Se há coisa que a esquerda à esquerda do PS identificou mais depressa e veementemente foi precisamente o fundo dos problemas. E foi por isso que se opôs às soluções da troika/PaF.
O Soromenho tem toda a razão: nada sobre a Europa, nem sobre Portugal, apenas despesas e mais despesas, essencialmente a favor do funcionalismo público, incluindo os que auferem salários elevados, muito acima dos desgraçados que labutam no sector privado que irão pagar mais impostos. Nunca pensei ver o PC, o BE e o PS todos irmanados em defesa de quem ganha mais, como acontece com a reposição dos salários e das pensões de valor mais elevado, assim como o que defendem acerca das taxas moderadoras. Parece que estão todos doidos!
«O PR não deve bloquear o caminho de António Costa, para não acentuar a instabilidade e o alarme que diz querer evitar no País.” E para não correr o risco de afundar os partidos da atual Coligação (a Coligação, feita para governar, mantém-se na oposição?), a favor da Esquerda, em eleições antecipadas imediatas. Assim como o PS corre um sério risco de quase desaparecer, se as coisas lhe correrem mal no governo que se adivinha. Mas este Costa surpreende. Na jogada de mestre, que muito provavelmente o levará ao comando do barco da governação, ele providenciou uma boia de salvação para o caso de um possível naufrágio – Francisco Assis. Dessa forma, perder-se-ia o comandante, mas salvar-se-ia o barco. Até nisto, o Costa é inovador – as boias salvam os barcos… De mestre! Nota: Qualquer semelhança com o caso do Costa Concordia é pura coincidência.
A politica europeia por um perigoso esquerdista que até veio dar uma ajudinha á campanha Paf.
“A União Europeia precisa de mais flexibilidade para respeitar quem está dentro e quem está fora da zona euro; quem deseja mais integração económica e política e quem, como o Reino Unido, nunca terá esse objetivo. Por isso, temos de ser honestos: o compromisso face ao tratado que defende uma União cada vez mais profunda não deve continuar a aplicar-se à Grã-Bretanha. Não acreditamos nessa visão, não a subscrevemos e temos uma visão diferente da Europa.”
Enquanto as pseudo elites de Portugal continuarem a enganar a população com o maná da Europa e a enterrarem a Nação no sonho alemão, Portugal está condenado á miséria.
Certamente serão políticas melhores que as da coligação, durante os últimos quatro anos. Se houve governo que nada fez foi o PSD/CDS, empobreceu os portugueses que trabalham, expropriou reformados e aposentados, vendeu tudo que dava lucro, obedeceu aos grandes grupos económicos, pondo-os acima dos seus cidadãos, não pagou nada da dívida e como se não bastasse, ainda iludem e enganam um povo que nunca se preocuparam em politizar. A política europeia está lá, no programa, programa que mostraram, já o da coligação nem vê-lo, além de que eles já o disseram vezes sem conta que cumprirão os compromissos europeus, mas primeiro que a Europa estão os portugueses que são gente e não números.
“Certamente serão políticas melhores que as da coligação” Quer-me emprestar a sua bola de cristal? Dava-me jeito ganhar o Euromilhões…
Não devemos confundir “desejos” com “certezas”.
Eu desejo a maior sorte ao António Costa e que ele mostra à saciedade que a campanha que armaram contra ele não o demoveu de se revelar um bom Primeiro-Ministro.
Mas os interesses dos grupos ligados ao PS continuam a ter muita força e, no passado recente, as políticas seguidas pelo Governo do Sócrates não foram substancialmente diferentes das de Passos Coelho – ou seja, não há garantias de nada!
Até no que parecem ser pequenas coisas, faz doer a alma: “A esquerda deve decretar o fim dos exames de primeiro ciclo e a avaliação dos professores já a dia 27 de Novembro.”
Mas, compreendo, quanto menor for a exigência, maior a ignorância e, aí, é onde, a tal esquerda, vai buscar uma grande maioria de votos… já deve faltar pouco, para ser preciso ainda menos… aos 6 anos, entram na JS e pronto… vão treinando… fazer cruzinhas em quadradinhos e, passados 18 anos, fazem, finalmente, Um Exame… só para confirmarem que… também aprenderem a letra P e a letra S.
Ainda hoje, num blogue da escola do meu garoto, com notícias da Biblioteca, tive de comentar porque, o título do Poste começava com Á… em vez de À… portanto, nada de avaliar os professores porque isto de á à ou há… tanto faz e, se não ensinarem nada, francamente, nem sei para que serve a escola. Se for para estupidificar, mais valia não ser obrigatória, deixarem-se de fingimentos e transformar aquilo no que muitos pais querem… armazéns de filhos, com muita Educação Física e, principalmente que não lhes cansem muito o cérebro…
Quanto a Testes, já há uma nova modalidade para não haver muitas negativas, alguns professores, antes do teste começar, gastam meia hora a rever a matéria das perguntas do Teste… ou seja, só falta as respostas virem impressas. Se, estas pequenas coisas não mostram a diferença entre as prioridades dos Partidos… não sei, realmente, onde iremos parar.
isa: Nós não temos exames no 1.º ciclo desde 1974 mas isso não nos impediu de progredirmos no TIMSS e no PIRLS, os únicos testes comparativos entre os países da OCDE. É pena que não existissem antes de 1974 para se saber como estávamos nessa altura. Mas nessa altura tínhamos uma coisa bem conhecida dos mais velhos de hoje: uma altíssima taxa de analfabetismo e a escolaridade obrigatória até à 4.ª classe (só a partir de 1964). Portanto, éramos doutores com a 4.ª classe. A esmagadora maioria dos países da UE não tem hoje exames no 1.º ciclo. E a Finlândia, país apontado como exemplo em matéria educativa, não tem chumbos em todo o ensino secundário: há outras formas de instruir e educar (de formar) sem excluir.
