Pegue num punhado de lembranças de conserva e leve a lume brando em água de memórias, deixando ferver lentamente até que todas venham ao de cima. Aromatize com humor e ternura em partes iguais, junte imaginação qb. para dar colorido e deixe que ganhem volume. Reserve por algum tempo, mas não demasiado.
Deve ficar uma massa delicada mas consistente, branda e sensível ao tacto. Não deixe esfriar, e vá moldando pequenos instantes (ou grandes, conforme a preferência e o apetite) de formas variadas, recheando-os a gosto com surpresas e inspirações de momento.
Tudo fica bem como recheio: picante, doce e agri-doce, dependendo do gosto dos comensais. Sirva quente, polvilhado de fantasia para decorar (os enfeites são essenciais para o êxito da receita).
Nota: Esta receita não é para cozinheiros preguiçosos. Exige muita dedicação e conhecimentos profundos de arte culinária. Mas compensa tudo. Experimente. Faça uma surpresa a alguém, este Natal.
(já publicado aqui)


Por gostar de te ler e saber como (bem) escreves, li até ao fim, um texto que, afinal, já conhecia. É que começar com “um punhado de lembranças levado a lume brando em água de memórias” para mim… mas gostei da parte do picante. (risos)
Feliz Natal, Ana. E um Ano Novo com tudo de bom. 🙂
Já sei, já sei… foges de tudo o que seja anterior a ontem. Mas experimenta a receita com ingredientes novos, em vez das conservas. Resulta na mesma, vais ver. 😉
Boas Festas para ti também.
De facto, esta (excelente) receita não é para cozinheiros preguiçosos, Ana. Desejo-te um doce Natal.
O mesmo para ti, Pedro. Doce, picante ou ambos.
Querida Ana
Mas que belíssima receita. Um Natal muito bom. Cheio de afagos, aconchegos e miminhos.
:)))
Que o seu tenha também tudo isso, querida Maria do Sol.
Ana esta é, sem dúvida, a melhor “receita de Natal” que alguma vez conheci, obrigada. Vou experimenta-la, seguindo o seu conselho, com a dedicação que ela merece e a Ana também…
Beijinhos e um Natal muito gostoso;))
A receita é infalível, Maria. Experimente, sim, e depois diga-me o resultado. 🙂
Um beijinho e Bom Natal.
Já experimentei, Ana, e saiu-me um «consommé» de abóbora com redução de Porto e pinhões, perfumado com salsa. Foi um sucesso!!! ;-D
A continuação de Boas Festas. 🙂
Boa, Luísa!! Eu não disse que eles esqueciam a sopa de feijão? Para o ano vão querer um Natal “nouvelle cuisine”… ;-))
Bom dia de Natal.
Nada de preguiça, muita dedicação e conhecimentos profundos de arte culinária é, desconfio, o segredo da receita 🙂
Isso mesmo, Teresa. Com tudo isso, nunca falha!