de Seia, presidida pelo socialista Carlos Filipe Camelo, se encarregou de esclarecer, desfazendo o boato. Entretanto, lamentavelmente, apenas o Jornal de Notícias tinha cumprido o dever jornalístico, estabelecendo o contraditório ao ouvir as pessoas daquela aldeia que desmentiram a atoarda sem rodeios numa peça escrita pela jornalista Madalena Ferreira (infelizmente não disponível em versão digital no momento em que escrevo estas linhas).

 

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Acontece que as redes estão-se nas tintas para a verdade. Essa “turba inorgânica”, como bem lhe chama Francisco Mendes da Silva, quer indignar-se o tempo todo contra não importa o quê. Tal como os viciados em drogas duras, os junkies das caixas de comentários dos jornais – os mesmos que espalham qualquer atoarda no Twitter e no Facebook – fazem prova de vida berrando por escrito sobre assuntos acerca dos quais nada percebem, nada querem perceber e têm raiva a quem perceba.

Isto explica que as putativas agressões ao tal galo só existente na delirante imaginação do PAN tenham dado azo à habitual javardice histérica, com dezenas de pessoas disparando contra um alvo afinal inexistente.

 

Uma vez sem exemplo, aqui transcrevo algumas dessas opiniões, colhidas ao longo de 24 horas na caixa de comentários da edição electrónica do JN, para se avaliar bem o nível intelectual desta gente:

«Haja vergonha! Haja respeito por seres que sentem como nós!»

«Quais são as origens dessa barbaridade? Religião ou vudu?»

«Voltamos à idade da pedra mas da pior forma. É que nessa época matava-se para comer, agora mata-se por diversão.»

«É uma tradição de merda e já devia ter acabado.»

«Outra tradição para atrasados mentais… já não basta os doentes de Barrancos…»

«Que façam tradição com os seus familiares. Não têm que o fazer a seres inofensivos que estão ali por obrigação.»

«E que tal serem eles e a sua “tradição de caca” a levarem paulada?»

«Estes divertimentos de merda à custa do sofrimento dos animais pôem-me doente. Que tal substituir o galo pela besta (humana) lá da aldeia?»

«Sugiro para as pessoas que são a favor deste tipo de tradições seguirem a minha nova tradição: amarrar um de vocês e bater-lhes com um barrote até morrerem.»

«Podem substituir o galo pelo António Costa?»

 

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No meio deste vendaval de imbecilidades, uma  leitora ainda tentou repor a verdade: «Se há uma coisa que abomino é a falta de profissionalismo jornalístico e a política suja que se pratica no nosso pais. Para aqueles que gostam de opinar sem o devido conhecimento, informo que morte do galo é na verdade a morte do ovo: não andam à palauda ao galo mas ao ovo .»

Como era de calcular, ninguém fez caso: os “factos alternativos” são muito mais sedutores do que a verdade nua e crua.

Assim vamos andando: dispara-se primeiro e reflecte-se depois. Com o genuíno jornalismo praticamente em vias de extinção, entretanto absorvido pelas “redes”. Cada vez mais travestido de jornalixo: vociferante, acéfalo, populista, irresponsável e mentiroso.

76 comentários em “Do jornalismo ao jornalixo”

  1. Passou-me ao lado a polémica do galo e ainda bem que a dos cadernos foi suficiente!
    Quando vi a imagem do labirinto nas redes sociais fui investigar e bastou ler uma notícia que dava a versão da Porto Editora e que mostrava mais páginas dos ditos livros para perceber que afinal a história estava não só mal contada como inflamada.
    Não me enganei, li ontem o relatório e sinceramente é vergonhoso que o Estado tenha de gastar tempo e recursos com temas como este.
    O que me irrita mais é que estes indignados teriam tantas coisas interessantes para se indignarem, mas preferem alarmar-se por coisas insignificantes.
    Um espelho da nossa sociedade sem dúvida, cada vez mais sinto vergonha alheia.

    1. http://dezanove.pt/o-que-retive-do-caso-dos-livros-de-1111292

      Felizmente já há muitas vozes a dizer isso mesmo: “estes indignados teriam tantas coisas interessantes para se indignarem, mas preferem alarmar-se por coisas insignificantes”. Este texto, ainda para mais num site gay, é exemplar a denunciar a estupidez e a histeria de “meninas burguesas e mimadas e com complexos frustracionais”. E, sobretudo, o prejuízo causado por essas idiotas.

      1. Obrigada pelo link, o texto está fantástico.
        Felizmente dentro dos blogs foram muito os que não se limitaram a ir na onda, mas também houve quem fizesse o contrário.
        Faz falta a capacidade de as pessoas investigarem e analisarem as questões como um todo sem se precipitarem a julgar e a sentenciar.
        No fundo, a nossa sociedade esta a perder o bom senso.

        1. É cada vez mais importante, de facto, não andarmos a surfar qualquer onda nem nos deixarmos confundir com manadas. Por vezes o mais importante é isto mesmo: remar contra a corrente.

  2. Um jornalixo para uma socielixo. Destila -se ódio, procura-se a desgraça alheia como antídoto da nossa própria miséria.
    Instila-se também o medo -fogos, bombas, mísseis -como forma de tornar mais mansa a populassa. Fica sem referências estáveis o que permite um passivismo abjecto em nome de um amanhã radioso que chegará em eclipse
    Curioso como aquando da privatização dos órgãos de comunicação social se augurava uma melhoria do tipo de informação prestada, justificada pelas leis do mercado que nos dizem, serem as concorrências livres – competição selvagem entre pares – benéficas para o consumidor. Vê -se isso no jornalismo, Vê -se isso na energia, vê-se isso na administração aeroportuária, vê -se isso no mercado retalhista alimentar, na banca, nas telecomunicações …a fé neste sistema é uma crença sem evidência. O capitalismo como religião. O único sistema “científico “que não têm evoluído no sentido do bem estar da população

    1. O sistema que tem evoluído é o sistema socialista, como se pode ver na Venezuela. Todos os outros são uma desgraça.

      1. Não acertou! Não me venha com essas categorizacões rascas. Apenas afirmo que a culpa da degradação da vida em geral – doenças de incompatibilidade, stress ambiental, etc- resulta de tomarmos o capitalismo como um sistema acabado. E em ciências todos os sistemas evoluem conforme as novas evidências. Vou-lhe dar uma achega : como vamos abordar o desemprego tecnológico?Porque não acabamos com um sistema baseado em hidrocarbonetos -energia geotermal, teconoligia maglev,etc- como se pode defender o ambiente e a gestão de recursos com base numa economia que assenta o seu crescimento no consumo/dívida.? ….e por aí fora…o mal da comunicação social foi terem-na posto nas mãos de corporações cujo única lógica é o lucro e não a qualidade jornalística. E como todos seguem esta lógica não há possibilidade de escolha por parte dos leitores, bem dos directores de redação. Há que pagar aos accionista…pão e circo é o que resta.

        1. Essa ideia de “capitalismo” como o Papão também é antiquada. Substituir a livre iniciativa e o engenho humano pelo controlo e a estatização apenas porque se receia os efeitos perversos de um sistema livre apenas leva à miséria, à estatização, ao funcionalismo medíocre que não vê para além do fim do mês. As sociedades humanas definham quando as pessoas com jeito para chefe controlam as pessoas criativas e empreendedoras (e estão sempre com medo deles). Sem estas pessoas o mundo acaba. Sem capitalismo (entendido aqui como livre iniciativa e liberdade para trocar e fazer dinheiro) o mundo implode. Não é possível voltar à caça-recolecção e à troca directa: era giro mas já não é possível (minto: não tinha piada nenhuma). Mais nenhum sistema fez progredir a espécie, e as mudanças no sentido da ecologia e da qualidade de vida têm sido feitas a seu tempo — quando esse conhecimento adquire um formato económico que possa ser utilizado.

          1. Apenas afirmo que o capitalismo necessita de ser reformado,e isso não quer dizer que defenda o socialismo. O capitalismo actual é ineficiente – veja-se a quantidade de recursos gastos com o hiperconsumismo e a obsolescência programada- inimigo do ser humano – os indicadores de saúde pública assim o indicam ( stress crônico, perturbações psicológicos, enfartes de miocárdio, obesidade… )- inibe o avanço tecnológico – a investigação de energias alternativas como as baterias eléctricas estão nas mãos de companhias petrolíferas que atrasam a sua aplicabilidade a larga escala- o desperdício alimentar….
            Baseia a sua politica num crescimento contínuo que assenta no crédito /dívida. Desligou-se dos setores produtivos e concentrou-se nos sectores financeiros /especulativos…..
            O capitalismo/livre mercado baseava-se numa ideia de natureza humana “inventada”no séc. XVIII que é hoje completamente desmentida pelos estudos da biologia evolutiva e antropologia – não somos naturalmente agressivos, competitivos, egoístas, racionais, desempenhando o ambiente e os valores culturais uma influência tremenda na maneira de sermos – veja como os indicadores de violência têm aumentado. Veja as guerras-300 biliões de mortos durante o secXX.
            Os grandes grupos bloqueiam a livre concorrência quer por políticas agressivas de consertação de preços, quer pelas fusões que limitam a capacidade de escolha do consumidor. Dominam o sistema político pelos financiamentos partidários e ofertas de emprego. Socializam os prejuízos e privatizando os lucros. E cada vez mais instituições não democráticas decidem as politicas dos países sem ter em consideração a escolha dos seus cidadãos…..é isto o melhor possível?

