Para um jovem alemão de vinte e poucos anos, estudante de Jornalismo, ele valeu 64.000 euros!
Foi na versão alemã do concurso “Quem Quer Ser Milionário” (Wer Wird Millionär), transmitido pela RTL. O rapaz começou cambaleante. Porém, à medida que as perguntas aumentavam de valor, ele ia ficando cada vez mais seguro e atingiu o patamar dos 64.000 euros. Aliás, sem jokers. A pergunta era:
“Qual foi a primeira pessoa, no fim de Janeiro, a quebrar a barreira dos 200 milhões de seguidores no Instagram?”
Hipóteses de resposta:
A – Cristiano Ronaldo
B – Kim Kardashian
C – Papa Francisco
D – Ed Sheeran
Como referi, o jovem já não tinha jokers. Se optasse por não responder, levava para casa 32.000 euros. Respondendo errado, caía para os 500 euros. E ele arriscou a resposta, escolhendo Cristiano Ronaldo.

Claro que o apresentador fez suspense, depois de a resposta estar bloqueada. Começou com o que tinha menos seguidores: o Papa Francisco. A seguir, Ed Sheeran. E depois: Kim Kardashian ou Cristiano Ronaldo? A resposta certa é…………………. CRISTIANO RONALDO!
O nome luso assim gritado, o público a aplaudir entusiasticamente… e uma portuguesa, do outro lado do ecrã, a sentir-se muito orgulhosa.
Pequenas alegrias, em tempos difíceis.
Nota: o programa foi apresentado ontem, mas a gravação tinha já vários dias, do tempo em que ainda não se tinham decretado medidas drásticas por causa do Covid-19. Desde o fim-de-semana que não há programas televisivos alemães com público no estúdio.
Imagem: captação de ecrã do vídeo do programa, aqui disponível.

O que são jokers?
São ajudas que o concorrente tem: telefonar a alguém que saiba a resposta, perguntar ao público e eliminar duas possibilidades de resposta. Só pode usar cada joker uma vez.
Apesar de tudo o que se vai dizendo aqui no país, penso que as pessoas não compreendem a realidade da dimensão que o nome de Cristiano Ronaldo adquiriu. Há perto de um ano, a RTP2 transmitiu uma série israelita na qual uma família tinha um cão cujo nome era… Ronaldo. Israelita!
É uma estrela planetária. Nunca houve assim um português e, tão cedo, não haverá outro.
(Claro, temos o Vasco da Gama, mas é um pouco diferente, uma figura histórica de referência; Ronaldo é objecto de verdadeiro culto – obs: a palavra “objecto” não pode ser aqui levada à letra).