Há uns dois anos almocei num simpático restaurante da Ilha de Luanda com um diplomata português. Antes de chegarmos à sobremesa já ele me dava conselhos: "Você só tem problemas porque fala de mais", assegurou-me. "Escreva os seus romances mas não ataque o regime. Não há necessidade." Depois disso tenho escutado conselhos semelhante vindos de editores, empresários e políticos portugueses.
José Eduardo Agualusa, a propósito da transição constitucional em Angola.

o respeitinho é muito bonito. Lá como cá.
É sempre bom saber que os interesses políticos não se vergam a outros interesses. Só aos interesses económicos…
Mas Agualusa não ligou ao conselho e tem pago o preço por isso no seu país. Benza-o Deus.