«Mário Soares foi o credor da democracia. Quando houve o golpe militar [de 1974], tecnicamente, houve um golpe de Estado, porque é assim que se chama um aparelho que sustenta um governo e o deixa. Depois é que vem a modificação do regime. E apareceram duas correntes que também dividiram a Europa – porque havia um projecto de chegar do Atlântico aos Urais e um projecto de chegar desde Berlim até ao Atlântico. Ganhou o primeiro projecto. Mas dentro do País as duas correntes também se bateram. E quem é que impediu que perdesse a corrente da democratização? Foi o Mário Soares, com a inteira concordância do general Eanes. E essa vitória não é devidamente valorizada na herança dele. Foi uma luta enorme.»
Adriano Moreira, esta noite, na TVI24

Nunca deixou de cobrar o que achava que se lhe devia – a ele e família. Nunca deu troco dos sobejos. E a cobrança foi sendo feita com regularidade de AT.