Quebra-cabeças


lauraramos,

It has always seemed strange to me that things we admire in men — kindness and generosity, openness, honesty, understanding, and feeling — are the concomitants of failure in our system. And those traits we detest — sharpness, greed, acquisitiveness, meanness, egotism, and self-interest — are the traits of success.
And while men admire the quality of the first, they love the produce of the second.

 

(Steinbeck, «Cannery Row»)

 

 

Eis um paradoxo que se mantém.

– Irresolúvel?

Não me reconheço nele mas, em contrapartida, confirmo os seus efeitos.

– Como é possível que as qualidades que mais admiramos nas pessoas sejam as que sistematicamente desvalorizamos, quando chega a hora de escolher um destino para o país?

Grande Steinbeck: se há um escritor a reler neste momento da história, é ele mesmo, que escreveu em plena Grande Depressão.

7 comentários em “Quebra-cabeças”

    1. Estava capaz de nem lhes chamar nobres, Ana, porque deviam ser plebeus ;-). Isto é: normais, ‘mainstream’, o que seja. Mas não deixa de ser interessante que se perca totalmente a ressonância entre esses ‘apreços’ e o que depois invade a cabeça das pessoas quando entram na cabine de voto… (a acreditar nas sondagens). – Que nome terá isso? Masoquismo?

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