  3. As redes sociais? A notícia começou por ser divulgada no jornal Público e só depois foi partilhada pelas redes sociais.

    1. Sim, as redes sociais. Segundo disse na SIC a própria presidente da CIG (organismo com 59 funcionários), a decisão foi tomada devido à “pressão das redes sociais”.
      Não pode haver melhor fonte.

  4. Muito bem.
    Desatento, não me apercebi da morte do galo. Com o tempo vou melhorando os filtros da atenção e há muita coisa que vai directamente para o lixo não reciclável.

      1. Infelizmente os números calamitosos das vendas dos jornais só vão piorar ainda mais este cenário, pois para inverter a queda de vendas, a estratégia tem sido, invariavelmente, baixar ainda mais a qualidade da informação que se veicula, com notícias da treta a substituir trabalho jornalístico sério. Estratégia que, diga-se de passagem, nunca resulta. Mas é no que se insiste, uma e outra vez, como se enveredar por uma política de informação séria fosse algo impensável, fora de questão.

        1. Então tome atenção porque jornais com “notícias da treta a substituir trabalho jornalístico sério” serão os que vão subsistir ou não reparou naquela pergunta que alguém lhe fez que, com a globalização a todo o vapor, se ainda acreditava em mídia independente.

          Money money money money
          It makes the world go round!

          Se quiser, realmente, saber alguma coisa:
          Follow the Money

          Continuando no dinheiro também há outra pergunta interessante, sobre a nossa Dívida que, em relação ao PIB, continua a subir praticamente todos os dias e já vai nos 138,70% mesmo, com Juros Negativos de 0,086%.
          Nada que se compare com a Alemanha com Juros Negativos de 0,736% no entanto, com 19 países com juros negativos ou seja, “até pagam para emprestar dinheiro” (palavras do Presidente) mas, na mesma, com todas as Dívidas a Subir, como convém a Quem e para implementar o Quê?
          Mais especificamente, para implementar não Um mas, vários “Quês” em “Várias Áreas” ou também não se lembra do aviso que recebemos ao sair do Procedimento por Défice Excessivo?

          1. São os computadores quânticos. Já tomaram conta disto. E andam a enganar-nos, afirmando que será apenas dentro de dez anos.

            Lê poucos jornais. Ainda há esperança.

        2. O ano jornalístico começou com um Congresso de Jornalistas, Teresa. O primeiro do século XXI, o primeiro em 19 anos. Nada de nada se avançou nesse congresso. Nem sequer uma tímida proposta de auto-regulação da classe, constituída em Ordem de Jornalistas (com um quarto de século de atraso).
          O resultado está à vista. Novas ondas de despedimentos, novos encerramentos de títulos – alguns muito prestigiados. Ontem mesmo, segundo me informaram, o director de um dos principais jornais recebeu instruções da administração para organizar uma lista de despedimentos.
          Mais uma, a somar a tantas outras. Enquanto os jornalistas que restam no activo continuam mergulhados na bolha do Twitter e do FB, extraindo de lá as principais “notícias”. Verdadeiras ou falsas, tanto faz.
          E com isso vão cavando ainda mais fundo a sepultura da profissão.

      2. O mundo rural, caro Pedro Correia, representa para os jovens progressistas, e velhos jacobinos, a resistência mais sólida ao programa de extirpação da alma e da história de um determinado povo. A vivência cotidiana dos costumes, dos usos e das tradições que espelham simultaneamente o afecto ao religioso cristão e pagão assim como, e por outro lado, ao tangível e telúrico. Estes jovens turcos vêm nesse mundo rural a resistência inultrapassável à imposição da sua nova mundividencia!
        Lá conseguem, de quando em quando, enganar uns poucos, por apelo à cupidez, das almas mais fracas, ou insidiosamente, à laia das runas, apontando um qualquer cristo que urge decepar (Este verão foram os eucaliptos. E com os eucaliptos lá conseguiram enganar alguns incautos. Pró ano será, talvez, o pinheiro bravo)
        A media de referencia vai a jogo, julgando-se a vanguarda doutrinadora.
        Não se apercebendo que insta, com a nóvel farsa e censura, à verdadeira farsa que se segue à tragédia! E que tragédias se anunciam se o tino não regressa às mentes desta gente!!

        1. Olhe, quem tem tornado impossível a vida no campo são os tecnocratas de Bruxelas com as suas leis ridículas sobre o tamanho dos caroços. O objetivo dos anafados de Bruxelas é abafarem a independência dos que escolhem ser livres no Campo, para que sirvam de mão de obra obrigada nas Cidades, com os seus empregosinhos de gaita.

          1. Pois, no tempo do doutor Salazar – antes da integração europeia, quando vivíamos “orgulhosamente sós” – é que as gentes do campo viviam felizes e prósperas.

          2. Qual o espanto? Quer que diga, sim? A única coisa que admirava em Salazar era ele gostar de vinhos tintos do Dão (na altura dele deveriam ser uma mixórdia. Hoje não…mas nada comparados com os do Douro e Alentejo)

            Já ouviu falar num vinho Quinta de …(qualquer coisa) Coleção familiar? Cada garrafa são 900€ (li na Revista dos Vinhos)….até a urina, depois de bebido, deve valer alguma coisa

          3. Quinta do Piloto…que raio de nome!!

            http://boacamaboamesa.expresso.sapo.pt/vinhos/2017-08-01-Quinta-do-Piloto-a-casa-dos-moscateis-raros-e-de-luxo

            “O Quinta do Piloto Coleção da Família Moscatel de Setúbal está disponível por €900, o Quinta do Piloto Coleção da Família Moscatel Roxo vai chegar às lojas da especialidade a €650”

            Até o vidro da garrafa se deve comer….

          4. Caríssimos, os blogs são positivos quando não andam aí a dizer barbaridades sem conhecimento de causa.
            O meu nome é Filipe Cardoso e sou o a quarta geração da família Cardoso, proprietários da Quinta do Piloto.
            Ora o vinho que vocês falam neste blog sem qualquer conhecimento de causa e sem o mínimo respeito pelo produtor é um Moscatel raríssimas, produzido pelo meu bisavô á mais de cem anos. Ouviram bem, á mais de cem anos, ainda vocês não pensavam entrar neste mundo já este Moscatel existia.
            É um Moscatel reconhecido mundialmente com 19 pontos na revista vinhos e com 96 pontos na Robert Parker.
            Tem pena de nunca o ter provado não é?
            Para vocês somente os vinhos estrangeiros poderão valer esse dinheiro, mas fiquem sabendo que em Portugal também existem vinhos raros e caros, e ainda bem, pois os produtores têm de valorizar o que tem em casa.
            Tenho muita pena de ouvir comentários como os que aparecem aqui neste blog, fraco e que vive de maledicência.

          5. Lamento que venha aqui qualificar este blogue – um dos mais conhecidos e prestigiados em Portugal – de “viver de maledicência”.
            Não posso aceitar essa acusação.
            A opinião aqui é livre e se há um leitor que considera escandalosos os preços que praticam, a pior forma de rebater tal opinião é tentar envolver tudo e todos nesse tal manto da “maledicência”.
            Se bem reparou, de resto, o meu texto nada tem a ver com vinhos mas com algo bem diferente.

  5. Algumas questões:

    -Triste o país onde se dá mais importância à palavra de um “humorista” (pouco imparcial, convenhamos) do que a quem está envolvido no assunto ou é especialista no mesmo. Também não será de admirar, quando o Presidente é um comentador de televisão. A minha opinião está no meu blog, se me for permitido partilhar a ligação para não me repetir, terei todo o gosto.

    -Triste país onde um partido com um deputado defende o fim das touradas mas depois bate-se por cobrar impostos nessa mesma área – mais receita, mais receita, nem que venha do diabo…

    -Triste país onde o partido dito das pessoas, dos animais e da natureza não fala e varre para debaixo do tapete uma das piores épocas de incêndios de sempre em Portugal e onde critica o Governo que apoia (vi eu na AR) mas depois quase como diz “mas está bem assim por isso contem com o nosso apoio”;

    -País da verborreia, segundo alguém… Alguém esse que se esqueceu de dizer que muita verborreia se deve, por norma, a inacção.

    (não tenho qualquer simpatia partidária)

    Um abraço e vou ver se ainda consigo rever o “E Tudo o Vento Levou” antes que por cá se censure também…

    1. Subscrevo, em particular este seu parágrafo:
      «Triste país onde o partido dito das pessoas, dos animais e da natureza não fala e varre para debaixo do tapete uma das piores épocas de incêndios de sempre em Portugal e onde critica o Governo que apoia (vi eu na AR) mas depois quase como diz “mas está bem assim por isso contem com o nosso apoio.»

      Abraço.

