
Todos os dragões da nossa vida são, talvez, princesas que esperam ver-nos um dia belos e corajosos. Todas as coisas aterradoras não são mais, talvez, do que coisas indefesas que esperam que as socorramos.
(Rilke)
Nota: A propósito deste belo texto do Luís Naves, no Albergue Espanhol, que me lembrou tudo o que absorvi recentemente no Oriente, sobretudo no Camboja.

A inspiração oriental tem que se lhe diga. Na parte que nos interessa, restabelece alguns equilíbrios mentais. Basta conseguir separar o bom do mau, que é uma operação universal.
(Fui claro? Acho que não…)
Antes mesmo de aprender a separar o Bem do Mal, o Oriente ensina-nos a aceitar que ambos coexistem em nós e são verso e reverso da mesma moeda. A nossa formatação judaico-cristã carregou-nos de uma culpa inalienável e pesadíssima, que nos faz negar permanentemente o óbvio e ver fantasmas terríveis onde eles não existem. É isso o medo.
Belíssimo. E certíssimo. Aprendemos isto tarde demais na vida. Helás.
Pois é, como quase tudo o que vale a pena saber… era bom termos outra vida a seguir para pormos em prática tão sábios conhecimentos, não era? 🙂