Reflexão do dia


Pedro Correia,

«A Alemanha percebe de refugiados. Em 1945, enquanto o III Reich se desmoronava, uma vaga de 12 milhões de civis germânicos (Gie Vertriebenen) foi expulsa do Báltico, da Polónia, da Checoslováquia, da Jugoslávia… Entre 500 mil e dois milhões terão perecido nesse ano, ‘ano zero’ da Alemanha. Também eles foram vítimas da criminosa desmesura hitleriana. Comparado com isso, a actual ‘crise de refugiados’ é uma coisa pequena e manejável. O governo de Merkel (sem esquecer a generosa Suécia) tem assumido as posições politicamente mais correctas e moralmente mais decentes sobre este assunto. Muitas são as variáveis (pode sobreviver uma UE sem polítca externa e de segurança?). Muitas são as incertezas (será legítimo distinguir entre um refugiado político e um económico?). Mas há dois absolutos: qualquer resposta deve assumir que a condição de refugiado é uma prova de fogo que separa a mentira da verdade em matéria de direitos humanos; e ela deve ter uma dimensão europeia, implicando partilha de valores e responsabilidades.»

Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Viriato Soromenho Marques dá uma nota ética e moral num problema que foi originado por falta de ética e de moral.
    Mas a questão dos refugiados, como eu referi aqui num diálogo com Pedro Correia, não é uma questão Europeia, isto é, eles não se dirigem para a “Europa”. Assim dei nota ao Pedro Correia antes mesmo desta notícia fresca:

    http://visao.sapo.pt/pm-hungaro-diz-que-crise-de-migrantes-e-um-problema-apenas-da-alemanha=f829468

    A questão dos refugiados, que devem ser acolhidos, resolve-se através de uma cimeira internacional, RÚSSIA, CHINA, EUA e UE (Alemanha, Inglaterra e França) para estabilizar o médio e extremo oriente e devolver os refugiados em segurança às suas terras de origem.

    Mas parece-me que para alguns será mais lucrativo manter as coisas como estão naquela região do oriente.

  2. Então e os gregos !
    http :/ delitodeopiniao.blogs.sapo.pt /grecia-antiga-49-7594531
    http :/ delitodeopiniao.blogs.sapo.pt /grecia-antiga-39-7560444
    http :/ delitodeopiniao.blogs.sapo.pt /grecia-antiga-19-7431752

    O Pedro Correia recorre facilmente á demagogia para tentar fazer passar que aquilo que defende é o correcto indo ao ponto de citar directamente aqueles com os quais gozou (até há 4 semanas) por defenderem ideias que são absolutamente defensáveis e responsáveis.

    Em relação á reflexão piedosa para os alemães, só mostra um frágil raciocínio pois uma coisa é receber pessoas que partilham Cultura e Valores ancestrais outra bem diferente é receber pessoas que nunca quererão deixar a sua cultura e os seus valores e INTEGRAR-SE A 100%.

    Mas como já disse e muitos mais dizem, primeiro é preciso que ninguém tenha medo em apontar o diagnóstico correcto (Destruição de Estados Soberanos por por potências estrangeiras – Inglaterra, França, Itália, Alemanha e os USA), para depois de irmos todos à procura de soluções.

    A Europa já tem guetos a mais, além de que no meio de toda esta vaga de refugiados vêm muitos radicais islâmicos dispostos a tudo para semear o caos na Europa.

    1. “Gozou”? Colocar aqui citações de textos alheios é “gozar”?

      Nesse seu dogmatismo fanático, com ar de quem acaba de descobrir a pólvora, você é incapaz de perceber que podemos concordar e discordar de ideias expressas pela mesma pessoa sobre temas diferentes e em tempos diferentes.

      Da minha parte esta posição não é de agora. É de sempre.
      Tome lá isto para colar na sua caderneta de cromos:
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/reflexao-do-dia-6018798
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/reflexao-do-dia-6674952
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/reflexao-do-dia-6880314

    2. Ninguém destruiu “estados soberanos” a não ser os próprios:

      O Socialismo de Assad, o Socialismo de Kadhafi , o Socialismo de Saddam todos armados por Moscovo e apoiados pelos compagnos de route da Esquerda Marxista Europeia criaram estados sempre em guerra, sem futuro, sem esperança, sem “Homem Novo”. Antes pelo contrário. Onde as pessoas retornaram à Religiosidade mais violenta para combater a violência do socialismo Árabe.