As coisas que acontecem na Finlândia não se conseguem transpor para Portugal, resultado de grandes diferenças, na mentalidade dos povos. Temos por exemplo, a corrupção, que tem mais dificuldade em se instalar nos países nórdicos do que naqueles que até, os “pequenos” lhe dão o nome de “favorzinhos”. Há países que, até, para saber aplicar, o simples Bom Senso, precisam de leis impostas. Adoro esse “tapar o sol com a peneira” comparando o incomparável. Especialmente esse, olhar para o passado para justificar o presente… isso, para mim, encaixa melhor num fadinho à portuguesa. O Mundo não se compadece com desculpas, já entrámos na Era em que um nanossegundo é uma eternidade. Sei que só tem havido, exame de Português e Matemática, foi isso que fez o meu garoto e, não traumatiza miúdos. Os exames, servem para medir, pelo menos, as capacidades de quem anda a ensinar. Aliás, é normal a avaliação de qualquer trabalhador, o tempo de entrar num emprego e, parar de aprender mais alguma coisa, já passou mas, há muitos que gostam de pensar que, basta encontrar a “bananeira” certa e, por lá, ficarem encostados e, nem falar, em avaliações permanentes… uma coisa muito cansativa e que não garante nada vitaliciamente… eu chamo-lhe “preguicite aguda” Os miúdos acabam a escola, sem muito esforço, nem muitos constrangimentos (daqui a pouco até devem querer, acabar com os exames do 11º, para quê? se não vão continuar os estudos) mas, no fim, quando chegam à idade adulta, entram no mundo real e, em vez de conseguir enfrentar desafios, estão, prontinhos, aí sim, para apanhar uma depressão nervosa. Afinal, o mundo é um lugar muito competitivo e sem “almofadinhas”. E quanto a falar na idade… essa é outra teoria engraçada, todas as idades, podem ter desafios, na mesma proporção, ninguém lhes vai pedir que expliquem a Teoria da Relatividade ou o que é a mecânica quântica.
Já me estava a esquecer dessa do “há outras formas de instruir e educar (de formar) sem excluir” Portanto, o país passa a descer a exigência para “ninguém se sentir excluído”, ora, mais umas gerações e, em vez, de cada vez, ficarmos mais competitivos e puxar pelos melhores, para poderem ajudar o País a ser reconhecido… vamos ficar muito felizes por não ter excluído ninguém e, todos conseguirem, igualmente, saber comer a sopa com colher. Não percebem que estão, precisamente, a excluir, os que poderiam fazer mais e melhor.
“Mas, compreendo, quanto menor for a exigência, maior a ignorância e, aí, é onde, a tal esquerda, vai buscar uma grande maioria de votos…” O que têm de comum Miguel Relvas e José Sócrates? Certamente, não serão a pertença a uma mesma família política – pelo que, meter tudo no “saco” da Esquerda é abusivo.
“Ainda hoje, num blogue da escola do meu garoto, com notícias da Biblioteca, tive de comentar porque, o título do Poste começava com Á… em vez de À… portanto, nada de avaliar os professores porque isto de á à ou há… tanto faz e, se não ensinarem nada, francamente, nem sei para que serve a escola.” Pode sempre começar a ler o Diário da República. Desde que foi instituído o Acordo Ortográfico que é uma salsada – como este blogue já mostrou diversas vezes. Nem os doutos senhores ao mais alto nível da Nação estão imunes a erros!
“As coisas que acontecem na Finlândia não se conseguem transpor para Portugal, resultado de grandes diferenças, na mentalidade dos povos.” Mas temos escândalos por essa Europa fora de políticos que são como os nossos Relvas e Sócrates. A natureza humana é tramada!
“Especialmente esse, olhar para o passado para justificar o presente… isso, para mim, encaixa melhor num fadinho à portuguesa.” Claro que é mais fácil ignorar o passado e exigir tudo ao nível do que de melhor se faz “lá fora”. Mas estamos na situação actual devido a um ponto de partida – o passado – e o caminho que foi percorrido até hoje. E, se colocarmos de parte o acordo de Bolonha, os nossos resultados rivalizavam com os melhores do mundo à saída da Universidade.
“Sei que só tem havido, exame de Português e Matemática, foi isso que fez o meu garoto e, não traumatiza miúdos.” Pode ser que, nos casos que conhece, ninguém tenha ficado traumatizado. Pelos meus lados, há miúdos que andam em explicações fora do estabelecimento de ensino para se prepararem para o fatídico dia dos exames nacionais do 4º ano, dia esse que ensombra os outros.
“Os exames [do 4º ano], servem para medir, pelo menos, as capacidades de quem anda a ensinar.” É com patacoadas destas que começo a não levar a isa a sério. Então os exames servem para avaliar os professores através dos resultados dos alunos? Um professor terá que ser louvado pelos bons resultados de um aluno bom (mesmo que esse aluno aprenda fora da escola, em explicações e afins)? Ou um professor deverá ser prejudicado pelos maus resultados de um mau aluno (mesmo que o apoie nas aulas e lhe dedique aulas de recuperação)?
A deriva para o absurdo que se segue é mesmo isso: absurda. Devemos aprender com os restantes países e adoptar o que se pode aplicar em Portugal. Devemos continuar no caminho da exigência e da excelência que os TIMSS e PIRLS atestam. E devemos, acima de tudo, proporcionar um ambiente profícuo para que os melhores consigam ser excelentes e os fracos consigam superar as suas limitações.
Numa sociedade, onde não se cultiva o mérito, se exige pouco e, faltam os bons exemplos “vindos de cima”, temos um outro tipo de sociedade. Será escusado mencionar, este ou aquele, serão apenas produtos do próprio sistema e, esses, são os que melhor sabem usá-lo, em proveito pessoal e, estão em Todo o Lado, o povo até lhes chama “chico-espertos”.
