
Madres de la Plaza de Mayo
Não podia deixar de prestar homenagem nesta rubrica às mulheres argentinas que, quase 30 anos depois de ter terminado a ditadura, todas as quintas-feiras se reúnem em vigília na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada ( sede do governo) reclamando informação sobre os familiares desaparecidos durante aquele período sangrento da História da Argentina.
Muitos saberão que estas mulheres constituíram a Associación Madres de Mayo, através da qual continuam a procurar as pistas dos seus familiares e dos seus algozes. Cristina Kirchner já realçou o papel relevante destas mulheres, cuja luta tem permitido sentar no banco dos réus alguns dos criminosos, entre os quais se contam vários membros da Igreja Católica, entretanto condenados como cúmplices.
Admito que num país sem memória, que homenageia PIDES e onde a “bufaria” ainda é modo de vida e ganha pão para alguns, esta escolha pareça estranha. Para mim é uma escolha natural homenagear quem tem memória e não perdoa a criminosos.
Espero, porém, que muitos guardem ainda boas recordações da mulher portuguesa de hoje.

Grande luta essa das Madres de la Plaza de Mayo.
Bem lembrado, Carlos, justa homenagem.
Não deve haver no mundo dor maior do que a de perder um filho.E quando eles simplemente desaparecem, sem respostas, essa dor deve adquirir proporções inimagináveis.Triste, dolorosa, mas importante lembrança.
É uma excelente escolha.
Para que nunca se esqueça o que originou a luta destas mulheres.
Abraço