      E para demonstrar a manipulação marxista de quem está nos jornais nunca se viu tamanha dor falsa pelos refugiados cubanos, nem uma fotografia de uma criança Cubana morta a fugir do paraíso Comunista das Caraíbas apareceu.

      É isto o Jornalismo. Porque Jornalismo não existe. O que existe é só Política.

  3. Todos diferentes, todos iguais!…
    — > ; Isto é: TODAS as identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta!…
    {nota: Inclusive as de ‘baixo rendimento demográfico’ (reprodutivo)!… Inclusive as economicamente pouco rentáveis!…}
    — > ; Uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum.
    — > ; Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço.
    Leia-se:
    – os globalization-lovers ‘ que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa!
    .
    P.S.
    Nazismo não é o ser ‘alto e louro’, bla bla bla ,… mas sim… a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros!
    > ; Existem globalization-lovers ‘… e existem globalization-lovers ‘ nazis – estes buscam pretextos para negar o Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones.
    .
    P.S.2.
    Devemos estar preparados para a CONVERSA DO COSTUME dos nazis made-in-USA [nota: estes nazis provocaram holocaustos massivos em Identidades Autóctones]: «a sobrevivência de Identidades Autóctones provoca danos à economia…»
    [Nota: é preciso dizer não ao nazismo democrático e sim ao separatismo, isto é: é preciso dizer NÃO àqueles que pretendem determinar/negar democraticamente o Direito à Sobrevivência de outros.]
    .
    P.S.3.
    http:/ separatismo–50–50.blogspot.com /
    (antes que seja tarde demais)

  4. Eu, caro Pedro Correia, ofereço outras palavras para idêntica reflexão. “Irresponsibility is the mark of every European politician who holds out the promise of a better life to immigrants and encourages them to leave everything behind and risk their lives in setting out for Europe. If Europe does not return to the path of common sense, it will find itself laid low in a battle for its fate.”
    “Everything which is now taking place before our eyes threatens to have explosive consequences for the whole of Europe,” As palavras são de Victor Orban.

  5. O problema com esta “opinião” é o tergiversar temperado pelo irritante preconceito.
    Invocar mais uma vez o III Reich para redimensionar (chegando à infeliz e completamente desfasada asserção de que “é uma coisa pequena e manejável”) o que foi uma decisão politica decente (e exigente para o seu proprio povo) da Alemanha e saltar dai para o acenar, de dedo professoral, á exigência da ‘dimensão europeia’ para a generalidade da ” partilha de valores e responsabilidades” é coisa de quem, para ser gentil, vive em redoma. Se quiser ser menos gentil, é de quem não concede, porventura por preconceito anti-alemão, alimentado ainda de recente pelas questôes financeiras da zona Euro, a minima vénia á Sra. Merkel – que parece ter sido, se calhar, ‘ensinada’ pela generosa Suécia, porque Ela ou os seus ministros, inclusive sei lá, os expoentes do SPD, não chegavam lá sozinhos!!! correndo-se, com a balda, o risco de ter, se calhar, um émulo do Sr. Schäuble em questões humanitárias a por o resto da Europa a encarreirar!
    (ainda em Agosto, ouvi num canal de Notícias, o Dr. João Soares – sem menos rodeios, mas sempre acenando com Auschwitz e o horror, que os Alemães, sim senhora, tinham era que pagar (neste caso os dinheiros para a Grécia)!!)

    Desde há meses que na Alemanha se discute e se prepara para a Emergência de refugiados, especialmente da Síria. A posição de firmeza da Sra. Merkel, secundada por todos os partidos com representação no ‘Bundestag’ resulta da consciência que a Alemanha iria assumir uma responsabilidade politica substancial na gestão desta crise – contra xenofobias e ressentimentos da propria população, contra os dilemas de quem se deve aceitar, no estabelecer de regras efectivas para lidar com estas emergências e na mobilização da sociedade alemã, que não só o Estado, para que tal aconteça de uma forma menos brutal e que vise a sua transicção integração para uma vida mais normal , principalmente para os que chegam.
    Ou seja não foi assumir “posições politicamente mais correctas e moralmente mais decentes”, foi trabalhar seriamente, de forma aturada e responsável para que a “correcção” e a “decência”, e já agora a “partilha de valores e responsabilidades”, coalesçam de forma minimente substantitva e deixe de ser uma especie de capote híperbolico para ajuste de contas de intelectualidade académica.