Se culpo a esquerda, será porque, mesmo que haja outro Partido que queira introduzir algum rigor ou alterar alguma coisa, como se viu com Crato que até aumentou o tempo para a Matemática e o Português (vieram logo, os do costume, gritar que estavam a tirar postos de trabalho aos professores mas, do resto não interessava falar, a “gritaria” foi por tirarem disciplinas “da treta” (onde eu sei que não se fazia nada, porque tenho a experiência do meu miúdo) a troca foi para melhor e, assim, aproveitar o tempo naquilo que lhes fazia mais falta. De onde vêm, todas as outras desculpas de que já falei?
Os alunos não têm que ter explicações, têm que ter bons professores e, ainda há bons professores mas, esta ideia de uniformizar tudo, nem se acaba por dar valor aos que são realmente bons a ensinar (é um trabalho esgotante, se for bem feito) mas… se, acabam por se esforçar para nada (e até sabem, quais são os colegas incompetentes), recebem o mesmo e, nem há grande maneira de separar o trigo do joio… muitos acabam por ir embora porque, quem é competente, bom naquilo que faz, acaba por ter outras oportunidades e, o ensino vai ficando mais pobre. Claro que depois, quem tiver dinheiro, pode escolher e pôr os filhos no privado.
Nem percebo essa das aulas de apoio. Na escola do meu miúdo, foi com Crato que os alunos, com dificuldades, passaram a ter um número maior de aulas de apoio, aulas extra e, até quem não precisa, pode lá ir tirar dúvidas. O melhor, será ver quem estará nas Direções das escolas onde isso não aconteceu… Se calhar, alguns, dos tais, que pertencem aos que gostam de uniformizar… ou, então, são tão bons a gerir que preferem aumentar o número de campeonatos de futebol.
Se alguém apoia um Partido e, não concorda, em se exigir pouco (ou com aqueles que criaram o sistema em que os professores, antes de entrar no ensino, conseguiam inflacionar as suas próprias notas, mesmo que não estivessem preparados para ensinar), provavelmente, o erro não será meu, se calhar, andam a apoiar o Partido errado. Por acaso, não viu aquelas tristes cenas de professores, não quererem ser avaliados e, como “crianças”, fazerem barulho para incomodar os que estavam a fazê-lo? Só aí, se vê, o exemplo que dão aos mais novos. Francamente, só ouvi queixas, vindas de um setor muito específico, no entanto, vi melhorias em proveito dos alunos. Aliás, quando os professores pensam 1º neles e, prejudicam os alunos… dá que pensar. Os miúdos podem ficar nervosos a fazer exames mas, esperar fazer exame e haver greve de professores… aí, já não interessa.
Podia dar muitos exemplos e, provavelmente, até teriam havido mais se, não tivessem havido tantos travões e, francamente, quando se teve um Ministro como Crato que, nem precisava vir chatear-se com tantos ignorantes e mal agradecidos, realmente, a cegueira já é tanta que, basta os do costume, fazerem o “teatro” habitual, para abafar quem tente fazer algo melhor, com o pouco que o país tem. Antes dele, lembro-me de muitas coisas… grandes negócios de remodelações de escolas…
Já agora, pelo que tenho visto (o meu está no 9ºano, para além da experiência da filha que tem agora 30 e a minha, apesar de ter sido há uns anos, também passei pelo ensino, por isso, bastaram 5 anos, para saber avaliar como é um trabalho difícil) mas, um professor não apanha com todos os alunos difíceis, eles estão distribuídos nas turmas, portanto, à partida, não seriam prejudicados na avaliação. Claro que há a exceção de algumas escolas, em determinadas zonas mais problemáticas, aí, teria de haver algum tipo de acerto mas, lá está, as regras gerais, não podem ficar reféns das exceções.
E quanto a não me levar a sério… nisso, não posso fazer nada, a única coisa que lhe posso garantir, é que falo francamente, sem amarras a nenhum Partido, Grupo ou Associação… baseada na realidade que conheço ou vejo e, sem qualquer tipo de “filtro” e, em tudo… há demasiados…
Vou ser curto e grosso:
1- A isa passou para uma deriva do que se estava a discutir, misturando tudo.
2- A avaliação dos miúdos/adolescentes/jovens tem o fim último de seriar e criar uma lista ordenada dos melhores resultados para os piores, sendo que os primeiros têm todas as oportunidades de acederem à educação de Ensino Superior nos estabelecimentos de ensino que desejarem, enquanto os outros ficam extremamente limitados. Pelo meio, a avaliação permite verificar se estão cumpridos patamares mínimos para se passar a uma próxima etapa (passar de ano, passar de ciclo, etc.) Existem alternativas a este método seguidas em vários países desenvolvidos.
3- Dada a importância dessa seriação, cada vez mais cedo se recorrem a explicações e centros de estudo. Os pais consideram isso um investimento na educação dos seus filhos, independentemente da qualidade dos professores.
4- O ministro Crato, antes de o ser, tinha ideias e ideais muito bonitos e era apoiado pela maioria dos seus pares. Chegado a ministro, mandou tudo isso às malvas e seguiu políticas contrárias ao que defendia. É por isso que foi um mau ministro da educação (e não pela eliminação das AECS ou pelo incremento horário das disciplinas de Português e Matemática).
5- Não a posso levar a sério quando (re)inventa argumentos mais que falsos. Especialmente quando diz que não tem orientação política, mas as suas intervenções tendem todas a ser de uma posição à Direita e longe do centro.
