Estímulos


escafandro,

Devolver cortes para estimular o consumo, garantem. É provável que nisto tenham razão. Que estimule. Com péssimas consequências a prazo mas ignoremo-las por um instante e avaliemos a outra hipótese: a de que afinal não estimule assim tanto. Seria curioso ver os portugueses mostrarem-se cientes da fragilidade de um futuro construído por Costa, Catarina, Jerónimo e Arménio e optarem antes por reforçar poupanças – dentro e, quase certamente, fora dos bancos. Improvável? Admito que sim. Porque com essa mentalidade não seriam portugueses. Seriam alemães. Enfim, seriam talvez alemães; é difícil imaginar a Alemanha moderna a braços com um governo de convicções terceiro-mundistas.

 

(E a propósito: há pouco mais de 20 anos Portugal chegou a ter níveis de poupança ligeiramente superiores aos da Alemanha; em 2010, não atingiam 40%.)

0 comentários em “Estímulos”

  1. Essa é uma eterna treta da esquerda. Aumentar o rendimento disponível estimula a economia. Dizem isto sem dizer que percentagem de aumento corresponde a que percentagem de estímulo. Será mesmo assim? Sem precisar a relação de valores entre estas duas variáveis dá vontade de perguntar porque é que não duplicam os rendimento dos pensionistas e funcionários públicos…

    1. O amigo desculpe, mas já viu o trabalho que dá à esquerda construir toda aquela retórica com grande encenação (o discurso do pobrezinho e coitadinho elevado a um nível que nem a igreja católica consegue) e o amigo — ingrato — ainda quer que façam contas !?!?

  2. A Catarina está muito preocupada até com o futuro dos idosos.

    Boa rapariga, ainda a vamos ver 1ª Ministra e o Costa seu vice.

    Aquele risinho malandro ao canto da boca dá comigo em doido!

  3. (E a propósito: há pouco mais de 20 anos Portugal chegou a ter níveis de poupança ligeiramente superiores aos da Alemanha; em 2010, não atingiam 40%.) Pois não, como poderiam poupar se o que têm mal lhes dá para viverem e alguns nem para viverem lhes dá. Este comentário só pode ser gozo puro, com a triste realidade da maioria dos portugueses, enquanto que aqueles que se debatem com unhas e dentes pelo governo que caiu, cada vez mais exibem com toda a pompa e circunstância Porches… Que têm a generalidade dos portugueses a perder? Nada. Resta-lhes a esperança, numa vida mais digna porque durante quatro anos apenas tiveram uma vida cheia de perdas e de nadas.

      1. No tempo de Cavaco foi quando os dinheiros vindos de Bruxelas eram distribuídos, sem rei nem roque e era ver Ferraris e mansões que proliferavam a olho nu. Começou aí o esbanjamento. Falar de poupanças nesta altura do campeonato, pode ser muito bonito para quem a vida floresceu, para a grande parte da sociedade, classe média, classe média baixa e pobres só pode ser gozo.

    1. Sim, a culpa das fracas poupanças de 2010 foi do governo que tomou posse em 2011. Tem lógica, como tudo o resto que apregoam…

  4. Socorro

    Povo , pensionistas e trabalhadores, bêbados que vão nos autocarros alugados pela CGTP, doutores que emigram, juntem-se e obriguem os governos a desfazerem-se da TAP, a qualquer preço .

    Ter a TAP, é ter um cancro herdado do colonialismo/salazarismo, que como as Companhias de Navegação que acabaram no 25 de Abril, também a TAP já não tem lógica.

    Ter a Tap, é como ter uma casa com piscina, ao lado de uma grande praia.

    A TAP é um luxo simpático mas caríssimo e desnecessário.

    Meia dúzia de gente esquisita não nos podem impingir esta vaidade da TAP.

    Dada a quem queira, é só lucro para o povo português.

    1. A TAP é uma empresa que dá lucro. Porque não se vende a empresa que o senhor administrador Fernando Pinto fez no Brasil que essa, sim, dá prejuízos enormes e ninguém fala nisso. Tanta pressa porquê? É tudo muito estranho, estranhíssimo…

  5. Eu acredito que sim que o estimulo vai fazer dispara a economia.
    Senão vejam um pensionista que ganha 200 euros agora com mais 60 cêntimos por mês vai poder ir todos os dias almoçar fora ou talvez não, contenta-se em poder tomar mais um cafezito por mês.

