Rasgos (21)


Ana Vidal,

11 comentários em “Rasgos (21)”

    1. Que nível, Henrique Pontes?

      O meu, que escolhi este video para esta série de “rasgos”?
      O de YTMND (seja lá quem for), que imaginou e produziu esta bem apanhada paródia fonética?
      O de Carl Orff, que adaptou para música textos medievais, uns sacros e outros satíricos, uns escritos em latim e outros em alemão vernáculo?
      O dos monges copistas beneditinos, que os compilaram e assim permitiram que fossem preservados até hoje os Carmina Burana?

      Importa-se de especificar, por favor?

        1. Entendo. É questão de gosto, então.
          Mas, não querendo convertê-lo ao meu, não resisto a deixar-lhe uma parte dos Carmina Burana, traduzidos do latim para português. Ora veja bem o espírito da coisa e diga-me lá se se afasta muito desta brincadeira que aqui apresento:

          Ó Fortuna,
          És como a Lua
          Mutável,
          Sempre aumentas
          Ou diminuis;
          A detestável vida
          Ora oprime
          E ora cura
          Para brincar com a mente;
          Miséria,
          Poder,
          Ela os funde como gelo.

          Sorte imensa
          E vazia,
          Tu, roda volúvel
          És má,
          Vã é a felicidade
          Sempre dissolúvel,
          Nebulosa
          E velada
          Também a mim contagias;
          Agora por brincadeira
          O dorso nu
          Entrego à tua perversidade.

  1. Tive de ouvir mais atentamente para confirmar que se tratava de facto da Carmina Burana original e não de uma versão com um inglês macarrónico, a debitar aquela incrível letra. Como brincadeira está engraçada e lembrei-me que poderia ser útil à nossa ministra da Saúde para apoiar aquela sua estupenda campanha em prol de uma alimentação mais saudável.
    No final, goste-se ou não se goste, é sempre um prazer ouvir a Carmina Burana, não é? “Ela” já não cantava há tanto tempo, eheheh…
    😉

  2. Estou como o comentador acima, tive de ouvir o original para confirmar se a paródia não estava também a alterar as palavras da versão legítima do libreto.O que lhe retirava metade do engenho… Mas não. Parece que é mesmo decalcado sobre o texto original, mais um trompel’oeil auditivo! Carmina Burana… ainda tenho a minha primeira colecção da série em vinyl 🙂

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