Um pouquinho mais de sofisticação e de argumentos baseados no conhecimento do assunto, não no senso comum, talvez fosse conveniente. Mas quando se fala de alhos e se recebe respostas em bugalhos… que mais esperar de quem o faz. Leia a extensa entrevista do Presidente do Conselho Nacional de Educação – David Justino – ao Jornal de Letras e também os últimos e importantes documentos produzidos pelo CNE. Talvez a ajudem a vencer esse nevoeiro que por aí paira. Há pouco tempo, a grande figura do pensamento europeu (e mundial) no campo da cultura, Umberto Eco, deu uma entrevista que veio reproduzida na imprensa portuguesa. Mostrou-se muito crítico sobre o acesso à palavra da internet a toda a gente, que, a partir de lugares-comuns, ganha o mesmo estatuto comunicacional de um prémio Nobel, por exemplo. Se tiver interesse, para saber em que medida a critica se aplica a si, e ao seu pensamento naif baseado no mais puro senso comum, veja aqui: http://pplware.sapo.pt/informacao/as-redes-sociais-deram-voz-aos-imbecis-afirma-umberto-eco/
Mesmo que não fosse para responder ao seu comentário, eu tinha que voltar aqui. Hoje em dia, ao falar de qualquer tipo de problema do país, haverá 99,9% de probabilidades, de se ser mal interpretado e porquê? Porque já não se consegue chegar à raiz dos problemas. Como explicar isto?
Deu-se o 25 de Abril e entregaram-nos uma “Bela Planta” para cuidar, claro que, tal e qual, como uma daquelas com clorofila, não se sabe o que pode acontecer mas, pelo menos, na loja, avisam-nos que não se pode, regar demais, parece uma regra muito simples mas, comprovadamente, é a mais provável causa de morte, será uma pequenina regra que já deve ter salvado muitas plantas.
Pois bem, a regra fundamental com a nossa “Planta”, pós 25 de Abril, seria que tudo fosse feito a Bem do País. O que, hoje, estamos a sentir , foi que os diversos governos “meteram água” e de que maneira… Fosse por ideologia, interesses Partidários ou pessoais, ignorância… as razões podem ser muitas mas, no fundo, violaram, vezes sem conta uma regra muito simples. Esqueceram-na porque se dedicaram, às suas “guerrinhas de poder” e do quem consegue mandar mais. Aqui, quando uns fazem e outros desfazem, de certeza que não estão a cumprir a regra fundamental e, não pense que haverá algum, isento de culpas, a regra foi violada por todos porque, mesmo não podendo fazer e desfazer, diretamente, podiam fazer “travagens” que, acabaram também, por custar dinheiro aos contribuintes. Por exemplo, alguns, não quererem privatizar os transportes públicos mas, se andamos anos consecutivos a pagar prejuízos, vejo isso, como mais um instrumento, para ser usado na obtenção desse poder. A possibilidade de paralisar um país, digamos que não é coisa pouca, e uma grande “moeda de troca”. Uns, acabam por pagar quatro vezes, o passe, o outro meio de transporte, o resto dos prejuízos nos impostos e, naturalmente, as novas conquistas dos trabalhadores, pagas por outros trabalhadores que não têm a sorte, de trabalhar onde nunca há risco de falência.
A Democracia é muito interessante porque, cada Partido (mesmo sem abordar a questão das boas ou más intensões), nas suas prioridades, não estará o Bem do País como um Todo mas, apenas vão defendendo os interesses das partes. E, definitivamente, como uma porcelana quebrada, a soma das partes já começa por ser um grande problema, quanto mais, ter o poder de fazer, desfazer ou travar que, na teoria é muito democrático mas, tem custos e, um dos maiores problemas que agora enfrentamos, a falta de dinheiro.
As irresponsabilidades pagam-se sempre e, não será apenas com dinheiro, infelizmente, em qualquer situação, quando pedimos emprestado, acabamos por estar a entregar a nossa liberdade ao credor. Hoje, todos falam da Constituição e de legalidades, no entanto, a Constituição não prevê nem tem, soluções para as irresponsabilidades, nem sequer, prevê uma mudança nas premissas (como aquela de mudar para uma moeda única), tudo muda e, nem que tivesse sido feita por astrólogos ou bruxos, poderiam ter adivinhado o “buraco” onde nos meteram. Quanto a legalidade, também olhamos para muitas leis que, pelas razões mais diversas, acabaram por sobreviver, sempre “de mão dada” com muitas imoralidades à mistura, portanto, com tantas camadas e tantos retalhos, ao discutir problemas, acabamos por estar condicionados, a falar de soluções que não passam de, acrescentar ou retirar mais um “retalho” e, apesar de todos serem culpados, como de costume, tentam, sempre, culpar o último e têm sempre Novas soluções que acabam, quase sempre, por nos enterrar mais um bocadinho. Só que, alguns, começam a ver que, a tal Planta que nos foi dada no 25 de Abril, cada vez se parece mais com um Frankenstein.
Neste momento, só estamos à espera, de saber quem, colocará os próximos “retalhos” e, a única novidade é terem-se oferecido 4 para o serviço, em vez de 1 ou 2. Pôr e tirar, tirar e pôr, não é nada de especial e que não tivesse sido feito centenas de vezes, só que, agora, para continuar, temos que ter o aval, daqueles a quem entregaram o poder, através da via financeira e, aqui, temos de pensar se, o Todo, quer acabar com a “torneira fechada” e, como se está a ver na Grécia, as teorias são todas muito bonitas mas, o garrote ainda pode acabar, por ficar mais… apertadinho.
Não acha intrigante que, das duas vezes que a interpelei, e em que a remeti para instrumentos de avaliação das nossas competências educativas, as duas vezes derivou para conversa da treta em que fala de tudo e de mais de um par de botas? Por isso as suas apreciações se ficam peo senso comum. Pudera.
Aprende-se na guerra de guerrilha. Numa emboscada envolve-se o atacante, um golpe requer um contra golpe e a uma cobardia responde-se com retaliação. Partindo de traidores á Pátria é também preciso que sejam humilhados na praça pública até ao vómito letal.
Se há coisa que a esquerda à esquerda do PS identificou mais depressa e veementemente foi precisamente o fundo dos problemas. E foi por isso que se opôs às soluções da troika/PaF.
Sim a aritmética é um grande problema para a Esquerda imoral.
Já acho patético tanta dor de corno.A demovracia por cé tem muitos charlies mas poucos praticantes.
