«O PS não tem condições hoje para recusar um debate sobre reformas que têm a ver com o futuro do País. E que necessariamente dizem respeito a um partido com responsabilidades de governo. O PS não pode recusar debater um conjunto de decisões que vão ter de ser tomadas no futuro, no quadro dos imperativos desígnios de ajustar o País às condições de permanência na moeda comum, sendo o PS um dos partidos do arco constitucional europeu. Essa responsabilidade o PS não pode de forma alguma enjeitar.»
Luís Amado, no Diário Económico

“imperativos desígnios de ajustar o País às condições de permanência na moeda comum”
Não percebo porque é que manter o pais na moeda comum há-de ser um desígnio mais imperativo do que manter as pessoas no país. Se o euro não nos serviu, e nos serve mal, e quem pode não o quer mudar para nos servir melhor, porque é que enquanto país nos havemos de sacrificar eternamente?
Eu por acaso até percebo. Raras matérias reúnem tanto consenso nacional como essa.
“Se o euro não nos serviu, e nos serve mal”
Onde é que o Euro não nos serviu?
Qual foi a diferença para o Escudo?
Não estivemos na bancarrota também e com o FMI cá?
Houve ou haverá alguma moeda que serviu o Regime Socialista que temos?
Claro que não, o ADN do regime,a educação publica e mediática que pela sua permanência de décadas já se tornou cultura criada pelo regime implica que iremos parar à bancarrota sucessivamente.
Se a Dívida não estivesse já nos 120% e o Governo tivesse margem para se endividar muito mais julga que não fariam todos coro para tal?
O curioso é que você não questiona o Regime Social Populista. Esse que impõe caminhar para o socialismo mesmo os que o não são…
Sabe… por muito que a ideia o repugne, eu sei o que é melhor para si, pessoa abstracta que é.
“Têm que ver”. Bem, é só um ex-ministro. Se fosse prof. de Português era pior.
Porquê, se não há nenhuma incorrecção na frase? Sugiro que veja, por ex., Estilística da Língua Portuguesa, de Rodrigues Lapa.
“Têm a ver” é correcto?
É.
Isso é o que nós “vamos a ver”.
Àquilo que liga dois verbos chama-se conjunção, de acordo? Então suponho que “a” seja uma conjunção.
Tenho todo o gosto em continuar a discussão, mas:
Não me parece elegante fazê-lo no espaço dos nossos anfitriões.
Estou na aldeia e a internet móvel às vezes funciona. Não sei é quando nem durante quantos minutos.
Nem sempre o que liga dois verbos é conjunção. As preposições também os podem ligar. Veja, por exemplo, as frases “estou a pensar nisso; acabei de responder”. O que levanta a questão, manhosa, de saber o que são conjunções e preposições. Faltam os estudos, tanto em Portugal como no estrangeiro. Aliás, um dos raros que conheço sobre preposições é meu e de uma amiga, salvo erro de 2004, quando estudámos um subtipo. Pode encontrá-lo em www. Priberam.pt
Cumprimentos rurais, em tempo de poda.
Matéria interessante, de facto. Fica a conversa para outra oportunidade. Cumprimentos.
Conversem à vontade por aqui, José e Vasco. É um prazer acompanhar o vosso raciocínio, esclarecido e com elevação.
Luís Amado e as Universidades de Verão do PSD, no seu melhor. Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
E mais não digo.
Já percebi. Para si, é um mal-amado.
O que está em causa não é a reforma do estado, mas o corte de 4.000 milhões no estado social e nesse sentido o ps não deve participar. Vamos ser sérios e deixar-nos de propaganda barata
Pedro, essa resposta em que se refere a “propaganda barata” não é minha. Eu uso o anonimato mas não tenho esse tipo de resposta a alguém que me interpela ou responde. Sim, ele é mal-amado, e concordo com o anónimo que respondeu no facto de se considerar reforma como cortes “baratos”.
Se Passos e Cia., tivessem uma política consistente apresentariam o mote da sua dita reforma e então seria debatida por todos. Por exemplo, introduzir novamente o serviço militar obrigatório não é reforma, mas oportunismo.
Espero bem que essa “reforma” seja apenas uma ‘boutade’. Sou frontalmente contra o SMO.
É verdade, Pedro. E a existir reforma nas Forças Armadas seria precisamente incluir os recursos aí disponíveis a favor da nação. Nos anos 80 as Forças Armadas, em particular a Força Aérea e Marinha, ministravam cursos nas mais diversas especialidades. Cursos estes que dotavam, e dotam, de excelentes capacidades técnicas, assim como de conhecimentos, os formandos. Nunca o meu juizinho entendeu a razão do dito “estado” (aqueles que o manipulam) não utilizar todos esses recursos, subcontratando-os, para poupar e para reaproveitar o investimento feito. Por exemplo, nunca percebi a razão de não se colocar, nos meses de verão, os recrutas, praças, sargentos e oficiais, em treino de campo, nas florestas portuguesas prevenindo assim, com sua presença, os incêndios. Matava-se dois coelhos de uma cajadada: ensinavam-se técnicas de orientação e sobrevivência e, usando a engenharia, limpavam-se alguns territórios. Também não compreendo a não utilização pela parte civil de cuidados de saúde, bons, diga-se, que os militares têm. Também não compreendo que se contratem serviços aos privados para desenvolvimento de software e não se potencie os recursos existentes nas Forças Armadas para fornecer tais serviços. Também não compreendo que não se utilize a engenharia militar para construir minas de retenção de água no topo das florestas para que, por inércia e uso de condutas com aspersores e válvulas, pudéssemos, no verão, humidificar certas áreas de floresta evitando, desta forma, incêndios. Mas há mais, muito mais. Veja a poupança que não se geraria com este tipo de reforma: no pensamento e actuação. Assim, já não seria necessário incluir o SMO, para captar mão de obra barata, e teríamos uma excelente capitalização dos impostos que todos pagamos para manter estas estruturas. Mas eu sei, eles pensam que o sector privado é que é rentável e gere bem. Mas eu sei que isto é mentira, porque nunca trabalhei no estado.
Não percebo como é que a saída do euro ajudava a manter as pessoas no país .
Com desvalorizações atrás de desvalorizações num país que importa quase tudo o que é essencial ao desenvolvimento da economia ?
Então está bem …
A saída de Portugal do euro é defendida em Portugal apenas pelo Partido Comunista e algumas franjas da extrema-direita. Nada que chegue sequer aos 10% do eleitorado.
É defendida pelas cúpulas , que têem que defender causas fracturantes sabendo de antemão que nunca irão ter que decidir sobre elas .
Porque pelo respectivo eleitorado já duvido , muito em especial o que tem empréstimos para habitação indexados à Euribor .
Em quais desses grupos se inclui João Ferreira do Amaral? Só para citar o mais óbvio…
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/I nterior.aspx?content_id=2811657
JFA representa-se a si próprio. É respeitável, mas vale o que vale: há sempre alguém, felizmente, disponível para remar na direcção contrária – mas não passa a ter razão só por causa disso. A verdade é que PSD, PS, CDS e BE defendem a manutenção de Portugal no euro. Tal como na Grécia todas as forças políticas rejeitam o regresso ao dracma – excepto o Partido Comunista e os neonazis.
JFA talvez tenha um pouco mais de razão porque escreveu contra a entrada no Euro evocando os problemas que vieram precisamente a verificar-se… O problema não é a ideia de moeda única (coisa que repugna os tais nacionalistas bacocos) mas sim a forma como esta foi construída, e houve quem se apercebesse cedo que ela não nos iria ajudar, pelo contrário.