Reflexão do dia


Pedro Correia,

«A obsessão dos ministros da 5 de Outubro com o acordo ortográfico é incompreensível. Portugal avança compulsiva e orgulhosamente só. Com desvantagens, sem vantagens.»

Paulo Rangel, no Público

0 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Li e gostei:

    http://observador.pt/opiniao/sobre-a-lingua-e-o-acordo-ortografico/

    Num certo sentido, mexer na língua é como mexer no nosso ADN, só que desta vez, no ADN cultural.

    Curiosamente é um devaneio anti-UE, fazendo cair ligações etimológicas comuns a parceiros europeus, e num desespero colonialista tenta amarrar todos os países lusófonos a um ADN abrasileirado.

    Só que a qualidade deste enxerto de pancada no ADN é tal, que óptica e ótica passaram a iguais… o que só não surpreende cegos e surdos.

  2. Na altura o Paulo Rangel votou contra? Quais terão sido os deputados que na AR votaram contra?. Parece-me que foram muito poucos e que nenhum grupo parlamentar se opôs. O Pedro Correia tem esta informação?

      1. Muito obrigado, dá que pensar, corresponde à memória da minha surpresa quando, depois de ouvir tanta gente se pronunciar contra o acordo, apenas 4 deputados votaram contra!

      2. Ora aí está. Queria o Rangel que na 5 de Outubro militantemente se opusessem a uma lei aprovada no Parlamento? Essa não lembrava ao careca.

      3. Parece-me q em comentário anterior (ainda não publicado) chamei “lei” a um “acordo”, mas não me parece que daí venha grande mal ao mundo…

  3. Concordo com o eurodeputado, desde que, o dito homem, consiga, dentro do PPD/PSD a revogação deste AO.
    Se o conseguir ganhará, certamente, enorme respeito e admiração, sobretudo das gentes ligadas às artes.
    Espero para ver!

  4. Assim vão os ministros da 5 de Outubro destruindo a língua e o país. Até quando continuaremos neste fadário, das obsessões da ortografia e da vender o país? No fim desta obsessão que restará deste país? Provavelmente as gentes e a terra, o que é muito triste!…

  5. A obsessão dos ministros da 5 de Outubro com o acordo ortográfico é incompreensível.

    Se há coisa que eu acho compreensível é que o ministério da Educação se preocupe em que a ortografia ensinada nas escolas seja única e indubitável. Não faltava mais nada, uma criança ser ensinada por um professor a escrever uma palavra de determinada forma e depois ensinada por outro professor a escrevê-la de forma distinta!

    Eu estava na escola aquando da alteração ortográfica de 1973 e fui forçado pela professora de Português a passar a respeitar essa alteração. Como não podia deixar de ser. A obrigação dos professores de Português é ensinarem a ortografia oficial, não é ensinarem o que lhes dê na sua real gana.

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