    1. Certeiro. Sempre a necessidade da correcção política, da História feita pelos vencedores, de apontar a culpa alemã, hereditária, infinita, insusceptível de expiação. Os refugiados alemães vítimas também eles de Hitler: uma visão simplista das coisas e que no limite quase tudo explica, porque tudo ou quase mudou no mundo no pós-guerra, em resultado dela e ela, essa guerra, fruto de acção desse homem. Muito conveniente.

      “At the Potsdam Conference in July 1945, British, American and Russian leaders agreed to ‘… recognise that the transfer to Germany of German populations … remaining in Poland, Czechoslovakia and Hungary, will have to be undertaken.’ They also specified that ‘… any transfers that take place should be effected in an orderly and humane manner.’ The expulsions were, in fact, conducted in a ruthless and often brutal manner.” Este fragmento encontra-se facilmente na internet.

      Hitler já morrera quando a esmagadora maioria dessas “transferências” foi feita. Mas era vivo, vivo e poderoso, um outro implacável ditador: Staline. Tão, todas as contas feitas, ou mais assassino do que o alemão (ou austríaco). Mas, evidentemente, integrou os vencedores. E ainda hoje é perfeitamente aceite que se lhe cantem hinos e se passeie a sua imagem em bandeiras, camisolas, o que seja, juntamente com outros intocáveis santos do comunismo.

      Costa

      1. E nem vamos falar de como os Ingleses e Americanos entregaram populações inteiras – como os Cossacos – de volta aos Comunistas Soviéticos para serem massacrados. Ou como se bombardeou Zara até até destruição e favorecer a limpeza étnica dos Italianos de da Dalmácia e da Istria pelos Comunistas de Tito.
        Italianos que sempre lá estiveram mesmo dentro do Império Austro-Hungaro.

  6. Lamento, caro Pedro Correia, mas continuo, neste campo como em outros, a não acompanhar o Soromenho Marques!!
    Lamento, sobretudo, a crescente e incessante histeria e infantilização!! É impossível ouvir uma opinião estruturada e prudente por entre os gritos dos que se compadecem mais alto!! Este excesso expedito de compaixão expressiva, tudo derroga! Estados transformados histericamente em corredores de transumancia!! Um caos alimentado pela compaixão de levar na lapela! Uma tragédia anunciada com aplausos!!
    Um bem haja,

  7. SEM PREJUÍZO DE NESTA EMERGÊNCIA TODOS DEVEREM TRATAR DE CUIDAR DOS VIVOS NINGUÉM QUER REFLECTIR SOBRE QUAL SERÁ A CAUSA PRÓXIMA DESTA CALAMIDADE? PARECE QUE NINGUÉM SABE, OU SERÁ ASSUNTO TABU DE QUE TODA A GENTE FOGE A PÔR O DEDO EM FERIDA EXTENSA QUE CONVÉM CAMUFLAR? UI QUE MEDO HIPÓCRITAS!
    Peço desculpa pelas maiúsculas mas já tinha escrito assim noutro local e foi só copiar.

  8. Enquanto se partem os telhados de vidro do Intimíssimo shock and awe, hoje choramos, amanhã revoltamo-nos , depois meneamos negativamente a cabeça e seguidamente a vida continua como habitualmente, busyness as usual. Deixámos derramar o leite, para quê a indignação agora, quando a consciência sabe bem, bem lá no fundo o que todos sabemos há muito tempo?..Devíamos já nem ter dedos nas mãos de apontar culpados. Deviam cair, podres de hipocrisia.
    Uma vez li em diversos textos em consequência das mesmas consequências aplicadas a outra realidade que “estavam a pedi-las”… Pelo amor de Deus.

