Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Recentemente, a decisão dos médicos belgas que aprovaram o suicídio assistido de uma rapariga de 24 anos que sofria de depressão – e estava há três anos em tratamento psiquiátrico sem sentir melhoras – é uma situação bastante perturbadora. Os números de pedidos de eutanásia de jovens têm crescido brutalmente e, na Holanda, uma criança de 11 anos pode aceder ao suicídio assistido. A morte, diz o povo, é o único problema para o qual não há remédio. Torná-la uma solução de problemas é perturbador e eticamente assustador. Não consigo defender a eutanásia.»

Ana Sá Lopes, no i

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Demasiada teoria e demasiada moral. A questão é única e pessoal. Cabe a cada uma das pessoas que para si defende esta ‘solução’, e que encontra alguém disposto a ‘ajudar’.
    Quem sou eu para obrigar alguém a aguentar anos de sofrimento? Porquê contrariar uma forte vontade de terminar com algo que não está bem e para o qual não há outra resposta? Que direito tenho eu de forçar uma situação assim quando não sou eu a vivê-la ou conhecê-la?
    Posso não concordar ou apoiar, mas impedir? Nunca.

  2. A Ana Sá Lopes trata a depressão como se esta não fosse um problema de saúde grave e que causa muito sofrimento a quem a tem. Que conhecimento tem a ASL da depressão, como problema médico, para a desprezar desta forma como causa justificativa do suicídio?

    Eu tenho um filho que, com menos de 11 anos de idade, teve um cancro. Não chegou (até agora!) a enfrentar a morte nem grande sofrimento, mas penso que, como qualquer pessoa que padece de grande sofrimento, ele deveria ter direito a suicidar-se. Ou será que as crianças devem ser obrigadas a sofrer mas os adultos não?

    Conclusão: a Ana Sá Lopes é burra, tal como aliás os seus comentários políticos à sexta-feira à tarde na Antena 1 semanalmente demonstram.

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