  6. Nunca se consegue agradar a todos.

    Aliás, o que era mesmo bom era que os que apoiam PPC e os seus muchachos ( o PP dos cházinhos de caridade irrevogáveis) continuarem a sentir na pele as medidas dos seus idolos, apesar de obviamente estarem bem protegidos quais focas para nadarem em águas geladas.

    E os outros? Os outros poderem usufruir das medidas do eventual governo de esquerda que CS talvez emposse embriagado por uma poncha de Camara de Lobos.

  7. Ah, sim, a Alemanha. Também houve um tempo em que foi difícil imaginá-la a braços com um governo nazi o que, entre outros horrores e obscenidades sem fim, conduziu ao HOLOCAUSTO que há-de envergonhar os alemães para sempre (visitem os campos da morte e verão que não exagero)

    1. Tem razão. Há factos que jamais se apagam e ficarão para sempre como a vergonha da História. Já visitei esses campos e senti, vergonha, raiva, dor, rancor, medo, repulsa por gente que não foi gente, foram monstros que fizeram horrores, a gente que nada fez, para sofrer tais horrores. A Alemanha governada por um louco e seguido por outros loucos que destruíram não só a Alemanha como tudo por onde passavam. É por isso que a direita radical me assusta porque não olha meios para atingir os fins.

  8. Eu tenciono poupar tudo o que estes palhaços nos devolverem, já sei que daqui a um ano ou dois vou precisar desse dinheiro ou de mais ainda…

  9. “(E a propósito: há pouco mais de 20 anos Portugal chegou a ter níveis de poupança ligeiramente superiores aos da Alemanha; em 2010, não atingiam 40%.)”

    Então a predisposição para poupar não é provocada por quaisquer qualidades intrínsecas dos alemães, em oposição aos terceiro mundistas portugueses (que até votam em comunistas, cruz credo!).

    Talvez as coisas mudem com a política económica da altura. E se política económica pode mudar, então a TINA é uma treta.

    É louvável a sua procura por modelo elevados de civilização. Mas olhe que não há povos superiores a outros.

    Da mesma maneira que não se pode chamar selvagens a todos os alemães por causa do nazismo, não se pode considerar que todos os alemães são sábios porque a sua economia é forte neste momento.

    Quanto a superioridades morais nos negócios, os acontecimentos recentes com a VW, dizem-nos que isso não existe.

  10. O problema é o mesmo que tem acontecido com todas as “liberalizações”:
    Combustíveis, preços liberalizados, governo garantiu que teriam reduções até 50% para o preço na bomba… na realidade, as empresas petrolíferas aumentaram em 46% os seus lucros e o consumidor passou a pagar mais (culpando os impostos… quando se paga mais por 1 litro de gasolina à saída da refinaria, do que pagam os Suíços que tem de a transportar de comboio e camiões até aos seus depósitos)

    Neste momento há um ponto que a banca já tinha assumido: qualquer pessoa teria de pagar entre 1 a 2 euros por cada levantamento que fizesse numa caixa multibanco. O governo ainda em funções, já têm essa lei pronta a publicar juntamente com o orçamento de estado para 2016. O medo de ver pessoas a proceder a levantamentos para não terem de pagar essa comissão bancária e lixar a liquidez dos bancos, tem essa lei enfiada num cofre algures ali pela Praça de Alvalade (para além de não a terem podido apresentar antes das eleições, que levaria a pensar que existem acordos entre a banca e o governo, feitos para ajudar a banca sempre que é preciso). Só que, sem essa lei ser aprovada (e revogar a que está em vigor), terá de ser a CGD a emprestar os 3500 a 5000 milhões (provavelmente a 50 anos com juros de 0,35%) que o Novo Banco precisa para se capitalizar e poder ser vendido por 1000 milhões de euros, na melhor das melhores hipóteses.
    Foi isto que o governo não quis dizer ao eleitores… Agora que a coisa não foi tão bonita como esperavam, foi interessante ver os bancos a retirarem o campo “operações de débito em máquinas automáticas” das suas projecções para 2016, que tinham sido feitas antes das eleições e foram todas “actualizadas” entre dia 12 e 15 de Outubro. Coincidências…

    Por isso, quem é pior? Os que aprovam coisas às escondidas e as colocam no mercado, por baixo da mesa? Ou os que reclamam e negoceiam?

    Ps- os alemães continuam a reclamar que Portugal só devia ter 1/5 das actuais reservas de ouro… porque acham que é demasiado para o tamanho da nossa economia.

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