Saudades da reforma garantida quando o ponto era picado pelo primeiro a chegar ao Instituto?
Porque é que dá mais direito à Política para mentir que uma Empresa sobre um produto?
O Soromenho tem toda a razão: nada sobre a Europa, nem sobre Portugal, apenas despesas e mais despesas, essencialmente a favor do funcionalismo público, incluindo os que auferem salários elevados, muito acima dos desgraçados que labutam no sector privado que irão pagar mais impostos.
Nunca pensei ver o PC, o BE e o PS todos irmanados em defesa de quem ganha mais, como acontece com a reposição dos salários e das pensões de valor mais elevado, assim como o que defendem acerca das taxas moderadoras.
Parece que estão todos doidos!
«O PR não deve bloquear o caminho de António Costa, para não acentuar a instabilidade e o alarme que diz querer evitar no País.”
E para não correr o risco de afundar os partidos da atual Coligação (a Coligação, feita para governar, mantém-se na oposição?), a favor da Esquerda, em eleições antecipadas imediatas.
Assim como o PS corre um sério risco de quase desaparecer, se as coisas lhe correrem mal no governo que se adivinha.
Mas este Costa surpreende. Na jogada de mestre, que muito provavelmente o levará ao comando do barco da governação, ele providenciou uma boia de salvação para o caso de um possível naufrágio – Francisco Assis.
Dessa forma, perder-se-ia o comandante, mas salvar-se-ia o barco.
Até nisto, o Costa é inovador – as boias salvam os barcos…
De mestre!
Nota: Qualquer semelhança com o caso do Costa Concordia é pura coincidência.
A politica europeia por um perigoso esquerdista que até veio dar uma ajudinha á campanha Paf.
“A União Europeia precisa de mais flexibilidade para respeitar quem está dentro e quem está fora da zona euro; quem deseja mais integração económica e política e quem, como o Reino Unido, nunca terá esse objetivo. Por isso, temos de ser honestos: o compromisso face ao tratado que defende uma União cada vez mais profunda não deve continuar a aplicar-se à Grã-Bretanha. Não acreditamos nessa visão, não a subscrevemos e temos uma visão diferente da Europa.”
http://pt.euronews.com/2015/11/10/camero n-avanca-exigencias-para-manutencao-do-r eino-unido-na-ue/
Enquanto as pseudo elites de Portugal continuarem a enganar a população com o maná da Europa e a enterrarem a Nação no sonho alemão, Portugal está condenado á miséria.
A melhor solução é a que conduza a novas eleições com a maior brevidade que for possível. Se fosse PR seria esse o critério maior da minha decisão.
Certamente serão políticas melhores que as da coligação, durante os últimos quatro anos. Se houve governo que nada fez foi o PSD/CDS, empobreceu os portugueses que trabalham, expropriou reformados e aposentados, vendeu tudo que dava lucro, obedeceu aos grandes grupos económicos, pondo-os acima dos seus cidadãos, não pagou nada da dívida e como se não bastasse, ainda iludem e enganam um povo que nunca se preocuparam em politizar. A política europeia está lá, no programa, programa que mostraram, já o da coligação nem vê-lo, além de que eles já o disseram vezes sem conta que cumprirão os compromissos europeus, mas primeiro que a Europa estão os portugueses que são gente e não números.
“Certamente serão políticas melhores que as da coligação”
Quer-me emprestar a sua bola de cristal? Dava-me jeito ganhar o Euromilhões…
Não devemos confundir “desejos” com “certezas”.
Eu desejo a maior sorte ao António Costa e que ele mostra à saciedade que a campanha que armaram contra ele não o demoveu de se revelar um bom Primeiro-Ministro.
Mas os interesses dos grupos ligados ao PS continuam a ter muita força e, no passado recente, as políticas seguidas pelo Governo do Sócrates não foram substancialmente diferentes das de Passos Coelho – ou seja, não há garantias de nada!
Até no que parecem ser pequenas coisas, faz doer a alma:
“A esquerda deve decretar o fim dos exames de primeiro ciclo e a avaliação dos professores já a dia 27 de Novembro.”
Mas, compreendo, quanto menor for a exigência, maior a ignorância e, aí, é onde, a tal esquerda, vai buscar uma grande maioria de votos… já deve faltar pouco, para ser preciso ainda menos… aos 6 anos, entram na JS e pronto… vão treinando… fazer cruzinhas em quadradinhos e, passados 18 anos, fazem, finalmente, Um Exame… só para confirmarem que… também aprenderem a letra P e a letra S.
Ainda hoje, num blogue da escola do meu garoto, com notícias da Biblioteca, tive de comentar porque, o título do Poste começava com Á… em vez de À… portanto, nada de avaliar os professores porque isto de á à ou há… tanto faz e, se não ensinarem nada, francamente, nem sei para que serve a escola. Se for para estupidificar, mais valia não ser obrigatória, deixarem-se de fingimentos e transformar aquilo no que muitos pais querem… armazéns de filhos, com muita Educação Física e, principalmente que não lhes cansem muito o cérebro…
Quanto a Testes, já há uma nova modalidade para não haver muitas negativas, alguns professores, antes do teste começar, gastam meia hora a rever a matéria das perguntas do Teste… ou seja, só falta as respostas virem impressas.
Se, estas pequenas coisas não mostram a diferença entre as prioridades dos Partidos… não sei, realmente, onde iremos parar.
isa:
Nós não temos exames no 1.º ciclo desde 1974 mas isso não nos impediu de progredirmos no TIMSS e no PIRLS, os únicos testes comparativos entre os países da OCDE.
É pena que não existissem antes de 1974 para se saber como estávamos nessa altura.
Mas nessa altura tínhamos uma coisa bem conhecida dos mais velhos de hoje: uma altíssima taxa de analfabetismo e a escolaridade obrigatória até à 4.ª classe (só a partir de 1964).
Portanto, éramos doutores com a 4.ª classe.
