Queria ter-te só para mim.


letraspequenas,

Fossem bugiar, deixassem praças vazias e as gaiolas sem canários e sem moscas as tabernas. Fazei longe o piquenique, o regabofe, passaritos. E convidai as gaivotas. Ide, ide, ó infindáveis insectos, mais os pombos tantas vezes abjectos. Queria ter-te só para mim. Sem alma que se visse nem frenesim. Toda tu num meu deserto.

Já te imaginaste assim? A sentir o abandono. Pedra a pedra, sem nadinha que escorregue, pise, poise. Encontravas-te comigo num lugar que escolherias. Eu ia, corria, escada abaixo, rua acima, sem certeza desse sítio, que me havias de dizer. Já te imaginaste. Eu ainda por saber o que era ter-te só para mim.

2 comentários em “Queria ter-te só para mim.”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *