«O Acordo Ortográfico de 1990, em que abundam aberrações de todo o tipo, é mais um dos “monstros” gerados pela governação de Cavaco Silva (o mais famoso dos quais é o da dívida pública). E aqui vão, tão-só, dois exemplos.
O primeiro é o da eliminação arbitrária do uso do hífen. Que me pôs a suspeitar da razão pela qual a expressão “cor-de-rosa” tem hífen e a expressão “cor de laranja” não tem! Terá sido uma profecia política que só agora se consumou, com o traço de união entre o partido cor-de-rosa (PS) e a maioria parlamentar de esquerda que aguenta o governo?! E o partido cor de laranja (PPD-PSD) terá ficado sem hífen porque ameaça desmoronar-se?!
O segundo é o da supressão arbitrária do acento agudo, a provocar situações hilariantes. Veja-se o caso da expressão popular “Alto e pára o baile” (isto é, “stop”). Escrita com acento agudo antes do AO90, passou a escrever-se sem acento agudo – “Alto e para o baile” (isto é, “go”) – na grafia do AO90.»
Alfredo Barroso, no i

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consul torio/perguntas/acerca-de-cor-de-rosa-e-c or-de-laranja/29892
Suponho não estar completamente errado ao me parecer que Alfredo Barroso sofre de penosíssimos problemas de índole psicológica e fisiológica, relacionados com a figura de Cavaco Silva, sendo que, em resultado disso, Alfredo Barroso (que, suponho também me não enganar completamente, será em apreciável medida quem, é em termos de opinião publicada – e mais coisas -, por via familiar e de regime, duas realidades que se tendem a confundir nas últimas décadas, com a primeira a achar-se, repetidamente, dotada de superiores privilégios sobre o segundo), necessita regularmente de se aliviar de manifestações especialmente desagradáveis desses males que o afligem. Será, imagino, uma questão de terapia.
De modo que sob a capa de um serviço à boa causa do combate ao AO90, instrumentaliza essa nobre luta, serve-se dela (ela que bem merece a dignidade de um valor muito superior à querela política), para verter alguns fluxos especialmente fétidos sobre Cavaco Silva e a sua – de Cavaco – cor política.
Permita-se-me assim adicionar alguns pontos apenas às ideias expressas por Barroso (António). Por uma mera questão de completude do cenário por ele esboçado:
– depois de Cavaco a coisa continuou, ninguém lhe pôs termo e com Sócrates a profissão de fé no AO90 foi reiterada. Essa e a dívida. Que chegou onde se sabe e que, como se sabe também, “não era para pagar”;
– com P. Coelho e quanto ao AO90, nada mudou. A dívida subiu. Fatalmente, quando se pede emprestada uma fortuna, ainda que para “aguentar o barco”, arrumar a casa e começar a pagar dívidas, a dívida global necessariamente sobe. Idealmente numa fase inicial, apenas. Mas por cá não, porque;
– entra a seguir Costa (com quem só partilho o apelido), delfim de Sócrates e, quanto ao AO90, o pouco que dele diz é que por ele não lhe mexe. E quanto à dívida, é o que se sabe. É de crer até que afinal a dívida nem é coisa assim tão má como a pinta A. Barroso, a acreditar na sua gente…
Costa
Sócrates e o PS é que fizeram a lei, mas a culpa é de Cavaco. Lógica anquilosada desse palerma faccioso. Nem o sobrinho consegue ser tão idiota no seu partidarismo. E lembremos também que todos os jornalistas fizeram boicote à mudança proposta anos antes por Cavaco mas não fizeram nada contra as muito mais absurdas normas impostas à má-fila pelos socialistas com o a aceitação bovina de todo o parlamento. Por que será? Isto só lá vai com um terramoto e esperar que a maioria dos soterrados seja de esquerda (do Benfica, pelo menos, já sabemos que vão ser). Tirando isso estamos condenados às falácias desta cambada de tropicalistas laicos e pró-muçulmanos.
Ora: o Acordo Ortográfico, aqui, não passa de um argumento para verter mais algum fel contra Cavaco Silva (carinhosamente chamado nas reuniões familiares do clã Barroso-Soares de “o gajo”).
E a cor de cinza ?
E a de burro a fugir ?