João de Deus Pinheiro, que encabeçou a lista eleitoral do PSD pelo distrito de Braga, por escolha directa de Manuela Ferreira Leite, foi deputado por meia hora: deslocou-se à Assembleia da República esta manhã só para renunciar ao cargo para que foi eleito. É pena a eleição por Braga não poder ser repetida. Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta ‘política de mentira’.
Adenda – ler também:
– Deus abandona cargo. Do Vítor Matos.
– Uma pequena amostra de tudo o que correu mal. Do Pedro Picoito.
– To be, or not. Do Eduardo Pitta.
– S29m. Do Rogério da Costa Pereira.
– Verdade, credibilidade e outras coisas mais. Do Carlos Abreu Amorim.
– A verdade em todo o seu esplendor. Do António de Almeida.
– Chegou a hora da "política da verdade". Do Tomás Vasques.
– Política de verdade – não se riam, por favor. Do Paulo Gorjão.
– Descaramento. Do Manuel Gouveia.
– Um prego. Do Vasco Campilho.
– Perdeu-se um deputado. Do Afonso Azevedo Neves.
– Nem aqueceu o lugar. Do José Aguiar.
– O Parlamento ficou a ganhar. Do Nuno Gouveia.

É escusado. Só conhecem a política do logro.
É isso. Lograram o voto e marimbaram-se nos eleitores.
Pedro,
Uma vergonha. Mas que mais se poderia esperar deste dandy falhado?
Falou-se há uns anos atrás, (seria ele ministro ou comissário, já não me lembro) de estar tudo à espera da vedeta para se começar uma reunião importante e o homem não aparecia. Até que alguém o descobrir a jogar golf…
Se eu votasse no distrito de Braga, de certeza que não votaria PSD e muito por cause deste senhor.
Uma vergonha.
Deve haver uma gamela melhor e maior.
Diz-se que o senhor pretendia ser presidente da Assembleia da República, o que naturalmente só poderia acontecer se o PSD tivesse ganho as legislativas.
Estariam à espera, quiçá, de algo diferente?
:)))
:))) nem mais, Maria do Sol, nem mais :)))
Ariel. Gostou do “quiçá” e do “algo”… ai ai
:))))))))
Quiçá? Detesto.
Também eu. E pelo algo também não morro de amores.
:)))
Maria do sol. adorei o ” quiçá “, e o “algo” fez lembrar a história do ” Ambrósio .. apetece-me algo” :))))
– Manela, apetece-me algo.
– Diga, João.
– Apetece-me um lugar de deputado.
– É para já, João.
– Mas só concorro como cabeça de lista.
– É para já, João.
– Mas só assumo o lugar se o PSD vencer.
– Muito bem, João. Mas porquê?
– Porque só me interessa ser presidente da AR.
– Faz muito bem, João. Mas e se o PSD não vencer?
– Renuncio ao mandato, Manela. Aquilo é uma imensa maçada e não há sequer um ‘green’ em São Bento para eu me dedicar ao meu desporto favorito.
– Muito bem, João. É isso que eu mais admiro em si: a sua noção de serviço público.
Bravo, Ambrósio (quer dizer… Pedro!) 😀
Bravo, bravo… E que grande final!
É que é mesmo isso .
:)))
Parece até que ele ficou a perder por já se ter metido em despesas de carpintaria. Aquele degrau para o cadeirão principal da AR ia dar um jeitaço.
Pois pois. Imagino. Bichos carpinteiros é o que é.
:))))
E onde está o problema?
Por ventura não está de acordo com os tão enfáticamente manifestados princípios de verdade da Dona Manuela e sus muchachos ??????????
Quando a “política de verdade” é desempenhada por farsantes, é natural que vire farsa. O casino flutuante onde costumam representar deve estar prestes a afundar-se.
JDP aliviou-se do Parlamento em tempo recorde, possibilitando a ascensão de um jotinha que não foi eleito. Um insulto a quem se deu ao trabalho de votar nele.
“Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta ‘política de mentira”
Pedro, mas então o resto do distrito não poderia avaliar também, ou seria um privilégio exclusivo dos bragueses?
Tem razão no seu reparo, António. Pretendia naturalmente referir-me ao conjunto dos eleitores do distrito – e não apenas aos simpatizantes do Sporting de Braga, clube que me merece todo o apreço.
O eleitos fulminantes deviam de ficar impedidos de desempenhar cargos públicos e de se voltarem a candidatar por um período de 10 anos!
Plenamente de acordo. Devia haver um código de conduta na classe política nessa matéria. É mais uma questão de ética do que de lei. E os eleitores não podem deixar de sancionar os partidos que permitem estes comportamentos.
Sim. Nós temos a tendência para compensar a falta de ética com a lei, como se a primeira fosse a falta da segunda.
Os eleitos só são fulminantes quando já não querem nada da vida pública, nem querem ouvir falar mais de candidaturas. Essa é que é essa.
Têm todo o direito, mas nesse caso não integrem as listas…