«Algumas pessoas perguntam o segredo do nosso longo casamento. Nós damo-nos tempo de ir a um restaurante duas vezes por semana. Comida à luz da vela, jantar, música de fundo e dança. Ela vai às quartas e eu às sextas.»
Ora aqui está uma belíssima receita a que nem o mais estafado dos casamentos vai poder dar a volta! O pior só poderá acontecer se, por uma mudança de agenda, se encontrarem os dois à quinta no mesmo restaurante…
Embirro com as velas. Não se vê o que se está a comer, cheiram mal, lembram-me os mortos. Ficam a matar em filmes de terror. Grande invenção, a luz eléctrica.
Tem toda a razão. Num daqueles momentos mais românticos da nossa vida, um daqueles momentos em que dizemos para nós mesmos que esse, sim, é o momento mais romântico de sempre, não há nada melhor do que dirigirmo-nos ao nosso par e dizer com ar decidido e terno: espera, deixa-me ir ligar a luz…
As mulheres em geral gostam de velas, meu caro. Faça o que fizer com os dias da semana, dou-lhe um conselho: nunca diiga a uma mulher que ela o faz sentir-se num filme de terror. E também não lhe fale em mortos, que o resultado não será famoso…
É sempre bom aprender. Mas que as mulheres gostem de velas, custa-me a crer. Basta pensar no que se passa durante um apagão. Ou quando, restabelecida a corrente, encontram pingos de cera por aqui e por ali.
Delicioso e sábio. Muuuuuuito sábio, mesmo 🙂 O problema está em – como dizem os gestores e antes que o João Carvalho me mate -, operacionalizar a coisa…
Eheheh boa.
É garantido!
:))
Também me parece, Ariel.
🙂
Ora aqui está uma belíssima receita a que nem o mais estafado dos casamentos vai poder dar a volta! O pior só poderá acontecer se, por uma mudança de agenda, se encontrarem os dois à quinta no mesmo restaurante…
Tinhas de vir tu aqui destilar veneno…
Não, não… às quintas não há qualquer problema em que eles se encontrem, Luís. As quartas e sextas é que são sagradas.
Por mais uma vez “ele” a ficar beneficiado…Veja bem se não tenho razão, Ana – “ela” indo jantar fora às quartas, a meu ver, fica em desvantagem…;))
Mais valia às quintas, que costumam ser as “ladies’ nights”.
Tem razão, Maria. O melhor é negociar bem os dias…
🙂
Que provocadora que a Ana me saiu ultimamente!
Bem, tentando visualizar um “longo casamento”… talvez permitir um certo espaço para cada um respirar à vontade, não deixa de ser uma boa ideia.
Claro que cada casamento é um caso, não é? Não há receitas gerais… no caso do autor da frase, aquela receita funciona.
Chegou a ver o “D. Juan de Marco” com o Johnny Depp e o Marlon Brando? A receita no filme é completamente outra.
Ana
Não há receitas mesmo, Ana. A história é uma brincadeira, mas a verdade é que todas as fórmulas são boas desde que funcionem. Para ambos, claro.
Vi o Don Juan de Marco há muitos anos, Ana. Mas aí era um triângulo, não era? Confesso que já não me lembro.
“Provocadora” era um elogio…
Aliás, os seus “Rasgos” têm sido um desafio bem interessante.
Não, Ana, não era um triângulo. Acho que a Ana iria gostar de o rever.
Obrigada pela dica. Vou tratar de revê-lo, sim. Lembro-me, sobretudo, de que o filme era esteticamente muito atraente.
Embirro com as velas. Não se vê o que se está a comer, cheiram mal, lembram-me os mortos. Ficam a matar em filmes de terror. Grande invenção, a luz eléctrica.
Tem toda a razão. Num daqueles momentos mais românticos da nossa vida, um daqueles momentos em que dizemos para nós mesmos que esse, sim, é o momento mais romântico de sempre, não há nada melhor do que dirigirmo-nos ao nosso par e dizer com ar decidido e terno: espera, deixa-me ir ligar a luz…
…Acrescentando: deixa-me ver-te. És tão bonita! E que corpo!
As mulheres em geral gostam de velas, meu caro. Faça o que fizer com os dias da semana, dou-lhe um conselho: nunca diiga a uma mulher que ela o faz sentir-se num filme de terror. E também não lhe fale em mortos, que o resultado não será famoso…
É sempre bom aprender. Mas que as mulheres gostem de velas, custa-me a crer. Basta pensar no que se passa durante um apagão. Ou quando, restabelecida a corrente, encontram pingos de cera por aqui e por ali.
Imaginação, meu amigo, imaginação… experimente tirar partido de um apagão e verá como elas gostam de velas.
É sem dúvida uma boa receita, mas eu prefiro ir com ela às quartas e ela vai comigo às sextas.
Está bem, Tozé, ainda restam as terças e quintas… fora os fins de semana, claro.
😉
Muito bom, Ana.
🙂
Delicioso e sábio. Muuuuuuito sábio, mesmo 🙂
O problema está em – como dizem os gestores e antes que o João Carvalho me mate -, operacionalizar a coisa…
Aí é que tem de estar toda a sabedoria concentrada… qualquer falha na organização e é a morte do artista!
🙂
Que belo pensamento para um fim de tarde de 5ª feira…, vou mais descansado para casa, não preciso de jantar 🙂
Adoptou a receita, Meunikaki? Mas olhe que não precisa de passar fome nos outros dias…
🙂
não estava nos meus planos….. 🙂
eheheheh…
(às quartas normalmente dá futebol europeu… ele é esperto, só que esse segredo não contou ele). 😉
p.s. – espera aí, Ana… mas assim eles nunca dançam juntos… deve estar aí outro segredo…
Ora, Mike… não sabes que nem todos os homens gostam de futebol? Tss, tss
E ainda restam cinco dias para as danças de salão…
😉