O meu, que escolhi este video para esta série de “rasgos”? O de YTMND (seja lá quem for), que imaginou e produziu esta bem apanhada paródia fonética? O de Carl Orff, que adaptou para música textos medievais, uns sacros e outros satíricos, uns escritos em latim e outros em alemão vernáculo? O dos monges copistas beneditinos, que os compilaram e assim permitiram que fossem preservados até hoje os Carmina Burana?
Entendo. É questão de gosto, então. Mas, não querendo convertê-lo ao meu, não resisto a deixar-lhe uma parte dos Carmina Burana, traduzidos do latim para português. Ora veja bem o espírito da coisa e diga-me lá se se afasta muito desta brincadeira que aqui apresento:
Ó Fortuna, És como a Lua Mutável, Sempre aumentas Ou diminuis; A detestável vida Ora oprime E ora cura Para brincar com a mente; Miséria, Poder, Ela os funde como gelo.
Sorte imensa E vazia, Tu, roda volúvel És má, Vã é a felicidade Sempre dissolúvel, Nebulosa E velada Também a mim contagias; Agora por brincadeira O dorso nu Entrego à tua perversidade.
Tive de ouvir mais atentamente para confirmar que se tratava de facto da Carmina Burana original e não de uma versão com um inglês macarrónico, a debitar aquela incrível letra. Como brincadeira está engraçada e lembrei-me que poderia ser útil à nossa ministra da Saúde para apoiar aquela sua estupenda campanha em prol de uma alimentação mais saudável. No final, goste-se ou não se goste, é sempre um prazer ouvir a Carmina Burana, não é? “Ela” já não cantava há tanto tempo, eheheh… 😉
Estou como o comentador acima, tive de ouvir o original para confirmar se a paródia não estava também a alterar as palavras da versão legítima do libreto.O que lhe retirava metade do engenho… Mas não. Parece que é mesmo decalcado sobre o texto original, mais um trompel’oeil auditivo! Carmina Burana… ainda tenho a minha primeira colecção da série em vinyl 🙂
que n í v e l …
Que nível, Henrique Pontes?
O meu, que escolhi este video para esta série de “rasgos”?
O de YTMND (seja lá quem for), que imaginou e produziu esta bem apanhada paródia fonética?
O de Carl Orff, que adaptou para música textos medievais, uns sacros e outros satíricos, uns escritos em latim e outros em alemão vernáculo?
O dos monges copistas beneditinos, que os compilaram e assim permitiram que fossem preservados até hoje os Carmina Burana?
Importa-se de especificar, por favor?
Nivel seu, que escolheu!
Entendo. É questão de gosto, então.
Mas, não querendo convertê-lo ao meu, não resisto a deixar-lhe uma parte dos Carmina Burana, traduzidos do latim para português. Ora veja bem o espírito da coisa e diga-me lá se se afasta muito desta brincadeira que aqui apresento:
Ó Fortuna,
És como a Lua
Mutável,
Sempre aumentas
Ou diminuis;
A detestável vida
Ora oprime
E ora cura
Para brincar com a mente;
Miséria,
Poder,
Ela os funde como gelo.
Sorte imensa
E vazia,
Tu, roda volúvel
És má,
Vã é a felicidade
Sempre dissolúvel,
Nebulosa
E velada
Também a mim contagias;
Agora por brincadeira
O dorso nu
Entrego à tua perversidade.
Tive de ouvir mais atentamente para confirmar que se tratava de facto da Carmina Burana original e não de uma versão com um inglês macarrónico, a debitar aquela incrível letra. Como brincadeira está engraçada e lembrei-me que poderia ser útil à nossa ministra da Saúde para apoiar aquela sua estupenda campanha em prol de uma alimentação mais saudável.
No final, goste-se ou não se goste, é sempre um prazer ouvir a Carmina Burana, não é? “Ela” já não cantava há tanto tempo, eheheh…
😉
Pois é, Luís. A Carmina tem andado com problemas nas cordas vocais, coitada.
😉
Divertidíssimo. Conheci quem fosse naturalmente capaz destas “versões” extraordinárias.
O que não é nada fácil, convenhamos. Por isso incluí esta brincadeira nos “rasgos”.
🙂
Estou como o comentador acima, tive de ouvir o original para confirmar se a paródia não estava também a alterar as palavras da versão legítima do libreto.O que lhe retirava metade do engenho… Mas não. Parece que é mesmo decalcado sobre o texto original, mais um trompel’oeil auditivo! Carmina Burana… ainda tenho a minha primeira colecção da série em vinyl 🙂
É uma obra empolgante, Chloé. Nunca me canso de ouvi-la.
Hilariante!!!
Vou ter que ” pedir emprestado”!!