  9. Viriato Soromenho-Marques fala da «generosa Suécia»… sim, a Suécia é tão «generosa» que deu nisto…

    http://www.breitbart.com/london/2015/07/29/warring-migrant-tribes-grenade-attacks-authorities-that-dont-give-a-damn-what-is-going-on-in-sweden/

    http://www.gatestoneinstitute.org/5195/sweden-rape?anid=7

    http://www.breitbart.com/london/2015/07/21/top-immigration-official-caught-praising-islamic-state/

    http://www.gatestoneinstitute.org/6378/swedish-muslims-unbelievers?anid=7

    http://www.breitbart.com/london/2015/07/21/christian-asylum-seekers-hounded-out-of-immigrant-housing-by-muslim-residents/

  10. Tirando os atavismos de Soromenho (o discurso da culpa a mim não me diz nada), resta a questão essencial: eu não tenho a certeza de que aquelas pessoas que se estão a atirar contra a Europa sejam refugiados. Aliás, a grande maioria parecem ser “chancers” sub-saharianos.

    1. Se formos por aí, nenhum de nós, tem a certeza do que quer que seja, mas uma certeza temos, é que eles fogem da guerra e essa todos sabemos que está lá e para durar.

      1. Mas aí é que está — nestas coisas importa ter certezas. Não é meter aqui um rancho de vadios qualquer: a guerra é um problema que deriva da natureza deles e da sua incapacidade para criar instituições civis duradouras e incapazes de controlar os impulsos mais básicos da população. Organizem-se. Dá trabalho. Pois é. Pois dá. Têm de ter horários e merdas do género.

        1. Vadios? Isto não, é muito mau, para ser verdade. A guerra deve-se em muitas daquelas regiões, a senhores muito inteligentes que diziam haver armas de destruição maciça. Com isto, enganaram o mundo e destruíram-lhes o país e a vida na ganância de lhes irem ao petróleo. Diziam eles que iam impor-lhes a democracia! Como é, destrói-se e não há culpados? Inventa-se e fica tudo na mesma? Esses senhores que fizeram o que fizeram não têm responsabilidades? Se somos humanos pensemos que os outros também são e que tal, como nós, têm direito a um bocadinho de paz.

          1. Ninguém quer saber disso (da Verdade) para nada.

            Aliás os mesmos que nos contaram essas mentiras são os mesmos que nos pedem (obrigam) a dar-mos a nossa solidariedade.

          2. Lá vem a conversa dos “americanos”. Mas alguém destruiu a Síria, homem? Ou foram os líderes religiosos na sombra (os mesmos que agora empurram esses desgraçados contra a Europa) que começaram a querer ocupar o poder e puseram aquela gente toda na rua a gritar e o poder respondeu à maneira deles: ou seja, à bruta e a tiro?

            Você defende abstracta. Se calhar lixou o colega do lado com a promoção ou excomungou os colegas do partido e quer que a família deles desapareçam e o vizinho debaixo é uma besta que nunca mais morre e depois vem para aqui armado em humanista.

          3. Tenha um pouquinho de mais seriedade na discussão. A Síria está assim porque na ganância da venda de armas queriam a democracia e depois nem democracia nem paz. Como resultado final de tudo isto, temos loucos à solta a destruir tudo e todos e inocentes à procura de paz e trabalho e a Europa está a ficar muito mal neste drama. Que se saiba não são só Sírios neste drama e também não foram só os americanos, houve um americano e três europeus, um deles português nessa engrenagem da mentira.

          4. Na ganância da venda de armas? Quais armas — as que os franceses lá deixaram para armar os rebeldes da Irmandade Muçulmana? Democracia? O Islão e Democracia são conceitos antagónicos, homem. O Islão é uma ideologia, mais do que um conjunto de práticas religiosas. Aliás, à semelhança do comunismo, esmagou tudo —tudo o que era cultura e património local, do Afghanistão a Marrocos— e transformou tudo em miséria e morte. O Deus selvagem e egoísta deles foi inventado 600 anos depois depois de Cristo inventar o dele, apenas para criar uma barreira contra o Império Romano. O que estava antes é que tinha valor — eram os cultos originais da Mesopotâmia. O que veio depois é religião: política para governar aquela massa de gente estúpida e inculta.

          5. Ya continue aí a debitar esse discurso que vai longe, mas claro também só o faz porque deve ter as costas quentes.

            Pela parte que me toca não farei nada a favor das BESTAS que nos enfiaram nisto e muito menos aos que lhes aparam os golpes.

            Não tenho vizinhos de baixo, nem de cima, não pertenço a nenhum partido (seita) e nunca prejudiquei nenhum colega de trabalho para obter vantagem pessoal até porque trabalhava sozinho e respondia directamente ao empregador e sim sou humanista mas infelizmente cada vez menos pois ultimamente dou cada vez comigo a olhar para o lado…em vez de para cima.

