NOCTURNO PARA VARSÓVIA Gostava de te convidar para minha casa, como aos amigos nos velhos tempos. Abria uma garrafa de vinho e contava-te de quando era pequeno e tu contavas-me como te corre o emprego, o amor. Vemo-nos todos os dias e falamos tão pouco. Estendo-te a mão e às vezes dás-me uma moeda, mas falamos tão pouco. Gostava de te convidar para minha casa mas não tenho casa, vai ter de ficar para a próxima.
Filipa Leal
Patrícia Reis,
