Que ‘política da verdade’?


Pedro Correia,

João de Deus Pinheiro, que encabeçou a lista eleitoral do PSD pelo distrito de Braga, por escolha directa de Manuela Ferreira Leite, foi deputado por meia hora: deslocou-se à Assembleia da República esta manhã só para renunciar ao cargo para que foi eleito. É pena a eleição por Braga não poder ser repetida. Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta ‘política de mentira’.

 

Adenda – ler também:

– Deus abandona cargo. Do Vítor Matos.

– Uma pequena amostra de tudo o que correu mal. Do Pedro Picoito.

– To be, or not. Do Eduardo Pitta.

– S29m. Do Rogério da Costa Pereira.

– Verdade, credibilidade e outras coisas mais. Do Carlos Abreu Amorim.

– A verdade em todo o seu esplendor. Do António de Almeida.

– Chegou a hora da "política da verdade". Do Tomás Vasques.

– Política de verdade – não se riam, por favor. Do Paulo Gorjão.

– Descaramento. Do Manuel Gouveia.

– Um prego.  Do Vasco Campilho.

– Perdeu-se um deputado. Do Afonso Azevedo Neves.

– Nem aqueceu o lugar. Do José Aguiar.

– O Parlamento ficou a ganhar. Do Nuno Gouveia.

 

27 comentários em “Que ‘política da verdade’?”

  1. Pedro,
    Uma vergonha. Mas que mais se poderia esperar deste dandy falhado?

    Falou-se há uns anos atrás, (seria ele ministro ou comissário, já não me lembro) de estar tudo à espera da vedeta para se começar uma reunião importante e o homem não aparecia. Até que alguém o descobrir a jogar golf…

    Se eu votasse no distrito de Braga, de certeza que não votaria PSD e muito por cause deste senhor.

          1. – Manela, apetece-me algo.
            – Diga, João.
            – Apetece-me um lugar de deputado.
            – É para já, João.
            – Mas só concorro como cabeça de lista.
            – É para já, João.
            – Mas só assumo o lugar se o PSD vencer.
            – Muito bem, João. Mas porquê?
            – Porque só me interessa ser presidente da AR.
            – Faz muito bem, João. Mas e se o PSD não vencer?
            – Renuncio ao mandato, Manela. Aquilo é uma imensa maçada e não há sequer um ‘green’ em São Bento para eu me dedicar ao meu desporto favorito.
            – Muito bem, João. É isso que eu mais admiro em si: a sua noção de serviço público.

  2. E onde está o problema?
    Por ventura não está de acordo com os tão enfáticamente manifestados princípios de verdade da Dona Manuela e sus muchachos ??????????

  3. “Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta ‘política de mentira”

    Pedro, mas então o resto do distrito não poderia avaliar também, ou seria um privilégio exclusivo dos bragueses?

    1. Tem razão no seu reparo, António. Pretendia naturalmente referir-me ao conjunto dos eleitores do distrito – e não apenas aos simpatizantes do Sporting de Braga, clube que me merece todo o apreço.

    1. Plenamente de acordo. Devia haver um código de conduta na classe política nessa matéria. É mais uma questão de ética do que de lei. E os eleitores não podem deixar de sancionar os partidos que permitem estes comportamentos.

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