Reflexão do dia


Pedro Correia,

«Mesmo para uma Europa desenvolvida e laica, o Papa Francisco é mais inspirador do que qualquer líder europeu.»

Teresa de Sousa, no Público (de ontem)

10 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Basta ler uma biografia, por exemplo, de Bismark, para começarmos a rasgar as vestes e os cabelos.
    Só há duas referências na Europa, de momento. Uma é a rainha de Inglaterra e a outra é o Papa. Nem um nem outro têm grande poder efectivo. O pior de tudo é que nem um invasor ao nível de um Átila se vislumbra.

    1. Sinto-me inclinado a concordar consigo, Xico. E nem é preciso recuarmos ao Bismarck: basta lermos biografias de Churchill, De Gaulle ou Adenauer para se perceber como a qualidade dos dirigentes europeus tem regredido em alta velocidade.

  2. Acho que o Papa em breve vai ter que moderar o porreirismo porque senão Berlusconi um dia destes começa a tratá-lo por tu.

    1. Há pouco mais de um mês, ninguém imaginava este ‘volte-face’ no Vaticano. A súbita renúncia de Bento XVI e a eleição do primeiro Papa americano (e o primeiro jesuíta, e o primeiro com o nome Francisco) sacodem a Igreja, no melhor dos sentidos. Eis como uma instituição bimilenar, com um ritmo muito próprio de adaptação aos ventos da história, acaba afinal por dar uma lição às instituições políticas europeias – elas sim, anquilosadas. Uma lição de capacidade de regeneração, de clareza no discurso, de proximidade ao homem comum.
      Soubessem os dirigentes europeus aprender alguma coisa com isto…

  3. Actos meritórios não vendem , as pessoas não são tão boazinhas como se fazem e portanto adoram os pôdres de que eles próprios são capazes , gente intelectualmente honesta não se alimenta disso .

    E vai ter que moderar o porreirismo , tem o comentador que o diz toda a razão , mas não por causa do Berlusconi , não individualizemos todos os males nele .
    Vai fazê-lo por causa dos media , eeses sim não hesitarão em tratá-lo por “É pá !” um dia destes .

    1. Julgo que não. E estes gestos que o novo Papa teve nos primeiros dias do seu pontificado eram necessários, sem dúvida alguma. Para revitalizar não a Igreja, mas o Vaticano.
      No fundo, há que mudar quase tudo para que quase tudo permaneça igual. A Igreja Católica, instituição milenar e a maior comunidade humana do planeta, sabe isto melhor do que qualquer outra.

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