Reflexão do dia


Pedro Correia,

«O sr. Sampaio da Nóvoa, à sua maneira, anuncia o fim da ordem democrática que nasceu em 25 de Novembro de 1975. Nunca antes uma personagem do regime (e muito menos uma dúzia de “senadores”) nos tinha sugerido que votássemos numa criatura que não existe. O sr. Sampaio da Nóvoa, aos 60 anos, não pode apresentar um único acto político de consequência. Teoricamente, é igual votar nele ou votar num boneco fabricado pelos partidos, excepto que o boneco talvez fosse mais modesto e mais consciente do seu embaraçoso estatuto.»

Vasco Pulido Valente, no Público

0 comentários em “Reflexão do dia”

    1. Nem mais.
      Desde que anunciou – sem apelo nem agravo – nas páginas do Público, na altura da desagregação da ditadura comunista da ex-URSS, a impossível independência da Ucrânia, dado ser a ancestral mãe da Rússia e o seu celeiro, dizia eu, desde que neste contexto anunciou a III Guerra Mundial, explicada em todos os passos e consequências que passei a nutrir uma consideração reverencial pelas sua profecias.
      Felizmente, apesar de ter sofrido muito, consegui escapar à terrível III Guerra Mundial que quase destruía o mundo, e da qual, a custo, o mundo se tem estado a recompor.
      Não bastasse esta consideração reverencial que nutro por VPV (aliás, pelo sr. Vasco Correia Guedes), quando soube que, cada crónica sua sai regada com uma garrafa de John Walker Odyssey Decanter, ainda passei a admirá-lo mais: é que eu herdei o negócio da importação de whiskies do meu pai.

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      ndependênciamo

      1. Não temos (não temos ainda) uma III Guerra Mundial na concretização em que nos habituámos – habituámos mesmo – a invocar esses conflitos. Em batalhas de centenas de milhares de homens e concentrações tremendas de meios materiais. Com mortos aos milhões, cidades metodicamente arrasadas e abundância de atrocidades várias. Mas está por garantir que o que se passa hoje na Ucrânia, onde a coisa só com alguma plasticidade de critérios se pode confinar a uma estrita guerra civil, não venha a tomar outras dimensões.

        Em termos comerciais já há sanções cujos efeitos se não já mundiais são-no largamente regionais e a tensão militar entre Rússia e NATO, no Báltico pelo menos, é coisa inegável. Dir-se-á que a Rússia se limita a mostrar um retorno de poderio militar, sem outras intenções além de mostrar que existe e tem o seu quinhão no planeta e que, bem vistas as coisas, o sacrifício de uma Ucrânia deslumbrada, no altar de certo equilíbrio desaparecido há umas décadas, ficará por aí e até poderá revelar-se benéfico no longo termo.

        É capaz de tudo ficar por aí. Para milhões já é um “benefício” trágico.

        Seja como for se o que Correia Guedes (e não creio que o uso de um pseudónimo seja coisa menos nobre) escreve incomoda tanto tanta gente – e regularmente incomoda todos: militantes ou simpatizantes do CDS, do PSD, do PS, do PC, do Bloco e da restante esquerda lunática (expressão dele), e outros “istas” e “ismos” que, na falta de outra argumentação, lhe apontam hábitos de consumo de álcool e um alegado culto de pessimismo presunçoso e estéril – algo me diz que o homem regularmente há-de ter razão. E muita.

        Seja lá com John Walker Odyssey Decanter , ou com Ginjinha Espinheira (suponho que se fosse um tinto alentejano, ou por estes dias um Gin, de nome esquisito e com sementes de qualquer coisa, isso o tornaria perante muita gente perfeitamente aceitável e acima de críticas; são modas, somos muito dados a elas…).

        Costa

  1. Boa noite,

    O srº Pulido Valente não é o oráculo da Nação e se tanto sabe, porque não aconselha as doutas instituições que se governam no seu interesse mais elevado, o que a guarda pretoriana fazia dos últimos imperadores em Roma? A crítica sem fundamento da direita e da grande e nobre esquerda socialista a António Nóvoa, só revela o medo, o pavor de que um homem represente uma cultura esteja numa instituição, que tem sido governada até ao momento como um lugar de partido. As críticas no momento antes de iniciar a sua candidatura, mostra que somos, nas instituições, pobres filhos de Salazar, o irreal que se anima do nada. Obrigado.
    Luís Campos. Porto.

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