Querer ou crer?


fiodeprumo,

Na página 47 do jornal Público de hoje, num texto intitulado “Governação Alternativa” , assinado pelo deputado Carlos Zorrinho, vem o parágrafo seguinte

“…Não há, ao contrário do que alguns parecem querer fazer querer, um troikismo duro e um troikismo privado”.

Não será antes

“…Não há, ao contrário do que alguns parecem querer fazer crer, um troikismo duro e um troikismo suave”.?

Enfim, em matéria de português e com o (des)Acordo Ortográfico, nunca se sabe…

15 comentários em “Querer ou crer?”

  1. Para um político daquele gabarito, antigo chefe da bancada parlamentar socialista, com ou sem ‘Acordo’, o erro é de palmatória.
    Na minha antiga 4.ª classe, o meu velho Professor Leitão afinfava-lhe, de certeza, uma par de palmatoadas e, como trabalho de casa, mandava-lhe escrever umas trinta vezes a calinada.
    Quero crer que o ilustre político aprendia imediatamente.

    1. Não defendo palmatoadas.Mas a nossa língua merece ser preservada,é talvez o que nos resta na voragem em que andamos há muito.
      Sou do tempo das reguadas embora em quatro anos de escola apenas as sofresse uma vez por ter estragado o trabalho de um pobre artesão no caminho para a escola.Veja bem,se agora os que nos deixaram nesta situação miserável fossem submetidos à régua…Salve-se ao menos a nossa língua.

  2. As asneiras grassam. Ou graçam? Talvez gração, acredito que ainda havemos de lá chegar.
    Passa neste momento na televisão um anúncio a um shampoo em que ouvimos distintamente a locutora dizer “númaro” – provavelmente a asneira mais recorrente que anda por aí.

  3. Como não encontrei outro meio a não ser este para lhe prestar a minha homenagem (embora não comente o seu post, lamento o português que se escreve por aí):

    HELENA SACADURA CABRAL

    Ser mulher
    Ter aprumo
    Graça, distinção
    E escrever em espaço aberto
    É emprestar o charme à profissão.

    Mas se tais dotes
    Se avaliam por igual
    Aquilo que se escreve
    Nas páginas de um livro
    Ou num jornal
    É sempre o que mais pesa
    Por ser o predicado principal.

    Soledade Martinho Costa

    Do livro «O Nome dos Poemas»

  4. Não tem nada a haver com o assunto, mas gostei de a ver e, claro, de ouvir, no alto da sua clarividência.

    Quem dera a muitos da sua idade!

    A chegada a altura de dar a a voz a muitos “senadores” que não têm uma passadeira vermelha estendida para a feira mediática, que se vive nos nossos tristes dias, na televisão, nos jornais ou na rádio.
    Muitos de nós não somos merecedores do estado de empobrecimento financeiro e cultural a que chegamos.
    Vão para as aldeias, para as vilas e cidades do interior.
    Falem com aqueles que têm a sua idade.
    Percebam-lhes os sentimentos, a raiva,a desilução pelo estado a que o país chegou.
    Já não lhes bastou a ditadura de Salazar?
    Falem com quem fez do ultramar o seu tirocínio de vida e hoje não tem o devido retorno do estado, numa altura em que muitos se querem reformar e o não podem fazer, porque o sistema não os deixa.

    Julguemos, quem de direito!

    Pobre país que tens tais servidores!

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