      P. S. – Vou continuar a batalhar nesta questão da nova censura. É muito mais preocupante do que alguns julgam.

      1. Temos tendência a não aprender com a história… É crónico. Estou consigo nesse caminho.

        Um abraço,

    2. Diria mais que triste é o país onde a palavra de humorista (que não tem de ser imparcial, pois é um humorista e não jornalista!) é mais fiel à realidade que qualquer outro órgão noticioso, conseguindo expor o óbvio quando quem está “envolvido no assunto ou é especialista no mesmo” pelos vistos já não é capaz de ver.

      A mim não me surpreende, nem devia surpreender a quem tem de lidar com o flagelo a que o comum dos mortais chama de “notícias” e media (tradicionais) portugueses. Noutra “notícia” António Costa reforça as intenções de voto (como o fazia antes da “grande vitória” nas últimas eleições), Altice é má (desde que souberam que ia comprar a TVI falha tudo e mais alguma coisa); mais um bocado e elogiam Costa pelo número de mortos em Barrancos, seria certamente muito pior se fosse num governo “neo-liberal” de “direita”.

      A banda toca e o povo dança e aplaude; menos uns humoristas…

  6. Para ser justo e dar a medida das coisas, há que ver que tudo isto se passa em agosto. É a silly season, as pessoas têm poucos assuntos sérios com que se preocupar e muito tempo livre para passear nas redes sociais. O calor também estimula uma certa perturbação do cérebro. Os jornalistas nada têm que noticiar.

    Foi o mesmo com os tourinhos de Barrancos.

    1. A excepção de Barrancos foi a prova de que o PS é o partido mais reles e ordinário da política portuguesa — e que a mentalidade dos políticos em Portugal é fazer leis com mais excepções do que regras.

  7. Os factos são cada vez menos relevantes no simulacro em que se tornou parte da “comunicação social”, que privilegia já há bastante tempo a “opinião de rua” e o seu moderno sucedâneo “a opinião rápida e diagonal dos zelotas das redes sociais”, a “legião de imbecis [sic]”, com opinião sobre tudo e fundamento sobre nada.

  8. Eu a pensar que iria falar sobre o Jornal i que desde os atentados de Barcelona que tem colocado 2 a 5 notícias, diariamente, sobre o “iminente atentado terrorista em Lisboa e ninguém faz nada para o prevenir”.
    Hoje, estão a noticiar que alguém foi para uma rede social referir que existiam homens armados em Lisboa que a polícia estava a perseguir… aproveitaram que algo se passou ontem na AMI do Cais do Sodré, para dizerem que a polícia sabe que está planeado algum ataque terrorista mas, não querem revelar a verdade à população.

    É só jornalistas bruxos que cospem para o ar e esperam que as redes sociais encham a bolha…

    1. A melhor das últimas 24 horas é uma peça da SIC sobre um “alerta geral” de ataque terrorista em Lisboa, com base em três bitaites anónimos de redes sociais, tipo a prima da afilhada que é empregada da embaixada não sei de quê.
      Quando os órgãos de informação supostamente credíveis se transformam em câmaras de ressonância das “redes” mais fajutas, apressam o caminho para o abismo.

  9. Em relação a polêmica do galo tenho a dizer algumas coisas. 1º não sei se neste caso andam a paulada ao galo se não. 2º Esse “jogo” de andar a paulada ao galo existe ou existiu. Eu próprio assisti a esse acontecimento quando era criança. Por isso não vale a pena dizer que isso é imaginação. Com isto quero dizer que é importante saber se andam ou não a paulada ao galo ou ao ovo. Se for ao galo acho muito bem que se tome medidas para que tal não aconteça. Se for ao ovo, apesar de não haver nenhum problema objetivo nele, a intenção mesmo que subjetiva é nos remeter para o “jogo” com o galo.

  10. O que o Pedro quis com este texto, foi que se fixasse na cabecinha dos visitantes do sítio que o melhor a fazer, na verdade, é substituir o galo pelo António Costa.
    Acho acertado.
    Se esta merda está a crescer à velocidade de 2,9 e, mesmo crescendo, ainda devemos mais do que há um mês (subiu para 249,2M), só há uma solução: matar o Costa.
    Na verdade, nem o Guterres, uma nulidade como secretário geral da ONU, mas um craque em fazer contas, conseguiria engendrar uma conta tão bem feita como estas, as da geringonça. Façam as contas.

  11. O que está a escrever não totalmente verdade: eu ouvi no própria na SIC a explicação da editora. O que ela disse foi disparatado, é verdade, mas foi dada a hipótese de se explicar.
    A justificação dada pela relações públicas era que não percebia a polémica e que o livro era um êxito de vendas.

