Quarenta anos


Maria Dulce Fernandes,

1982 é hoje, quarenta anos depois.

Em quarenta anos viveu-se tanto e aprendeu-se tão pouco. Nada.

Nada mesmo.

E os arrepelos e os encontrões dos que ditam aos desditados continuam, escalando de tom e intenção.

E o mundo observa impávido, mastigando mecanicamente as notícias num sofá perto de si.

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