A esmagadora maioria dos países da UE não tem hoje exames no 1.º ciclo.
E a Finlândia, país apontado como exemplo em matéria educativa, não tem chumbos em todo o ensino secundário: há outras formas de instruir e educar (de formar) sem excluir.
As coisas que acontecem na Finlândia não se conseguem transpor para Portugal, resultado de grandes diferenças, na mentalidade dos povos. Temos por exemplo, a corrupção, que tem mais dificuldade em se instalar nos países nórdicos do que naqueles que até, os “pequenos” lhe dão o nome de “favorzinhos”. Há países que, até, para saber aplicar, o simples Bom Senso, precisam de leis impostas.
Adoro esse “tapar o sol com a peneira” comparando o incomparável. Especialmente esse, olhar para o passado para justificar o presente… isso, para mim, encaixa melhor num fadinho à portuguesa. O Mundo não se compadece com desculpas, já entrámos na Era em que um nanossegundo é uma eternidade.
Sei que só tem havido, exame de Português e Matemática, foi isso que fez o meu garoto e, não traumatiza miúdos. Os exames, servem para medir, pelo menos, as capacidades de quem anda a ensinar. Aliás, é normal a avaliação de qualquer trabalhador, o tempo de entrar num emprego e, parar de aprender mais alguma coisa, já passou mas, há muitos que gostam de pensar que, basta encontrar a “bananeira” certa e, por lá, ficarem encostados e, nem falar, em avaliações permanentes… uma coisa muito cansativa e que não garante nada vitaliciamente… eu chamo-lhe “preguicite aguda”
Os miúdos acabam a escola, sem muito esforço, nem muitos constrangimentos (daqui a pouco até devem querer, acabar com os exames do 11º, para quê? se não vão continuar os estudos) mas, no fim, quando chegam à idade adulta, entram no mundo real e, em vez de conseguir enfrentar desafios, estão, prontinhos, aí sim, para apanhar uma depressão nervosa. Afinal, o mundo é um lugar muito competitivo e sem “almofadinhas”. E quanto a falar na idade… essa é outra teoria engraçada, todas as idades, podem ter desafios, na mesma proporção, ninguém lhes vai pedir que expliquem a Teoria da Relatividade ou o que é a mecânica quântica.
Já me estava a esquecer dessa do “há outras formas de instruir e educar (de formar) sem excluir”
Portanto, o país passa a descer a exigência para “ninguém se sentir excluído”, ora, mais umas gerações e, em vez, de cada vez, ficarmos mais competitivos e puxar pelos melhores, para poderem ajudar o País a ser reconhecido… vamos ficar muito felizes por não ter excluído ninguém e, todos conseguirem, igualmente, saber comer a sopa com colher. Não percebem que estão, precisamente, a excluir, os que poderiam fazer mais e melhor.
“Mas, compreendo, quanto menor for a exigência, maior a ignorância e, aí, é onde, a tal esquerda, vai buscar uma grande maioria de votos…”
O que têm de comum Miguel Relvas e José Sócrates? Certamente, não serão a pertença a uma mesma família política – pelo que, meter tudo no “saco” da Esquerda é abusivo.
“Ainda hoje, num blogue da escola do meu garoto, com notícias da Biblioteca, tive de comentar porque, o título do Poste começava com Á… em vez de À… portanto, nada de avaliar os professores porque isto de á à ou há… tanto faz e, se não ensinarem nada, francamente, nem sei para que serve a escola.”
Pode sempre começar a ler o Diário da República. Desde que foi instituído o Acordo Ortográfico que é uma salsada – como este blogue já mostrou diversas vezes. Nem os doutos senhores ao mais alto nível da Nação estão imunes a erros!
“As coisas que acontecem na Finlândia não se conseguem transpor para Portugal, resultado de grandes diferenças, na mentalidade dos povos.”
Mas temos escândalos por essa Europa fora de políticos que são como os nossos Relvas e Sócrates. A natureza humana é tramada!
“Especialmente esse, olhar para o passado para justificar o presente… isso, para mim, encaixa melhor num fadinho à portuguesa.”
Claro que é mais fácil ignorar o passado e exigir tudo ao nível do que de melhor se faz “lá fora”. Mas estamos na situação actual devido a um ponto de partida – o passado – e o caminho que foi percorrido até hoje. E, se colocarmos de parte o acordo de Bolonha, os nossos resultados rivalizavam com os melhores do mundo à saída da Universidade.
“Sei que só tem havido, exame de Português e Matemática, foi isso que fez o meu garoto e, não traumatiza miúdos.”
Pode ser que, nos casos que conhece, ninguém tenha ficado traumatizado. Pelos meus lados, há miúdos que andam em explicações fora do estabelecimento de ensino para se prepararem para o fatídico dia dos exames nacionais do 4º ano, dia esse que ensombra os outros.
“Os exames [do 4º ano], servem para medir, pelo menos, as capacidades de quem anda a ensinar.”
É com patacoadas destas que começo a não levar a isa a sério. Então os exames servem para avaliar os professores através dos resultados dos alunos? Um professor terá que ser louvado pelos bons resultados de um aluno bom (mesmo que esse aluno aprenda fora da escola, em explicações e afins)? Ou um professor deverá ser prejudicado pelos maus resultados de um mau aluno (mesmo que o apoie nas aulas e lhe dedique aulas de recuperação)?
A deriva para o absurdo que se segue é mesmo isso: absurda. Devemos aprender com os restantes países e adoptar o que se pode aplicar em Portugal. Devemos continuar no caminho da exigência e da excelência que os TIMSS e PIRLS atestam. E devemos, acima de tudo, proporcionar um ambiente profícuo para que os melhores consigam ser excelentes e os fracos consigam superar as suas limitações.
Numa sociedade, onde não se cultiva o mérito, se exige pouco e, faltam os bons exemplos “vindos de cima”, temos um outro tipo de sociedade. Será escusado mencionar, este ou aquele, serão apenas produtos do próprio sistema e, esses, são os que melhor sabem usá-lo, em proveito pessoal e, estão em Todo o Lado, o povo até lhes chama “chico-espertos”.