    Pode ter existido muito mau jornalismo (clickbait, conteúdos patrocinado não identificados que tenho referido no meu blog – curiosamente todos na SIC…), mas lá que foi dado tempo de antena à editora, esse eu vi.

    1. Entre os primeiros bitaites e a “recomendação” da tal CIG decorreram 24 horas. Nenhum contraditório sério se estabelece desta forma. Só há espaço para a gritaria, para a histeria – e para uma versão dos factos, geralmente deturpada.
      Como foi o caso.
      Afinal os tenebrosos caderninhos “machistas” da pré-primária tinham sido concebidos por uma mulher, desenhados por duas outras mulheres e validados por uma quarta mulher, que dirige o departamento das publicações infanto-juvenis da editora.
      Mulheres jovens, urbanas, qualificadas. Não há homens envolvidos neste circuito.
      Mas CIG, a reboque das redes sociais, nem teve tempo de reparar nisso… Infelizmente os jornalistas, cada vez mais mergulhados na bolha do FB e do Twitter, também não.
      Mais um caso em que a realidade atrapalha a ficção. É uma pena. Os factos são chatos, mas são factos.

  12. Outra notícia do económico: 3 incêndios nos quais arderam metade da floresta portuguesa… Quando na verdade era 3 incêndios nos quais ardeu metade da área ardida… Jornalixo é um bom nome!

    1. Bom observado. Se eu tivesse tempo e paciência, fazia aqui uma rubrica diária. Só com calinadas desse calibre. Há dias, na primeira linha de um extenso artigo sobre a Índia num jornal de “referência” lia-se que aquele país tem “um milhão” de habitantes.

  13. A recomendação de retirada dos livros de actividades deveu-se à existência de graus de dificuldade absurdamente díspares, quer fossem para meninas ou para meninos. Não é uma fake new, as páginas estão lá impressas para quem as quiser ver.

    No resto, fakenews existem nas redes sociais e nos jornais tradicionais.
    As redes sociais apenas são um local mais fácil para as difundir.
    Tanto nas redes sociais como na imprensa tradicional, convem ter um olhar crítico sobre o que aparece.

  14. Sem ofensa para ninguém, mas, às vezes, tenho a sensação que vivemos num país de loucos. Esta história do galo que era espancado, mas que afinal se veio a descobrir que se espancava um ovo, ultrapassa tudo o que se possa imaginar em termos de ridículo. E não só para o PAN…

    Quanto à “cause celebre” dos tais livros diferenciados por género, assim, de rajada, o senso comum leva-me a colocar as seguintes questões:

    1º) Antes de mais qual a justificação para haver um livro de atividades para meninos e outro para meninas? É que não vejo ninguém a colocar esta questão e muito menos a respondê-la.

    2º) Eu julgava que estávamos no ano de 2017 do séc. XXI e não nos anos 40, 50 e 60 do séc. XX em que havia a disciplina de Lavores Femininos para as meninas e a disciplina de Trabalhos Manuais para os meninos. Se querem fazer um livro de atividades diferenciadas por género, então sejam coerentes e façam um programa curricular separado para rapazes e para raparigas. Melhor ainda, voltem aos tempos do antigamente e reabram os liceus femininos e liceus masculinos, com currículos diferentes.

    3º) A crer no que diz o tal Ricardo Pereira, apesar de haver um livro para meninas e outro para meninos, afinal as atividades não são assim tão diferentes, antes pelo contrário…
    Mas nesse caso – se as atividades são praticamente iguais – porquê esta ideia peregrina de criar um livro para meninas e outro para meninos? Só para terem capas diferentes?

    E espanta-me todo este ódio e tentativa de ridicularizar e desacreditar as feministas e os defensores de minorias animais, sexuais e outras que tais. Principalmente vindo dos mesmos que afirmam defender as feministas e as minorias animais, sexuais e outras que tais (há que parecer moderno seja a que preço for, não é verdade Ricardo Pereira?).
    Agradecendo a atenção dispensada, despeço-me com os mais respeitosos cumprimentos e estimando as melhoras de todos.

    1. Quatro mulheres, quatro profissionais credíveis e com méritos firmados na mais reputada editora portuguesa em matéria de pedagogia e didáctica, andaram dias a fio a ser apedrejadas na praça pública por supostos defensores dos direitos das mulheres. E até por gente que bate no peito a toda a hora proclamando-se feminista.
      Susana Baptista, Catarina Águas, Ana Valente e Rita Duque foram tratadas por esta gente como se fossem trogloditas, machistas, sexistas, seres da idade da pedra.
      E continua o desfile de anónimos (outros nem tanto…) na internet a denegri-las.
      É impressionante como o fanatismo da ideologia de género começa por causar vítimas entre as pessoas que diz defender.

