– Sr. porco, por favor, importa-se de chegar-se para lá?
– Nem penses nisso, bófia. Estou aqui muito bem.
– Mas é que… está a atrapalhar o trânsito, assim os carros não podem passar. Estamos numa auto-estrada, sabe?
– Quero lá saber. Daqui não saio. E nem te passe pela cabeça usar essa bota, que faço um xinfrim mediático e ainda arriscas quatro meses de salário. O facebook está comigo, ouviste? Quem te avisa, teu amigo é…
– Pronto, nesse caso… vou-me embora, então, desculpe tê-lo perturbado. Boa tarde.
– Vai pela sombra, ó bófia.
– (entredentes) Não perdes pela demora. Havemos de nos encontrar um dia destes na tasca da tia Alice, que à quinta-feira o cozido à portuguesa é um mimo.


Mais do mesmo. E volta o vendaval das indignaçõezinhas cibernéticas, que nunca foram tão estridentes nem tão efémeras. O título está perfeito e resume tudo, Ana.
Será que chegámos ao limite do ridículo ou ainda haverá mais surpresas?
O mérito do título é do velho Orwell 🙂
Gosto mais do título “Animal Farm”.
Eu também, mas aqui dava-me mais jeito a tradução.
Eu gosto mais deste título. Tornou-se aliás uma expressão idiomática na nossa língua. De poucos se poderá dizer o mesmo.
Tens razão, transformou-se numa expressão idiomática. Provavelmente porque é muito forte, mais forte do que o título original.
É o mundo ao contrário. A histeria na suposta defesa dos animais pode ter como consequência, no limite, um guarda ficar sem salário durante quatro meses. Na notícia lincada lê-se que o comando condenou “de forma veemente” a actuação do guarda, foi atrás da corrente histérica quando, por ser o comando, deveria ter uma atitude de defesa do seu subordinado. O non-sense dos Monty Phyton ao pé disto não é nada.
Exactamente, Tiago. E sim, isto podia ser um sketch dos Monty Phyton, mas falta a graça.
Portugal está a ficar parecido com a Índia, onde as vacas são sagradas.
É o triunfo dos porcos.
Luís, tem a certeza de que está bem? Olhe que concordou comigo… cuidado com essa reputação! 🙂
Eu concordo consigo muitas vezes, Ana. Só que, em geral não irei escrever um comentário só para dizer que concordo.
E mesmo as nossas discordâncias, não são tão dramáticas como a Ana as põe.
Eu sei, eu sei, você é do contra por natureza e não perde tempo com concordâncias. Mas as nossas discordâncias nem sempre foram de natureza irrelevante, já discordámos por razões tão sérias como, por exemplo, o respeito por pessoas (que você não demonstrou ter) .
A sua última frase, bem entendida, é no sentido de preservar o elo ao culto da Grande Porca, da Vila de Murça.
E, é a porca que se oferece, que o pessoal já percebeu que a mensagem do regime é o regime, vegetariano a tender para o vegetativo.
E é aí que a porca torce o rabo… há sempre uma vingança possível para o pobre GNR humilhado: um bom cozido à portuguesa. Pode até ser acompanhado por um Porca de Murça Reserva, à saúde do Orwell. 🙂
Tá mal, Aninha. Tá muito mal. O agente, podendo usar a arma e acabar com o bicho para fazer presunto, dar pontapés sem um resultado desejável só pode ser alvo da minha crítica.
Lá isso é verdade. Com o preço a que está a carne, foi um pecado deixá-lo na auto-estrada. 🙂
A Direcção da GNR seguir a opinião e atacar o guarda não sei porquê faz-me lembrar a destruição de propriedade de agricultura transgénica sobre escolta da GNR…
Sim, lembro-me bem desse caso. Na altura até escrevi sobre ele, aqui: http://portadovento.blogs.sapo.pt/6 4742.html
Epá óh Ana… francamente, sinto-me ofendido, então querem cá ver porque eu vou morrer, tenho de ser enxovalhado em vida? a Ana não vai morrer também? bem sei que em circunstâncias diferentes e sem ir parar ao prato da Tia Alice, mas bolas…
Estou tão transtornado…
Acha bonito levar um pontapé com total desprezo no presunto esquerdo? acha, acha? ainda tenho o rabo roxo, tenho andado a pôr uma pomadinha e gelo, valha-me Deus.
Este seu texto é degradante e ofensivo para a classe, se fosse um porco espanhol, se calhar era só queridinho para cá, queridinho para lá…
Bom mas não adianta estar para aqui a gastar grunhidos, vocês humanos, querem é acabar connosco, pois fique sabendo que vingaremos, nem que seja em espírito.
E agora vou retirar-me fiquei de passar pela tasca da tia Alice.
Boa tarde!
José António Silva (porco indignado da A2)
Já vingaram, e nem foi em espírito. Quem saíu humilhado foi o humano da história. Um conselho: sobretudo depois desta história, o melhor é passar longe da tasca… 🙂
Pois, o porco é que vai condenar o polícia! E andou na auto-estrada porque lhe apetecia passear!
Sabem que mais? Fiquem-se pelas discussöes sobre o Aborto (ortográfico)!!!
Cristina, aqui gostamos de discutir de tudo um pouco. Até estes absurdos.
Muito mais civilizado que um “chuto nos dentes”.
Ana, uma vénia à criação da situação.
Obrigada, UdP. 🙂
Nem sei que dizer de um país que perde tempo com coisas destas… O mundo está a ficar um lugar perigoso.
O mundo está a ficar um lugar estranho, de facto. Perdem-se as noções (e as proporções) mais básicas com uma facilidade impressionante.
Ó Aninhas escrevi sobre o mesmo tema e com foto idêntica. E idênticos comentários…
A Cinha é que tem razão e tem uma porca de estimação!
E eu que não te li… sintonias! A Cinha tem uma porca de estimação? Ó valha-me Deus, nem sei como comentar isso… 🙂
Existem coisas demasiado rídiculas. Ou então sou só eu que tenho mau feitio! Enfim……
Com ou sem mau feitio, Princesa, existem coisas demasiado ridículas. 🙂