
[Foto: Túnel de Carey, Nova Iorque (Andrew Burton, Getty Images)]
Está vista a força da Técnica contra a técnica da Força*, neste caso, claro, a da Natureza: a Técnica quebra ou verga, a Natureza não. E manda, mesmo naquele que ainda é um centro do mundo. A Gawker, como tantos outros grupos, ficou apeada um dia inteiro, e regressou há pouco em modo de gerador-ligado-na-garagem, para dar conta das novidades do costume, mas também informar os que lá estão sobre como e quanto tempo vão ficar sem as coisas de primeiro mundo. Passam amanhã 257 anos sobre o dia em que nos calhou coisa assim. Daí que me esteja a roer a seguinte questão: assim de repente, quantos de vocês têm um plano mais ou menos desenhado no caso de se dar uma situação destas? Vá, dedos no ar: quem tem em casa um rádio a pilhas, uma lanterna a funcionar e pelo menos um garrafão de água potavel?
* copyright Gabriel Alves.

Eu tenho.
Mas…tudo?
Pilhas a mais, bétadine e compressas no kit de primeiros-socorros, e assim?
Fui ali dar a volta ao meu inventário, e ao menos a lanterna em condições. Deve ser a isto que os bombeiros chamam ‘fraca prontidão’.
Tenho mais uma leva de pilhas para a lanterna, provavelmente até tirando de outros equipamentos até conseguira mais outra leva claro já meio gastas. Não tenho é pilha suplente para o rádio, que é ao mesmo tempo telemóvel.
Nos primeiros socorros estou fraco.
Tenho umas mochilas/saco de viagem aceitáveis se for preciso ir embora.
Tenho conservas e água para uma semana pelo menos.
Deixo uns links americanos que podem dar ideias: urvival/tips/natural-disaster-preparatio n-guide
http://www.popularmechanics.com/outdoors/s
http://www.amazon.com/Necessary-Supplies-f or-your-Emergency-Disaster-Kit/lm/RX02Q5 UISJRD7/
http://www.amazon.com/Preparing-Survive-E mergencies-Natural-Disasters/lm/R13SXMDH 74XCSE?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=listmania-
http://www.survival-preps.com/
Não tenho. Mas vamos lá ver. Como vivo numa casa antiga que, apesar de ser baixa (primeiro andar), está rodeada de prédios antigos mais altos, se vier um terramoto grande essas coisas de pouco me vão servir debaixo dos escombros.
Mas…nada? Nem uma garrafa de água das pequenitas, uma lanterna daquelas de porta-chaves? Também tens de rever o ‘stock’, eh eh. E fatalismos, só valem com guitarra portuguesa, ora!
Não gosto de fado – a minha dose diária de melancolia musical é-me oferecida pelos Radiohead. Mas isso está sempre no leitor de mp3, pelo que se ficar vivo debaixo dos escombros, música não há-de faltar.
De resto, costuma haver água cá em casa, e há sempre umas latas de atum algures. Para além de anti-histamínicos em quantidade suficiente para abrir uma farmácia dedicada a alergias. Chega? :p
Para o bunker da sobrevivência não sei que música levaria, tenho de pensar, mas epá, anti-histamínicos são-me essenciais, e ainda não os tinha na
, ainda bem que lembras!
Ah, o Gabriel Alves, esse pensador de verve abundante e prolífica cujas reflexões perduram através das décadas como lemas inscritos em granito e que furacão algum consegue levar.
Locuções e comentários duros de olvido, Pedro!
Eu tenho uma abóbora de plástico do Halloween que tem luz.
De…plástico, Rui? Com luz e pevides sempre se compunha melhor a coisa!
Lanterna tenho. E o estojo de primeiros socorros tem uns pensos rápidos ressequidos mas muito elegantes, quase invisíveis. O resto que sugeres está invisível mesmo…
Estou a ver que teremos de organizar um simulacro de emergência em próxima reunião, Ana
Não acho nada má a ideia! E olha que seria bem divertido, de certeza. 🙂
Lanternas de dar à corda, sim, uma para cada nas mesinhas de cabeceira – puro fetiche da Decatlon. E sapatos de sola dura também, agora calça-los a tempo… Mas no último terramoto em que estive, íamos ficando soterrados no corredor pela Grolier em xx volumes. Nunca mais, desde essa noite de 69 da minha infância, arrumei livros grandes nas prateleiras de cima.
Zé, tenho uma dessas de dar à manivela, também; lembram-me as bicicletas dos Verões de pequena.
Pois eu ainda não era viva em ’69, mas se fosse hoje levaria com duas Histórias de Portugal e a Larrouse na carola, isso é certo. Acho que vou ao Lidl ver se há promoções a capacetes.
Esquece os capacetes: arruma-os nas prateleiras baixas que até exercitas os lombares.
PS – o Intermarché da tua terra é uma chatice (I hope it’s not a blunder…)
Eh eh, bem visto, há que ginasticar os ditos!
[and no, no blunder whatsoever]
Não queria ser tremendista, mas a malta da região de Lisboa e do Algarve, fazia bem em seguir os seus conselhos.
Já dizia o meu avô: quem me avisa, meu amigo é…
Entre achar o precavimento inteligente ou histérico, às vezes vacilo. Mas em geral opto pelo precavimento.