      1. Se a única resposta que me conseguem dar de forma a justificar a existência de um livro de atividades para meninos e outro para meninas é uma espécie de argumento da autoridade (“Quatro mulheres, quatro profissionais credíveis e com méritos firmados na mais reputada editora portuguesa em matéria de pedagogia e didáctica…) e da “infalibilidade do Papa” (neste caso, a infalibilidade das pedagogas Susana Baptista, Catarina Águas, Ana Valente e Rita Duque”), então isso significa que não têm resposta válida para justificar este absurdo.
        Ou então o vosso tipo de argumentação é semelhante ao do humorista (?) Ricardo Pereira que acha que as pessoas nascidas depois de 1970 (mais coisa menos coisa) não podem ser “trogloditas, machistas, sexistas, seres da idade da pedra…”. Ou seja, seguindo este raciocínio os extremismos (de esquerda e de direita), os extremismos religiosos, a violência doméstica e por aí fora só existem devido a gente com mais de 40 anos.
        Como se não bastasse ainda querem transformar estas quatro sumidades numa espécie de mártires – não sei muito bem de que causa – “apedrejadas na praça pública por supostos defensores dos direitos das mulheres…” e mais não sei quê. E Isto depois de terem feito exatamente o mesmo com as senhoras do site das Capazes.
        No meio disto tudo, custa-me entender porque razão “Quatro mulheres, quatro profissionais credíveis e com méritos firmados na mais reputada editora portuguesa em matéria de pedagogia e didáctica…” parecem incapazes de explicar as razões que as levaram a criar um livro para meninas e outro para meninos. À primeira vista até parece que, do alto das suas respetivas torres de marfim, acham que só mentes iluminadas (como as delas) conseguem entender essas razões e, portanto, não vale a pena andar a perder tempo com a populaça.
        Enfim… Tudo isto seria cómico se não fosse triste.

        1. Troglodita é um organismo estatal, que custa 4,5 milhões de euros aos contribuintes, condenar à lapidação na praça pública profissionais respeitáveis, todas mulheres, em nome do combate ao machismo. Um autêntico assassinato de carácter, a reboque das redes sociais, como confessou a presidente desse organismo, que conta com 59 funcionários/as.

          Troglodita é um ministro “recomendar” a retirada de um livro do mercado – seja ele qual for. Quarenta e três anos depois do 25 de Abril, quando o ‘Mein Kampf’ está aí à venda em todo o lado.
          Aberto o precedente, é legítimo que nos interroguemos quais serão os passos seguintes.

          1. Pois, pois… E o Dr. Pedro Correia e os seus correlegionários continuam, felizes e contentes, a “fugir com o rabo à seringa”, evitando responder à questão principal: porquê (e para quê) livros de atividades diferenciados para meninos e para meninas?
            Previsivelmente – e à falta de argumentos válidos – continua a campanha de vitimização das “profissionais respeitáveis, todas mulheres…” e mais não sei quê, que se fizessem uma coisa muito simples que consiste em explicar porque se lembraram de fazer livros de atividades diferenciados para meninos e para meninas, teriam travado toda esta polémica perfeitamente ridícula.
            Mais previsivelmente ainda, vem a conversa de chacha da preocupação com os custos de um organismo estatal e mais blablabla, enquanto – muito convenientemente – se esquecem outros custos um pouco mais “pragmáticos”.
            Por exemplo, um casal tem um filho e uma filha com 1 ano de diferença. Embora o tal livro de atividades não tenha caráter obrigatório (julgo eu), o dito casal terá de adquirir um livro diferente no ano seguinte, porque quatro mentes iluminadas se lembraram que deve haver livros de atividades diferenciadas para um género e para outro.
            Já não bastava o que os desgraçados pais e mães de família têm que gastar a comprar livros ligeiramente diferentes (em termos de paginação e não de conteúdo), porque os iluminados do Ministério da Educação se lembraram que substituir “competências a atingir” por “objetivos a atingir” e, mais tarde, por “metas curriculares a atingir”, agora vêm estas ““Quatro mulheres, quatro profissionais credíveis e com méritos firmados na mais reputada editora portuguesa em matéria de pedagogia e didáctica…” entornar ainda mais o caldo já bem entornado do orçamento das famílias com filhos em idade escolar. O célebre (já para não dizer temido e temível) Dr. António Araújo, do fabuloso blog Malomil, bem explicou isto, por exemplo aqui:

            1) http://malomil.blogspot.pt/2015/08/4270.html
            2) http://malomil.blogspot.pt/2015/09/manuais-escolares-luta-continua.html
            3) http://malomil.blogspot.pt/2015/09/livros-escolares-e-o-negocio-dura-dura.html
            4) http://malomil.blogspot.pt/2015/09/manuais-escolares-perplexidades.html
            5) http://malomil.blogspot.pt/2015/09/ainda-questao-dos-manuais-escolares.html

            Mas é claro que estes “problemas menores” do populacho não interessam para nada. O que interessa é defender as tais ““profissionais respeitáveis, todas mulheres (e daí?)…” que, em toda esta triste história, mais não fizeram do que se porem a jeito para receber as críticas que receberam.
            Realmente, que tristeza…

          2. Bonito, bonito, é ver como ministro da tutela da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género o mesmo político que há quatro anos, no ‘Correio da Manhã, chamou “frígida” à então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, o que lhe valeu reprimendas no seu próprio partido.
            http://maquinaespeculativa.blogspot.pt/2013/11/sinto-me-impotente.html?showComment=1384367024917
            Notável exemplo de cidadania. E de igualdade de género.

          3. Se à falta de respostas e de argumentos, o Dr. Pedro Correia prefere recorrer ao escândalozito e à coscuvilhice, eu também posso fazer o mesmo. Uma simples pesquisa no Google dá-me isto:

            1) https://www.publico.pt/2003/04/04/politica/noticia/os-escandalos-que-fizeram-os-ministros-sair-antes-de-tempo-290772

            2) http://observador.pt/opiniao/serao-os-politicos-todos-corruptos/

            E nem vou continuar, porque tenho mais que fazer e isto em nada contribui para toda esta polémica ridícula. A não ser que a ideia do Dr. Pedro Correia seja demonstrar que, neste país (e neste mundo), até pode haver frígidas, mas com toda a certeza – e seja qual for o género – já não há virgens (refiro-me a virgens políticos/as, evidentemente).
            Triste. Muito, muito triste…

          4. Seria interessante ver a tal CIG recomendar agora a “retirada do mercado” de ministros com a tutela da “igualdade de género” que num passado próximo fizeram declarações machistas e grosseiras contra adversárias políticas.

  15. lamento, o meu tempo de satelite está a acabar por hoje, de modo que so li a primeira parte, até á imagem do simbolo homem e mulher.

    Até acho que o Pedro alinhou, mas, se bem lembro, no linchamento talvez do ministro, já nao lembro os nomes que lhes chamou, mas foi do tipo canalha, trapaceiros.
    ~
    agora, neste post, só posso elogiar o comedimento.

    Mas, o Pedro diz que as redes sociais incendeiam os media, nao vou agora referir casos que demonstram o contrario, mas numa manif convocada pelas redes socais aparecem meia duzia, a menos que os media ampliem, anunciem, publicitem.

    e diz o Pedro, independente de o proprio integrar uma rede social, que é por isso, falta de verdade nos média, que estao em queda. Aqui o Pedro está a ser pouco rigoroso. A queda nao tem a ver com verdade ou… ja nao existiria futebol. Estao em queda, porque já ninguem se passeia com o jornal debaixo do braço, deixou de ser moda. Até os trolhas, que utilizavam o jornal para tapar as lojas em obras , ja desistiram.

    1. “Canalha” e qualificativos semelhantes é vocabulário dos cobardes, que se refugiam no anonimato que a Rede proporciona.
      Nunca confundo crítica política com insulto.
      Quanto aos trolhas, emigraram todos para o Facebook. Os trolhas finos, e aparentados, estão no Twitter.

  16. Então e agora, não há consequências?
    Prejudicou-se o trabalho de muitos profissionais, de uma editora, e quem contribuiu para isso vai passar impune?
    No mínimo, os jornalistas que se limitaram a ir na corrente sem fazer como o RAP (investigar a sério) e que publicaram artigos a denegrir os cadernos, tinham que se retratar do mau trabalho jornalístico que fizeram. E deviam provar nas redes sociais do mesmo remédio que andaram a oferecer.
    Mais ainda, o Ministro que supostamente deu instruções para serem retirados os cadernos devia vir publicamente explicar porque é que depois de 43 anos passados sobre a Revolução de Abril, se começa a assistir ao regresso da censura? Já chegámos à Venezuela, ou o quê?? Lá porque o Jerónimo Martins e o hipócrita do João Oliveira são adeptos fervorosos do Maduro, o PS vai a reboque dos mesmos ideais?
    No fundo, isto são tudo balelas da “estação tonta” para andarmos entretidos com coisas fúteis e esquecermos dos temas que realmente importam.

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