Se culpo a esquerda, será porque, mesmo que haja outro Partido que queira introduzir algum rigor ou alterar alguma coisa, como se viu com Crato que até aumentou o tempo para a Matemática e o Português (vieram logo, os do costume, gritar que estavam a tirar postos de trabalho aos professores mas, do resto não interessava falar, a “gritaria” foi por tirarem disciplinas “da treta” (onde eu sei que não se fazia nada, porque tenho a experiência do meu miúdo) a troca foi para melhor e, assim, aproveitar o tempo naquilo que lhes fazia mais falta.
De onde vêm, todas as outras desculpas de que já falei?
Os alunos não têm que ter explicações, têm que ter bons professores e, ainda há bons professores mas, esta ideia de uniformizar tudo, nem se acaba por dar valor aos que são realmente bons a ensinar (é um trabalho esgotante, se for bem feito) mas… se, acabam por se esforçar para nada (e até sabem, quais são os colegas incompetentes), recebem o mesmo e, nem há grande maneira de separar o trigo do joio… muitos acabam por ir embora porque, quem é competente, bom naquilo que faz, acaba por ter outras oportunidades e, o ensino vai ficando mais pobre.
Claro que depois, quem tiver dinheiro, pode escolher e pôr os filhos no privado.
Nem percebo essa das aulas de apoio. Na escola do meu miúdo, foi com Crato que os alunos, com dificuldades, passaram a ter um número maior de aulas de apoio, aulas extra e, até quem não precisa, pode lá ir tirar dúvidas.
O melhor, será ver quem estará nas Direções das escolas onde isso não aconteceu… Se calhar, alguns, dos tais, que pertencem aos que gostam de uniformizar… ou, então, são tão bons a gerir que preferem aumentar o número de campeonatos de futebol.
Se alguém apoia um Partido e, não concorda, em se exigir pouco (ou com aqueles que criaram o sistema em que os professores, antes de entrar no ensino, conseguiam inflacionar as suas próprias notas, mesmo que não estivessem preparados para ensinar), provavelmente, o erro não será meu, se calhar, andam a apoiar o Partido errado.
Por acaso, não viu aquelas tristes cenas de professores, não quererem ser avaliados e, como “crianças”, fazerem barulho para incomodar os que estavam a fazê-lo? Só aí, se vê, o exemplo que dão aos mais novos.
Francamente, só ouvi queixas, vindas de um setor muito específico, no entanto, vi melhorias em proveito dos alunos. Aliás, quando os professores pensam 1º neles e, prejudicam os alunos… dá que pensar. Os miúdos podem ficar nervosos a fazer exames mas, esperar fazer exame e haver greve de professores… aí, já não interessa.
Podia dar muitos exemplos e, provavelmente, até teriam havido mais se, não tivessem havido tantos travões e, francamente, quando se teve um Ministro como Crato que, nem precisava vir chatear-se com tantos ignorantes e mal agradecidos, realmente, a cegueira já é tanta que, basta os do costume, fazerem o “teatro” habitual, para abafar quem tente fazer algo melhor, com o pouco que o país tem. Antes dele, lembro-me de muitas coisas… grandes negócios de remodelações de escolas…
Já agora, pelo que tenho visto (o meu está no 9ºano, para além da experiência da filha que tem agora 30 e a minha, apesar de ter sido há uns anos, também passei pelo ensino, por isso, bastaram 5 anos, para saber avaliar como é um trabalho difícil) mas, um professor não apanha com todos os alunos difíceis, eles estão distribuídos nas turmas, portanto, à partida, não seriam prejudicados na avaliação. Claro que há a exceção de algumas escolas, em determinadas zonas mais problemáticas, aí, teria de haver algum tipo de acerto mas, lá está, as regras gerais, não podem ficar reféns das exceções.
E quanto a não me levar a sério… nisso, não posso fazer nada, a única coisa que lhe posso garantir, é que falo francamente, sem amarras a nenhum Partido, Grupo ou Associação… baseada na realidade que conheço ou vejo e, sem qualquer tipo de “filtro” e, em tudo… há demasiados…
Vou ser curto e grosso:
1- A isa passou para uma deriva do que se estava a discutir, misturando tudo.
2- A avaliação dos miúdos/adolescentes/jovens tem o fim último de seriar e criar uma lista ordenada dos melhores resultados para os piores, sendo que os primeiros têm todas as oportunidades de acederem à educação de Ensino Superior nos estabelecimentos de ensino que desejarem, enquanto os outros ficam extremamente limitados. Pelo meio, a avaliação permite verificar se estão cumpridos patamares mínimos para se passar a uma próxima etapa (passar de ano, passar de ciclo, etc.) Existem alternativas a este método seguidas em vários países desenvolvidos.
3- Dada a importância dessa seriação, cada vez mais cedo se recorrem a explicações e centros de estudo. Os pais consideram isso um investimento na educação dos seus filhos, independentemente da qualidade dos professores.
4- O ministro Crato, antes de o ser, tinha ideias e ideais muito bonitos e era apoiado pela maioria dos seus pares. Chegado a ministro, mandou tudo isso às malvas e seguiu políticas contrárias ao que defendia. É por isso que foi um mau ministro da educação (e não pela eliminação das AECS ou pelo incremento horário das disciplinas de Português e Matemática).
5- Não a posso levar a sério quando (re)inventa argumentos mais que falsos. Especialmente quando diz que não tem orientação política, mas as suas intervenções tendem todas a ser de uma posição à Direita e longe do centro.
Um pouquinho mais de sofisticação e de argumentos baseados no conhecimento do assunto, não no senso comum, talvez fosse conveniente. es-sociais-deram-voz-aos-imbecis-afirma-u mberto-eco/
Mas quando se fala de alhos e se recebe respostas em bugalhos… que mais esperar de quem o faz.
