«A mão estendida de Dilma a Lula seria o reconhecimento de que ela não pode nem negar-se a abraço de afogados. Dele, confirma-se o egocêntrico, que não se importa de arrastar o partido para a sua desgraça. Puxado à pressa a ministro, Lula passaria a privilegiado e só pode ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal. Vindo isto na sequência imediata de uma investigação judicial que indicia Lula ligado à corrupção (Operação Lava-Jato), o cargo ministerial e o privilégio inerente demonstrariam uma certeza: Dilma, Lula e PT estão-se marimbando para o parecer. É um comportamento que em certas circunstâncias até é nobre – quem nada deve à opinião pública pode ignorá-la se ela está errada. Em política, que deve ouvir a opinião pública, marimbar-se para ela é sempre uma de duas coisas: ou é prepotência ou é suicídio. Como democratas nunca se safam.»
Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias

” Em política, que deve ouvir a opinião pública, marimbar-se para ela é sempre uma de duas coisas: ou é prepotência ou é suicídio. Como democratas nunca se safam.”
Ou, não.
As duas coisas: prepotência e suicídio.
” Como democratas…”
Que expressão mais ambígua!…
Ena, que valente, Um anónimo a acusar quem assina de ser “ambíguo”.
Mais uma vez: não sou anónimo – sou o João de Brito.
Para evitar a repetição deste equívoco, vou procurar não me esquecer de assinar sempre os comentários.
Prometo!
Ah, é você. Assinar comentários – ainda que com pseudónimo blogosférico, facilmente identificável – tem uma dupla vantagem: permite a quem está deste lado situar o interlocutor e dissociar quem o emite da massa anónima que pulula por aí a opinar não importa o quê sobre tudo e um par de botas. A nossa individualidade – isto é, a nossa identidade – começa no momento em que subscrevemos seja o que for com o nosso próprio nome.