Reflexão do dia


Pedro Correia,

«A dinâmica interna de luta pelo poder no PS e de revanchismo por parte da ala socrática do partido impulsionaram o desafio à liderança por parte de António Costa. Quando o partido necessitava de se unir face à velha e nova concorrência política, desuniu-se como nunca e iniciou um processo de fractura que irá prolongar-se no tempo. O responsável directo por este facto é o próprio António Costa. A sua acção dividiu o partido internamente, mas também a opinião dos portugueses sobre o PS – que é cada vez de maior desconfiança e distanciamento.

A narrativa dos apoiantes de António Costa é de natureza salvífica. Ou seja, eles consideram que, uma vez afastado o líder desprezado e substituído pelo endeusado Costa, a maioria absoluta vai sorrir ao PS. Ora, eu creio que isso não acontecerá, precisamente porque a crise do PS não era essencialmente uma crise de liderança mas antes de contexto face às forças em presença em Portugal e na Europa.»

João Cardoso Rosas, no Diário Económico

2 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Sendo certo que o Tozé nunca convenceu e muito menos mobilizou, entendo patético que figuras do PS do tempo da outra senhora venham exibir o seu apoio ao Costa, assim como, hoje mesmo, 81 presidentes de câmara do partido, manifestando como se acham donos dos votos dos militantes e dos simpatizantes.

    Que medo afinal têm eles dos votos de cada um pela sua cabecinha nas tais primárias…

    E isto para não falar de uns 600 (ena, tantos!) putativamente ligados à cultura que o fizeram há tempos no Mercado da Ribeira, entre cujos se achavam vultos de grande estatura cultural (eheh), desde sempre conhecidos como apoiantes de qualquer um que suba ao poleiro.

  2. Noto dois pontos que merecem ser destacados:
    A vantagem de exposição mediatica, tão importante para os partidos e que neste caso até é de borla(como as diferenças são quase zero não houve esforço)
    A ideia que começa a ser norma que quem discorda é um facinora fora da lei, quase se negando o direito sagrado a liberdade de pensamento.
    Esta “norma” está a fazer caminho com a ajuda dos jornalistas/blogers/comunicadores(ou alguem por eles) que deviam ser os mais ferozes defensores da variedade de opinioes. Os anglosaxoes então lideram este movimento (veja-se que será logo traidor antipatriota quem queira abordar os fundamentalistas ou russos da ucrania sem juntar os mais soezes adjectivos).
    Por cá felizmente os problemas agudos são apenas a insanavel “diferença” entre o costa boa imprensa e o seguro rei dos votantes mortos.

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