Ah, que saudade. Lembram-se… quando éramos meninos e íamos de casa em casa, disfarçados de monstros ou de zombies, e gritávamos doçura ou travessura? Lembram-se da ansiedade? Do silêncio que fazíamos à espera de um ruído que indiciasse a abertura iminente da porta. Dos olhos a brilhar de excitação? Dos corações que palpitavam, das mãos que se entendiam na ânsia de agarrar o tesouro que nos ofereciam? Pois. Eu também não.


Permita-me, muito a propósito (não só da comemoração como també da nação) deixar o linque de uma coisa escrita há 2 anos (mas, que parece cada vez mais actual): 010/11/01/faz-hoje-255-anos/
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2
Oportuníssimo, ZdP.
Eheh, hoje um colega perguntou-me qual era a frase correcta que se usa, para ensinar à filha, se era doçura ou travessura ou outra coisa qualquer, eu expliquei-lhe que tive uma infância tão infeliz que nem uma única vez festejei o Halloween, não o podia ajudar.
Eheheh.
Lembro-me tão bem do Halloween como do Valentine’s Day.
Exactamente.
eh eh eh, agora mesmo comentava isso com a minha companheira. Quando entrava em casa, andava um grupo de mães a acompanhar os filhos, batiam nas portas, vigiavam nas janelas e censuravam a quantidade e o género de doces que os gaiatos haviam recebido… Não há palavras para descrever o dia das bruxas, eh eh eh.
Caro Rui, que raio é isso de Halloween ?
Não basta ter sido influenciado na minha infância em tudo o que era literatura aos quadradinhos, hoje banda desenhada, pelos cowboys e sherifs , sempre os bons porque os maus da fita eram sempre os massacrados índios , como agora, que julgava ter limpo a minha memória dessas americanices estúpidas, estão novamente a impingirem-me merdas da cultura americana que não tem nada e ver comigo, porque de merda se trata a porra desse Halloween . Somos um Povo com séculos de existência, que está a deixar de o ser.
É pena, sobretudo, que deixemos cair coisas nossas como o pão, por Deus de que se fala ali mais acima.
Por acaso, eu lembro-me. Só que, no meu tempo, chamava-se… Cantar dos Reis.
Isso já foi quê… no tempo da monarquia?!
Eh pá, estava a confundir com o 1 de Dezembro…
Obrigada Rui,
Confesso que me arrancou-me uma gargalhada.
Não estava à espera do final, pensei que iria ser aquela coisa chata, do hallo qualquer coisa, que agora não me lembro.
Feliz Hallocoiso, Maria.
Pois eu lembro-me de tudo isso, tal e qual. Chamava-se Pão por Deus, como alguém já lembrou aqui. De vez em quando havia uma ou outra bruxa que nos abria a porta com má cara e não dava nada, mas esses momentos foram o mais próximo do Halloween que alguma vez estive.
Pergunta: “Pão, Por Deus” ou “Pão Por Deus”?
Rigorosamente? Acho que é “Pão, por Deus”, e não a troca de um pelo outro. Mas nunca tinha pensado nesse pormenor. 🙂
Só vi a tua resposta agora… Já não vou a tempo de alterar no post dos brioches do Ulrich. Entretanto, também já vi Pão-por-Deus…
Deixa lá, os brioches do Ulrich têm pouco de divino. No caso de um banqueiro, suponho que deve ser mesmo troca por troca…
E nas aldeias era: -ó tia dá os bolinhos em louvor de todos os santinhos?…
Que maravilha…
Bolinhos, bolinhos, em louvor de todos os santinhos!, também aprendi assim. Cada um ia à sua terra, à sua família, prestava homenagem aos antepassados e trazia os primeiros frutos secos, biscoitos, hortaliças.
Abóboras? Para sopa e doce estão boas, sim.
Ou seja: ora abóboras!
O Halloween é uma espécie de Carnaval foleiro. Facto. Mas atenção, se começamos a resistir a tudo a que influência que vem de fora, teremos que deitar no lixo a árvore de Natal, resistir aos jantares de sushi e cafezinhos com macarrons. 😉
Bom feriado 🙂
Também é verdade. E ainda por cima a resmungar.
Mesmo no fim do post arrancou-me uma gargalhada. Maravilha!
Ainda bem, Martinha.
A raiz do “Pão por Deus”, “Bolinhos e bolinhós”, etc..e a do Halloween é a mesma, ou seja, a festa celta do Samhain, a festa dos mortos, quando as fadas, almas e seres do outro mundo se misturam com os humanos. Logo, o Halloween “à americana” é um “upgrade” ou um reavivar de uma tradição que por cá, ia enfraquecendo. As máscaras vêm do velho costume de se confundir com as almas que andam à solta, para evitar danos. Quanto às abóboras, ou cabaças (conforme o que estava mais à mão) a minha avó já as usava em pequena para ir aos “bolinhos”. Na minha infância eram às vezes substituídas por caixotes…
Não esquecer que o Pão-por-Deus parece também estar ligado às consequências do terramoto de Lisboa.
A Imperatriz Sissi tem razão: o Halloween , o Dia de Todos os Santos ou o Día de Muertos têm todos a mesma raiz: uma identificação do ciclo do ano com o ciclo da vida, correspondendo o Outono à morte…
Cresci no Alto Alentejo e ali a tradição era ir em grupo na manhã de dia 1 de Novembro “pedir os Santinhos” com um saquinho de pano. Voltávamos com o saco cheio de doces, frutos secos ou frutos de Outono, bolinhos e moedas. Não houve um ano da minha infância em que não fosse pedir os santinhos. E a minha avó conta que quando era miúda a tradição era igual (mas recebiam mais frutos ou bolinhos e menos dinheiro e chocolates…)
O mais engraçado é ver, à hora da missa, as mães com as crianças, de porta em porta, a pedir Pão-por-Deus.
Hipócrita, não?!
Falta 15 dias depois início do halloween celta novo um ano meses resumo da semana terceira parte uma duravam que festejo mundo outro estilo rebelde fantasia rockeira nova cantora banda
de rock famosa honomina álbuns pop internacionais do século fantasias dos anos 80 filmes
maiores melhores da série fase ás aulas de musica academia escola musical talentos