  11. Ainda hoje saiu esta notícia:
    “Travagem nas encomendas à indústria alemã deixa Europa em alerta
    A maior economia do continente deu um sinal de que a recuperação poderá não ser tão firme como o desejado. China gera atrito no motor da Europa.”
    Diário Económico – Há 1 hora

    A grande mentira de que a economia real anda cada vez melhor, o desemprego a diminuir… só sei que na Europa, o BCE, segue a receita americana, a única coisa que fazem é imprimir notas, toneladas de papel pintado ora, com a China “constipada” e todos “rezando” para que não seja “pneumonia”, mais o Brasil que entrou em recessão e a Índia com uma quebra de 7%, estamos perto de uma crise, maior que a de 2008. Não esquecer a Grécia, apenas lhe deram dinheiro para pagar dívidas (dinheiro que, em grande parte, nem saiu do sítio, nem passou um minuto em terras gregas) e, depois, não se falou de mais nada, presumo que seja para ir atamancando, até estar pronta mais uma daquelas “engenharias económicas” que em vez de solução para os problemas acaba por trazer mais custos e sofrimento, aos sacrificados do costume.
    Na próxima tempestade económica global que, na opinião de muitos, será apocalítica, baixar juros que estão a zero ou negativos, é óbvio que não dá para baixar mais (nunca visto durante tanto tempo), imprimir mais dinheiro, estão a fazê-lo há anos e, cada vez, resulta menos porque não vai para a economia real mas para os casinos da bolsas, portanto, para implantar o que eles quiserem, precisam de uma razão e nada como instabilidade e insegurança para que, os cidadãos europeus acabem por aceitar tudo o que eles quiserem.
    Com os países europeus endividados e que, todos os dias, precisam de dinheiro emprestado, só me vem à ideia as palavras de Benjamim Franklin:
    “When you run in debt; you give to another power over your liberty”

    E, mesmo que os Bancos Alemães estejam com os seus balanços, atascados de papeis de dívida, de muitos países europeus (alguns falam que esse valor seja mais do triplo do PIB alemão), acrescentando que a própria economia alemã começa a fraquejar mas, NO problemO… já compraram o poder de decisão da maioria dos cidadãos europeus, têm-nos na palma da mão e completamente acorrentados a dívidas impagáveis porque, nem sequer as estancaram, todos os dias precisam “da dose” e, a partir de agora… sabemos, perfeitamente, quem tem “a faca e o queijo na mão”, podendo fazer as engenharias económicas que lhes apetecer… e, finalmente, aproveitar os frutos de um “trabalho”, muito ao seu estilo… longo, rigoroso, meticuloso, onde nada acontece por acaso, resta apenas o Tempo que servirá, apenas, para tirar todas as dúvidas… e não só…
    Se, numa sondagem, um em cada dois alemães receia o afluxo massivo de refugiados… suponho que, à 3ª, já aprenderam, pelo menos, a pensar em consequência e a não confiar, cegamente, nos seus governantes…

  12. EM ESTADO DE REVOLTA UM VICIO QUE OBRIGA A FUMEGAR ATÉ TORRAR OS DEDOS ACENDENDO MAIS UM CIGARRO NO ULTIMO CALOR DA BEATA QUE SE APAGA.
    Onde param os refugiados que provocaram esta tragédia?
    Sem prejuízo de nesta emergência todos terem o dever de ajudar a cuidar dos vivos, alguém quer reflectir sobre qual será a causa próxima desta calamidade? Parece que ninguém sabe, ou será assunto de tal modo tabu que toda a gente foge a pôr o dedo em ferida exposta e extensa que convém camuflar? Como se um comprimido para aliviar uma dor de cabeça invalidasse o aprofundamento das suas origens mais recentes mas também remotas e apurar os que na calada da sombra estão a dever em consciência e custos. Na comunicação social do regime, aninhada, dócil e obediente parece que temos endireitas de sobra e poucos doutores. Ui que medo anda por aí. Tudo isto tem na origem uma vergonha de tal ordem, que a propósito deste miserável resultado que provocaram ainda não tiveram o descaramento de nos vir falar em “danos colaterais” como é seu hábito. Ou as primaveras cinzentas que choram, de bem fresca mas má memória.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *