Na página 47 do jornal Público de hoje, num texto intitulado “Governação Alternativa” , assinado pelo deputado Carlos Zorrinho, vem o parágrafo seguinte
“…Não há, ao contrário do que alguns parecem querer fazer querer, um troikismo duro e um troikismo privado”.
Não será antes
“…Não há, ao contrário do que alguns parecem querer fazer crer, um troikismo duro e um troikismo suave”.?
Enfim, em matéria de português e com o (des)Acordo Ortográfico, nunca se sabe…

Vindo de quem vem, nada é para admirar. Já agora, “duro” e “privado”?!
Palha d’Aço
Pois é. Já nem quis ir por aí…
Palha d’ Aço
Oop’s, o privado foi lapso meu. Já corrigi.
Para um político daquele gabarito, antigo chefe da bancada parlamentar socialista, com ou sem ‘Acordo’, o erro é de palmatória.
Na minha antiga 4.ª classe, o meu velho Professor Leitão afinfava-lhe, de certeza, uma par de palmatoadas e, como trabalho de casa, mandava-lhe escrever umas trinta vezes a calinada.
Quero crer que o ilustre político aprendia imediatamente.
Não defendo palmatoadas.Mas a nossa língua merece ser preservada,é talvez o que nos resta na voragem em que andamos há muito.
Sou do tempo das reguadas embora em quatro anos de escola apenas as sofresse uma vez por ter estragado o trabalho de um pobre artesão no caminho para a escola.Veja bem,se agora os que nos deixaram nesta situação miserável fossem submetidos à régua…Salve-se ao menos a nossa língua.
Uma coisa é certa: Se os que nos deixaram nesta situação miserável fossem submetidos à régua, a nossa indústria de réguas iria tirar-nos da crise.
As asneiras grassam. Ou graçam? Talvez gração, acredito que ainda havemos de lá chegar.
Passa neste momento na televisão um anúncio a um shampoo em que ouvimos distintamente a locutora dizer “númaro” – provavelmente a asneira mais recorrente que anda por aí.
Também gostava de entender o que o homem quis dizer com “troikismo duro e troikismo privado”.
Hoje quero partilhar convosco este momentinho de ternura:
http://www.youtube.com/watch?v=aHAPe4rNm PY
Não há (des)acordo que dê a volta a isto.
Bem… o Carlos Zorrinho é especializado em sistemas complexos, pelo que devemos talvez dar-lhe o benefício da dúvida…
talant ou talent? afinal o que homem tinha?
http://www.museu.presidencia.pt/expo_det ail_full.php?id=7&ID=138
http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=12 9
http://escolanaval.marinha.pt/PT/escola/P ages/TalantdeBienFaire.aspx
Carlos Cunha
Porquê tanta insígnia? Acaso o deputado é medalhado?
zurrinho, minha senhora, zurrinho…
Como não encontrei outro meio a não ser este para lhe prestar a minha homenagem (embora não comente o seu post, lamento o português que se escreve por aí):
HELENA SACADURA CABRAL
Ser mulher
Ter aprumo
Graça, distinção
E escrever em espaço aberto
É emprestar o charme à profissão.
Mas se tais dotes
Se avaliam por igual
Aquilo que se escreve
Nas páginas de um livro
Ou num jornal
É sempre o que mais pesa
Por ser o predicado principal.
Soledade Martinho Costa
Do livro «O Nome dos Poemas»
Não tem nada a haver com o assunto, mas gostei de a ver e, claro, de ouvir, no alto da sua clarividência.
Quem dera a muitos da sua idade!
A chegada a altura de dar a a voz a muitos “senadores” que não têm uma passadeira vermelha estendida para a feira mediática, que se vive nos nossos tristes dias, na televisão, nos jornais ou na rádio.
Muitos de nós não somos merecedores do estado de empobrecimento financeiro e cultural a que chegamos.
Vão para as aldeias, para as vilas e cidades do interior.
Falem com aqueles que têm a sua idade.
Percebam-lhes os sentimentos, a raiva,a desilução pelo estado a que o país chegou.
Já não lhes bastou a ditadura de Salazar?
Falem com quem fez do ultramar o seu tirocínio de vida e hoje não tem o devido retorno do estado, numa altura em que muitos se querem reformar e o não podem fazer, porque o sistema não os deixa.
Julguemos, quem de direito!
Pobre país que tens tais servidores!