Leia a extensa entrevista do Presidente do Conselho Nacional de Educação – David Justino – ao Jornal de Letras e também os últimos e importantes documentos produzidos pelo CNE.
Talvez a ajudem a vencer esse nevoeiro que por aí paira.
Há pouco tempo, a grande figura do pensamento europeu (e mundial) no campo da cultura, Umberto Eco, deu uma entrevista que veio reproduzida na imprensa portuguesa.
Mostrou-se muito crítico sobre o acesso à palavra da internet a toda a gente, que, a partir de lugares-comuns, ganha o mesmo estatuto comunicacional de um prémio Nobel, por exemplo.
Se tiver interesse, para saber em que medida a critica se aplica a si, e ao seu pensamento naif baseado no mais puro senso comum, veja aqui:
http://pplware.sapo.pt/informacao/as-red
Mesmo que não fosse para responder ao seu comentário, eu tinha que voltar aqui. Hoje em dia, ao falar de qualquer tipo de problema do país, haverá 99,9% de probabilidades, de se ser mal interpretado e porquê?
Porque já não se consegue chegar à raiz dos problemas. Como explicar isto?
Deu-se o 25 de Abril e entregaram-nos uma “Bela Planta” para cuidar, claro que, tal e qual, como uma daquelas com clorofila, não se sabe o que pode acontecer mas, pelo menos, na loja, avisam-nos que não se pode, regar demais, parece uma regra muito simples mas, comprovadamente, é a mais provável causa de morte, será uma pequenina regra que já deve ter salvado muitas plantas.
Pois bem, a regra fundamental com a nossa “Planta”, pós 25 de Abril, seria que tudo fosse feito a Bem do País. O que, hoje, estamos a sentir , foi que os diversos governos “meteram água” e de que maneira…
Fosse por ideologia, interesses Partidários ou pessoais, ignorância… as razões podem ser muitas mas, no fundo, violaram, vezes sem conta uma regra muito simples. Esqueceram-na porque se dedicaram, às suas “guerrinhas de poder” e do quem consegue mandar mais. Aqui, quando uns fazem e outros desfazem, de certeza que não estão a cumprir a regra fundamental e, não pense que haverá algum, isento de culpas, a regra foi violada por todos porque, mesmo não podendo fazer e desfazer, diretamente, podiam fazer “travagens” que, acabaram também, por custar dinheiro aos contribuintes. Por exemplo, alguns, não quererem privatizar os transportes públicos mas, se andamos anos consecutivos a pagar prejuízos, vejo isso, como mais um instrumento, para ser usado na obtenção desse poder. A possibilidade de paralisar um país, digamos que não é coisa pouca, e uma grande “moeda de troca”.
Uns, acabam por pagar quatro vezes, o passe, o outro meio de transporte, o resto dos prejuízos nos impostos e, naturalmente, as novas conquistas dos trabalhadores, pagas por outros trabalhadores que não têm a sorte, de trabalhar onde nunca há risco de falência.
A Democracia é muito interessante porque, cada Partido (mesmo sem abordar a questão das boas ou más intensões), nas suas prioridades, não estará o Bem do País como um Todo mas, apenas vão defendendo os interesses das partes.
E, definitivamente, como uma porcelana quebrada, a soma das partes já começa por ser um grande problema, quanto mais, ter o poder de fazer, desfazer ou travar que, na teoria é muito democrático mas, tem custos e, um dos maiores problemas que agora enfrentamos, a falta de dinheiro.
As irresponsabilidades pagam-se sempre e, não será apenas com dinheiro, infelizmente, em qualquer situação, quando pedimos emprestado, acabamos por estar a entregar a nossa liberdade ao credor.
Hoje, todos falam da Constituição e de legalidades, no entanto, a Constituição não prevê nem tem, soluções para as irresponsabilidades, nem sequer, prevê uma mudança nas premissas (como aquela de mudar para uma moeda única), tudo muda e, nem que tivesse sido feita por astrólogos ou bruxos, poderiam ter adivinhado o “buraco” onde nos meteram.
Quanto a legalidade, também olhamos para muitas leis que, pelas razões mais diversas, acabaram por sobreviver, sempre “de mão dada” com muitas imoralidades à mistura, portanto, com tantas camadas e tantos retalhos, ao discutir problemas, acabamos por estar condicionados, a falar de soluções que não passam de, acrescentar ou retirar mais um “retalho” e, apesar de todos serem culpados, como de costume, tentam, sempre, culpar o último e têm sempre Novas soluções que acabam, quase sempre, por nos enterrar mais um bocadinho.
Só que, alguns, começam a ver que, a tal Planta que nos foi dada no 25 de Abril, cada vez se parece mais com um Frankenstein.
Neste momento, só estamos à espera, de saber quem, colocará os próximos “retalhos” e, a única novidade é terem-se oferecido 4 para o serviço, em vez de 1 ou 2. Pôr e tirar, tirar e pôr, não é nada de especial e que não tivesse sido feito centenas de vezes, só que, agora, para continuar, temos que ter o aval, daqueles a quem entregaram o poder, através da via financeira e, aqui, temos de pensar se, o Todo, quer acabar com a “torneira fechada” e, como se está a ver na Grécia, as teorias são todas muito bonitas mas, o garrote ainda pode acabar, por ficar mais… apertadinho.
Não acha intrigante que, das duas vezes que a interpelei, e em que a remeti para instrumentos de avaliação das nossas competências educativas, as duas vezes derivou para conversa da treta em que fala de tudo e de mais de um par de botas?
Por isso as suas apreciações se ficam peo senso comum.
Pudera.
Aprende-se na guerra de guerrilha. Numa emboscada envolve-se o atacante, um golpe requer um contra golpe e a uma cobardia responde-se com retaliação. Partindo de traidores á Pátria é também preciso que sejam humilhados na praça pública até ao vómito letal.